CARTAS
Filas prioritárias
O problema da aviação brasileira, com atrasos de algumas horas nos vôos, parece ter tomado conta de todos e transformado numa comoção geral. A espera por alguns minutos, ou horas, parece o fim do mundo e realmente o é. Mas a solução do problema deve estar próxima. Diretores, secretários, ministros e até o presidente da República estão tomando as providências cabíveis para que pessoas importantes não fiquem nas filas e percam seu tempo, o que é louvável. Por outro lado, não se vê a mesma preocupação das autoridades quanto às filas nas madrugadas para se conseguir uma consulta médica e meses de espera para fazer os exames, dias e noites debaixo de chuva nas filas para se conseguir uma vaga na escola pública para o filho, para se obter um benefício previdenciário, para se conseguir um emprego, uma internação, etc. Estas esperas, em que pesem ser muito mais dolorosas do que a dos aeroportos, não têm sido prioridade dos governantes e não devem acabar tão cedo.
ANTONIO JOÃO DE MELO
(funcionário público) - Londrina
Crise nos aeroportos
Não que eu deseje algum mal aos usuários das linhas aéreas brasileiras, mas espero que o péssimo atendimento dos aeroportos faça com que eles reflitam um pouco mais sobre a sociedade injusta em que pagamos mais de 35% de impostos para o governo e não temos nem metade dos serviços que deveríamos ter direito. O que a classe média alta está passando nos aeroportos, os pobres e os mais humildes passam todo dia nas circulares com preços abusivos, nas filas dos hospitais, na falta de segurança, nas péssimas escolas públicas, no descaso que o governo tem para com o povo que não deixa de pagar as contas.
WILAME DO PRADO ELIAS
(estudante de Jornalismo) - Maringá
Sercomtel
Finalmente a justiça começa a reconhecer os direitos dos acionistas e fundadores da Sercomtel que tiveram seus direitos expropriados escandalosamente. A Prefeitura de Londrina não colocou um tostão no negócio, sequer comprou mesas e cadeiras e usou por muito tempo parte das instalações da Associação Comercial. A ilegalidade que revestiu sua transformação em S.A. e a própria venda de parte de seu patrimônio, sem qualquer respeito aos que pagaram e receberam garantias de propriedade, agora aparece publicamente pela decisão da justiça em reconhecer nossos direitos de donos de linhas telefônicas.
LINCOLN BRASIL E SILVA
(médico) - Londrina
Qual unidade?
Li uma matéria sobre a eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal de Londrina. Alguns vereadores foram entrevistados, e o assunto principal de suas falas foi uma busca pela unidade. Falou-se em unidade com uma conotação que se aproxima demais do corporativismo. De que unidade estamos falando? Da manutenção e hegemonia de um bloco de sustentação da administração? Daquela que aprova dezenas de projetos no apagar das luzes do ano, sem nenhuma discussão? Será que é daquela na qual os discursos inflamados dizem uma coisa, que depois o voto silencioso não confirma? Ou aquela pela qual se forma uma Câmara totalmente fisiológica, que prima por constituir apenas um conjunto de individualidades, descomprometidas com qualquer ideologia ou de qualquer conteúdo programático? Só o debate pode aprimorar a participação da comunidade, e, sem nenhuma dúvida, só a participação da comunidade poderá impedir o servilismo que essa unidade poderá
alimentar.
MARCOS COLLI
é advogado em Londrina
CORREÇÃO
- Na reportagem Posto tem bombas lacradas, publicada na edição de ontem da Folha Economia, a legenda da foto dizia que a cada litro cobrado pelo posto eram vendidos apenas 600ml. O correto é que, de acordo com o medidor do Ipem, ao invés da bomba do posto registrar 20 litros, ela registra 400 ml a menos. Ou seja, para cada litro de combustível cobrado pelo posto era vendido 20 ml a menos para o consumidor.
- Ao contrário do que foi publicado ontem na reportagem Educandário de Paranavaí é destruído (Folha Cidades), o nome correto da presidente do Iasp é Thelma Alves de Oliveira.
- Foto publicada ontem na reportagem Kaingangs recebem R$ 2,8 milhões de indenização (Folha Cidades) não é do cacique Juscelino Vergílio, como dizia a legenda, mas do conselheiro Aparecido Marcolino.
- Ao contrário do que foi publicado na matéria Médicos acionam Justiça para obter CNH sem curso (12/12), o nome do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná é Mário Antônio Ferrari.





