CARTAS
Comércio do Centro
Todos os anos a discussão sobre a convenção coletiva de trabalho cria desavenças entre os sindicatos dos empregadores e dos empregados do comércio. Londrina é uma cidade dividida em bairros: um trabalha o outro não. O que está acontecendo? Metade da Cidade está vendendo ou alugando. Temos um grande exemplo a seguir: as farmácias trabalhavam em regime de plantão aos domingos e era difícil até encontrar uma farmácia aberta. Em cada farmácia trabalhava o dono, a mulher e um empregado, até que houve um acordo com o Sindicato dos Empregados dentro da CLT. Hoje cada farmácia tem de 60 a 100 empregados e no mínimo 3 farmacêuticos. Outro exemplo é o dos supermercados: com nova mentalidade hoje todos funcionam aos domingos. Já o grande comércio de confecções na área central está acabando. Será que não podemos ter igualdade com o comércio dos ''Cinco Conjuntos'', dos shoppings e dos bairros? Todos trabalham só não pode trabalhar o quadrilátero central? Será que a idéia é extinguir o comércio central?
SINEZIO SCUDELER (empresário) - Londrina
Violência infantil
Será que podemos ficar indiferentes a essa situação? Não há somente a violência física, existe uma ainda pior: a violência psicológica. Esse tipo de violência, embora mais sutil, causa sequelas emocionais permanentes que traumatizam a criança e pode torná-la um adulto violento. Pais jovens, ainda não preparados para assumir essa responsabilidade, acabam se tornando ausentes. E não podemos esquecer das babás que agridem bebês, a violência ocasionada pelo tráfico, dentre tantas outras. Algo precisa ser feito. Tratando-se da violência psicológica podemos indicar tratamentos que ajudem os pais a terem mais paciência e que os ensinem que discutir, ameaçar e xingar nem sempre é a solução. É sempre bom ter uma boa conversa com a criança, e nos casos dos bebês os pais devem aprender que eles são novos e não têm noção do que é certo ou errado. Esse é um bom começo para formarmos adultos mais pacientes e amáveis com as crianças. Afinal, é esse o nosso futuro.
MATEUS DINALI SEIXAS e NATASHA MARYENE GUAGNINI INÁCIO (estudantes da 7 série - ensino fundamental) - Londrina
Mudança de sinaleiro
A mudança de sinaleiros convencionais de 3 tempos para os de 6, conhecidos como ciclo visual, em cruzamentos que possuam o sistema de videovigia expõe mais uma vez o espírito arrecadador da indústria da multa em Londrina, pois caso houvesse algum tipo de preocupação por parte das autoridades com a vida do cidadão, os mesmos implantariam o sistema de 6 tempos em todos os cruzamentos independentemente desses cruzamentos possuírem ou não videovigia. Até a presente data não fui multado por videovigias, apenas por agentes da CMTU, que insistem em me ver furando o sinaleiro ou usando celular, mesmo não possuindo aparelho. É por essas e outras que vejo com muita preocupação essa mudança no sistema de sinalização. A que custo e a quem interessa essa mudança?
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Combustíveis
Acho que só pedindo para Deus para conseguirmos acabar com o cartel de combustíveis em Londrina. Recentemente, aqui mesmo na FOLHA, os entrevistados deram a entender que os postos que estão vendendo combustíveis mais baratos podem ser que estejam adulterados. Mentira! Em Maringá, todos os postos vendem gasolina de R$ 2,13 até R$ 2,28. Lá existe concorrência, pois vendem a R$ 2,13, R$ 2,15, R$ 2,17, R$ 2,19 e R$ 2,28. Em Londrina existe ''concordância'': aqui todos os postos vendem de R$ 2,51 a R$ 2,54. Isso é cartel! E outra coisa: a gasolina que abastece Maringá sai de Londrina. Temos que fazer alguma coisa para acabar com isso.
RODRIGO OTAVIO BARBOSA CAMACHO (supervisor de atendimento) - Londrina
Combustíveis 2
Dias atrás acompanhamos o acordo entre o Ministério Público e os proprietários dos postos de combustíveis de Londrina para promoverem uma redução de quatro centavos no preço do litro da gasolina. Sem querer tirar o mérito do trabalho do MP, esta foi uma situação ridícula. Londrina tem um dos maiores preços do Paraná. O que temos visto por aqui já há vários anos é a cartelização na venda dos combustíveis. Segundo o atual presidente do sindicato dos postos, a culpa é das distribuidoras que cobram mais caro os combustíveis aqui. Ora, qualquer comprador por mais desqualificado que seja sabe de uma regra básica que diz: ''Quanto mais se compra, menos se paga pelo produto''. Mas aqui ocorre o inverso: os postos de cidades vizinhas a Londrina, bem menores, compram menos e melhor.
ROBERTO ALMEIDA LEITE (representante comercial) - Londrina
Correção
Ao contrário do que foi publicado ontem, na matéria ''Pura Mania quer expandir o mercado para todo Brasil'' (especial Londrina, 72 anos), a parceria da marca londrinense foi com a americana Levi's.
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