Menino de Ibaiti
  A edição de ontem da FOLHA trouxe uma comprovação exata dos extremos da nossa realidade. De um lado mostra a realidade política: um deputado acusado de envolvimento com o mensalão sendo absolvido pela Câmara dos Deputados. De outro, o menino de Ibaiti que venceu o concurso de redação das Apaes dá exemplo e mostra como o nosso povo guerreiro vence as dificuldades (pobreza, falta de alimentos e escassez de moradia) e, com garra e esperança, consegue chegar a algum lugar.
ANTONIO FABIANO PEREIRA
(professor) - Leópolis

Janene absolvido
  Mais um capítulo da interminável novela brasileira foi encerrado anteontem. Era previsível que esta novela de corrupção e farra absolvesse mais um político por ‘‘falta de provas’’, mas novela é assim mesmo: brinca com a verdade e a mentira, o real e o irreal, envereda pelo moral e imoral, deixando os telespectadores confusos a ponto de não saber quem é o bandido e quem é o mocinho, o que é bom e o que é mau. Uma mentira ‘‘bem trabalhada’’ se transforma numa grande verdade... e o discernimento das pessoas vai descendo ladeira abaixo. Junta-se a isto a falta de memória e na próxima novela escalaremos o mesmo elenco e assistiremos vestidos de palhaço, só para ‘‘entrar no clima’’. Só me resta esperar pela Justiça divina.
OSVALDO MARCONATO BOSI
(microempresário) - Ibiporã

Vergonha
  Que vergonha! Mal tive coragem de chegar à escola que trabalho e dividir a FOLHA, como de costume, com meus colegas de trabalho ao ler a notícia ‘‘Câmara absolve Janene do esquema mensalão’’. Sinceramente, fiquei desmotivado. Que vergonha para o país! Estamos nos acostumando com esses absurdos.
RICARDO DESIDÉRIO DA SILVA
(professor) - Londrina

Deputados pra quê?
  Deputados inúteis! Como puderam inocentar esse câncer da política paranaense, envolvido em irregularidades em Londrina e Brasília? Depois ficam com aquele papo fajuto de ‘‘temos que melhorar nossa imagem’’
e ‘‘nem todos nós somos ladrões’’. Se eles só servem para inocentar colegas, trabalhar três vezes por semana (quando trabalham) e fazer falcatruas, então pra que temos 513 deputados? Enquanto querem 90% de aumento, o povo fica sem segurança (Londrina, por exemplo, está um caos), ruas esburacadas e servidores sem aumento.
ÁLVARO RICIERI CASTRO E SOUZA
(estudante) - Londrina

Impunidade
  Não dá para entender como um homem confessa um crime e ainda sai impune. Ele e tantos outros estão zombando de nós. A maioria dos representantes do povo votou a favor da cassação e o homem não foi cassado? O que é isso? Está aí uma boa oportunidade de algum deputado ou senador corajoso acabar com esse critério para que a Justiça seja feita. Francamente, ele confessou que intermediou o repasse de R$ 700 mil e sai dando risada. Afinal, não foi tudo, foi só uma parte, pra que condená-lo? Vai ficar aí recebendo o salário sem trabalhar. Representantes do povo, façam alguma coisa, vocês estão aí para isso e recebem muito bem para tal!
MARCELO LARANJO QUADROS
(advogado) - Londrina

Decadência moral
  Janene escapa da cassação! Mais um, já não bastassem os envolvidos no escândalo dos sanguessugas que se safaram. Coincidência ou não a decisão só foi tomada depois das eleições. Este país já se transformou num picadeiro em que animais vão ganhando espaço e fama e a platéia em cima das arquibancadas aplaude sorridente a própria decadência moral, ética e a decapitação de seus direitos. Isto evidencia a indiferença injustificável dos três poderes em colocar o país em ordem.
MARIA REGINA MINTO REYES
(assistente administrativo) - Londrina

A quem recorrer?
  Segunda-feira, fui vacinar minha neta de 6 meses na UBS San Izidro. Não pude. Não há freezer no local e, sem freezer, não há vacinas. Segundo o funcionário da triagem, ‘‘foi levado’’ durante a greve de 106 dias dos servidores. Por que, um mês depois, ainda não foi reposto? A informação é para procurar outra UBS, do Eldorado. A quem cobrar o gasto com condução para ir a outra UBS, já que a San Izidro fica a três quadras de minha casa? A quem cobrar o tempo de trabalho perdido, o desgaste e a irritação diante da postura ‘‘não tenho nada com isso’’ dos funcionários? Uma funcionária disse que ‘‘é bom mesmo alguém botar a boca no trombone’’. Mas contra quem? Contra a administração incompetente e inoperante, na figura de um prefeito omisso, ou contra funcionários que não honram os juramentos que fizeram e não justificam os salários que recebem, mesmo quando não trabalham?
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO
(terapeuta floral) - Londrina

Correção
- O autor da reportagem ‘‘Olha o trem’’, publicada hoje na página 3 da Folha Cidades é Widson Schwartz e não Wilhan Santin.

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