CARTAS
Não é meu prefeito
Estou sem prefeito e acredito que muitos londrinenses estão com o mesmo sentimento. Bem ou mal o prefeito Nedson Micheleti e seu vice Luiz Fernando Pinto Dias foram eleitos legitimamente. Que o sr. Nedson não tem gosto e nem vaidade pelo cargo e muito menos apego pelo poder já sabíamos desde o primeiro mandato. Do vice pouco se conhece, mas causa desconfiança a coincidência de ambos pedir ao mesmo tempo afastamento das funções. Entregar as chaves da Prefeitura por dez dias em final de ano depois de encerrada as eleições ao vereador Orlando Bonilha, que se manteve fiel ao PT, dá impressão de uma troca de favores. Como não engulo esta trama, não aceito o sr. Bonilha como prefeito. Homem de currículo confuso, envolvido em trapalhadas, com posicionamentos folclóricos não pode exercer o cargo mais alto de minha cidade sem disputar e ganhar o cargo pelo voto.
WALTER COSTA BARROSO
(cirurgião-dentista) - Londrina
Ruralistas x MST
Discordo do jornalista Cristiano Viteck, de Marechal Cândido Rondon, que criticou os ruralistas no último sábado (2/12) rotulando-os como truculentos, que na sua ótica são exemplos de pessoas que se julgam acima da lei e desmerecem qualquer movimento que lute por justiça social. Absurdo se considerarmos que nada mais estão fazendo do que proteger suas propriedades contra atos de vandalismos, como é prática comum do MST. Os ruralistas em momento algum vão às ruas para bater ou enfrentar os membros do MST, e se há um confronto é para defesa do patrimônio, obrigação do poder público que fica passivo frente a bagunça que foi instalada no campo.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER
(advogado) - Londrina
Chega de desvio!
Acho que a Prefeitura está testando ao máximo nossa paciência. Moro nas imediações da barragem do Igapó e já não agüento mais utilizar o desvio feito, após o início das obras naquele local. São muitos os prejuízos: demoro mais para chegar, estou gastando muito mais gasolina e o pior: não estou vendo ninguém mais trabalhando. Na quarta-feira (7/12) parei o carro e perguntei a dois funcionários da empresa que está executando o serviço qual a previsão de término. Eles responderam que a obra está parada porque a Prefeitura não pagou. Que tal nós também não pagarmos nossos impostos? Eles estão sendo desviados para onde?
SORAIA DE OLIVEIRA
(administradora de empresas) - Londrina
Prepotência na Unioeste
Gostaria de manifestar minha indignação com o tratamento dispensado por um coordenador do vestibular da Unioeste, de Cascavel, realizado dia 26/11. Este cidadão acabou com o sonho da minha filha e de vários candidatos de ingressar numa universidade ao agir com prepotência e discriminação. Pelo regulamento, os candidatos que estivessem portando algum tipo de adereço não poderiam fazer o vestibular. Só que não ficava especificado que um piercing minúsculo no nariz, como o que minha filha usava, pudesse prejudicar. Antes da prova, ela perguntou a um fiscal e ele não soube responder. Após duas horas e meia de iniciada a prova, ela foi retirada da sala e desclassificada pelo coordenador. Candidatos com escapulários, fitas de santos, moedas no bolso e botões de metal nas roupas também foram desclassificados mesmo se dispondo a retirá-los. Espero que alguém analise o que foi feito e dê uma solução.
MOACIR FERMINO DE SOUZA
(comerciante) - Apucarana
Doações ao GAPC
Durante os três últimos anos contribui todos os meses com doações em dinheiro para o GAPC, mesmo achando que se trata de um dever do Estado já que pagamos impostos. Porém, fui convencido todos estes meses por alguém que me telefonava do tal GAPC a doar um pouco mais pois o Estado não supria todas as necessidades dos pacientes. Fiz minha parte, se fui um idiota, ingênuo, não sei. Só sei que durmo tranqüilo, e gostaria muitíssimo que a pessoa que me telefonava solicitando o tal auxílio ligasse outra vez.
ROBERTO KAMAURA TERRA
(autônomo) - Ibiporã
E os deficientes?
A imprensa noticiou que a Câmara Municipal fez sessão em homenagem aos portadores de deficiência e às empresas que valorizam a sua inclusão. O que não revela é que a própria Câmara, de forma contraditória, salvo engano, violando um dos incisos do artigo 37 da Constituição, não reservou no concurso que se avizinha, vagas para as pessoas portadoras de deficiência. A Câmara valoriza quem faz a inclusão, mas ela mesma não dá o exemplo! Será que o povo e Ministério Público sabem disso?
GERSON MACHADO
(servidor público federal) - Londrina
Correção
- Na reportagem Lei para micro e pequenas empresas causa dúvidas, publicada ontem na página 4 do Caderno Cidades, a informação da legenda publicada foi erroneamente creditada a Jair Ancioto





