Georreferenciamento

  Estudantes das escolas centrais da cidade estão sendo, contra a sua vontade, dali retirados para escolas próximas às suas residências. Ninguém está se importando com o fato de que a maioria desses alunos construiu ali vínculos de amizade, depositou ali expectativas para sua vida escolar. E estão ali há anos. A Secretaria de Educação alega que o georreferenciamento é uma política de garantir aos alunos vagas próximas às suas residências. Mas não podemos nos esquecer que as escolas da área central foram consideradas pelo exame Prova Brasil, em 2005, com desempenho superior às escolas da periferia. Quando os pais procuram vagas para seus filhos buscam qualidade de ensino. Não seria, então, uma forma de segregação permitir que apenas os que moram na região central tenham acesso a este ensino de melhor qualidade? Qual é a linha da Psicopedagogia que dá respaldo a essa política de escolas descartarem seus alunos?

ARLEIDE GOMES DE FARIA
(professora) - Londrina



Eleição presidencial

  O que leva-me a voltar a este assunto é a prepotência e a ousadia do trigovernador deste Estado. Nem mesmo a posse do presidente Lula aconteceu e lá está Requião sonhando com o cargo. Governador, mesmo tendo usado toda estrutura dos órgãos estaduais e prefeituras para reeleger-se, grudar na última hora no Lula novamente, ter como principal adversário um candidato que não ficou nos últimos quatro anos fazendo campanha, qual argumento usará para convencer eleitores? Que 50% dos paranaenses não concordam em tê-lo como governador do seu próprio Estado?

SARA REGINA RODRIGUES
(professora) - Ivaiporã



LRF e servidores

  Muito tem se falado sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal que o prefeito Nedson segue à risca. O prefeito está corretíssimo em não derespeitar a lei para não dar o aumento ao servidor, mas por que há tantos cargos comissionados se a Prefeitura vive com o cinto apertado? Será que com o dinheiro dos comissionados não pagaríamos melhor os servidores que estão lá por concurso? Quanto às obras, entendo que não são nenhuma mágica. Afinal pagamos impostos para que sejam realizadas. As obras não são mais do que obrigação do poder público que, infelizmente, as usa como palanque eleitoral.

YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS
(estudante) - Londrina



Socorro, Anatel!

  Ao examinar a fatura da Brasil Telecom de novembro, estranhei a ausência de tarifas nas ligações interurbunas.
Informaram-me que era por causa do ‘‘pacote de 200 minutos’’. Ora, não autorizei a implantação de nenhum ‘‘pacote’’ e muito menos fui consultado. Fui ‘‘empacotado’’ à revelia. Informaram-me que também estava enquadrado no ‘‘pacote de 150 pulsos de franquia adicional’’. Protestei. Informaram-me, então, que a fatura de R$ 208,38 seria cancelada. Emitiriam outra de
R$ 127,64. As multinacionais que abocanharam a telefonia do país concebem exóticos ‘‘pacotes’’ para faturar. O ressarcimento do que me foi cobrado a mais só abrange 120 dias. Estou sendo lesado desde 2004 e 2005! A Anatel, por razões inconfessáveis, defende os interresses das empresas em detrimento do povo espoliado.

ANTONIO DÉNATZ RIBEIRO DA SILVA
(auditor fiscal) - Curitiba



Picaretagem

  A prisão de alguns membros da GAPC por desvios de recursos que deveriam ser utilizados para atender portadores de câncer, especialmente crianças, caiu como uma bomba. Quantas pessoas de boa-fé efetuaram doações acreditando que os recursos seriam destinados de fato para uma ajuda humanitária? Agora descobrem que bandidos estavam desviando. Penso que o verdadeiro câncer da sociedade são os idealizadores dessa arapuca que faz uso do sofrimento alheio para nos roubar.

LOURIVAL BARBOSA
(policial militar) - Londrina



FOLHA e ambiente

  Quero parabenizar a FOLHA DE LONDRINA e ao repórter Fábio Cavazotti pelo destaque que tem dado à preservação do meio ambiente, com investigações e denúncias, esclarecendo e orientando seus leitores com matérias importantíssimas sobre este assunto. Com certeza, muita gente fica incomodada com estas matérias mas, não desistam, continuem defendendo a vida.

OSVALDO MARCONATO BOSI
(microempresário) - Ibiporã



Correção

Na matéria ‘‘Casal adota filosofia para viver só de luz’’ publicada domingo, a informação correta da nutricionista Sílvia Regina Serra sobre os efeitos da falta de alimento é que ‘‘um jejum prolongado descompensa o organismo, que vai utilizar as reservas de proteínas, lipídios e glicose, existentes no fígado, no tecido adiposo e nos músculos’’.



- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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