CARTAS
Cidade sem dono
Lendo a reportagem No centro dos problemas (Cidades, pág., 1/12), pergunto: qual a responsabilidade da prefeitura? Hoje em Londrina, não só no centro, o que vemos é o abandono na segurança, limpeza, enfim, serviços públicos. De quem seria a culpa? Do povo que paga seus impostos ou da administração? O que se sabe é que hoje é um caos viver em Londrina. Cidade sem dono, sem administração. Os londrinenses estão chateados e torcemos para que isso mude. Criticar a administração é chover no molhado. Já que não podemos evitar a inércia do poder público, o jeito é tentar fazer nossa parte.
MARCIO SPAINI JUNIOR (administrador de Empresas) - Londrina
Vergonha
Estou revoltada com o aumento dos salários pretendido por deputados e os integrantes do Conselho Nacional de Justiça. Para esse tipo de coisa, os parlamentares comparecem em massa à Câmara. Para o salário mínimo, um reajuste de 5%. É uma vergonha! Ganham mais de R$ 20 mil e acham pouco? Os aposentados que a vida toda contribuíram recebem uma miséria e ainda têm que brigar na Justiça. Onde está a ética e a Justiça neste país? O que teremos que fazer para que tudo isso mude? Um panelaço, uma revolução, ativar os cara-pintadas?
AMORITA CORRÊA RAPHAEL (coordenadora de eventos) - Londrina
Cidade escura
A iluminação de uma cidade é importante para diminuir as ações dos bandidos, que preferem os locais mais escuros. Em Londrina, eles têm toda a cidade à sua mercê, pois a grande maioria das lâmpadas são de uma tecnologia ultrapassada. A iluminação pública é de responsabilidade do município, mas as últimas administrações, principalmente a atual, não têm tido um planejamento para melhorá-la. E as novas avenidas têm tido projetos de iluminação incompatíveis com a sua localização. É o caso da avenida Ayrton Senna que possui cabos e fios aéreos em vez de subterrâneos e os postes são comuns em vez de superpostes.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Justiça impotente
Causou-nos frustração e desesperança declaração de um ministro da mais alta corte da Justiça de que enquanto os ladrões de galinha são presos com facilidade os grandes corruptos não são alcançados pela lei porque dispõem de formas sofisticadas para planejarem suas ações, tornando impossível sua condenação. A população, que sabe quem são os grandes ladrões, sente-se atônita diante de uma confissão de impotência de uma autoridade máxima, ante a um maldito câncer: a corrupção. Nossa deusa vendada deve estar desiludida simbolizando por tanto tempo algo tão sublime, a justitia, tão vilipendiada por impatriotas, malandros e sem princípios que merecem o nosso asco.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina
Aposentadoria pós-morte
Aproveito este espaço democrático para expor meu repúdio às mudanças na Previdência. Enquanto o cidadão comum trabalha, o servidor público fica sentadinho na sua cadeirinha macia, no ar-condicionado, tomando cafezinho e fazendo favor de atender as pessoas que procuram as repartições. O cidadão vai contribuir todos estes anos e quando já estiver quase morrendo terá direito a se aposentar? Então que se acabe com a estabilidade de emprego do funcionalismo! Não tem comparação: o funcionário público tem várias regalias, vive de licença e no bem bom.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina
Poluição
Quero cumprimentar a FOLHA pelas reportagens contra poluição na região e agressões à natureza em fundos de vale. Em tempo de falência dos órgãos públicos, precisamos de um bom jornal que denuncie com firmeza.
Maria A.M.Castro (universitária) - Londrina





