CARTAS
Muro na UEL
Se a ausência de um cercado for voto vencido na UEL, que ao menos optem por uma espécie viva. Sugiro o plantio da Sansão do Campo (Mimosa caesalpiniaefolia) que rebrota após eventual fogo e é largamente empregada em propriedades rurais. Ela resiste até mesmo às duras investidas de animais robustos como o gado nelore e os eqüinos, ao custo de um décimo do que pretendem investir. Se utilizada no perímetro externo do campus, permitirá ao menos uma discreta integração visual ao ainda belo paisagismo da universidade, além de nidificação de várias espécies de pássaros e de insetos.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto designer) - Londrina
Muro na UEL 2
Praticamente todas as propriedades particulares e públicas, urbanas e rurais, são cercadas, sendo, na grande maioria dos casos, por uma questão de segurança. Diante disso, a UEL também deveria ser cercada. A estatística dos furtos e roubos na universidade demonstra e ratifica essa necessidade. Em breve, o Conselho de Administração da UEL deverá ser consultado sobre a construção de 2,4 km de muro na face oeste do campus, que é a mais vulnerável, com um valor estimado de R$ 760 mil. Esse valor é desprezível se comparado com a diminuição da insegurança proporcionada pelo muro às quase 20 mil pessoas que diariamente transitam pelo campus.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Cotas e justiça
Com relação à carta Cotas e racismo (18/11), gostaria de dizer que o ideal seria que as escolas públicas pudessem preparar os alunos com a mesma gama de conhecimentos que as particulares. As elites deste país nunca se preocuparam com a melhoria da escola pública - por pura conveniência - e as universidades públicas estão repletas de filhos de ricos. As cotas destinadas aos negros e alunos advindos da rede pública são uma questão de justiça social. Elas tentam reparar o desastre do modelo econômico elitista que inibiu a ascensão social de pobres (negros e brancos). Quanto à capacidade intelectual dos negros, tive o privilégio de graduar-me em Direito, pela UEL, com dois colegas negros. Foram bons alunos e hoje são excelentes advogados na cidade. Depreciar sua capacidade é preconceito.
SALUCIO BASBASQUE (contabilista) - Tamarana
Cotas e racismo
Sou negra, sempre estudei em escola pública e me formei em uma universidade pública e muito bem conceituada. Desde pequena convivo com pessoas e situações recistas. Sofri muito, mas consegui sobreviver. Sou contra cotas para negros porque educação não tem cor. É dever e obrigação do Estado que não cumpre seu papel: dar educação para todos nós. O racismo sempre existiu e nunca vai acabar, pois as pessoas em sua maioria são mentirosas, não enfrentam a realidade. No Brasil, o racismo é camuflado. Sempre enfrento essa situação no meu trabalho, na escola, na vida social e até em casa. Mas consigo provar que sou capaz de produzir e que posso lutar em pé de igualdade.
MARGARETH MIRANDA DA COSTA (técnica de biblioteca) - Londrina
Crime contra mulheres
Impunidade, em regra, significa incompetência da polícia e, em muitos casos, também do Judiciário e Ministério Público. Os crimes praticados contra mulheres em Londrina são uma combinação de prepotência masculina, aliada à impunidade. Uma parcela considerável dos envolvidos nesses crimes é oriunda da classe privilegiada da sociedade que, de forma arrogante, se coloca acima do bem e do mal. E ainda dizem que as leis são iguais para todos.
LOURIVAL BARBOSA (policial militar da reserva) - Londrina
Crimes impunes
Foi com muita indignação que li a reportagem Quem matou estas mulheres? (18/11). Tenho certeza que se fossem filhas de bacanas os assassinos já estariam apodrecendo na cadeia. Elas só são lembradas quando das eleições, quando um votinho pode fazer diferença.
MIGUEL CARLOS TÓFANO (músico) - Londrina
Conselho de Trânsito
Em relação à matéria sobre o parecer da OAB relativo à greve dos servidores municipais publicada no dia 18/11, esclareço que o Conselho de Trânsito de Londrina é uma ONG privada, sem fins lucrativos, formada por entidades da sociedade civil organizada e que não tem qualquer relação com a CMTU ou com o Município de Londrina. O CTL não recebe um centavo sequer do Município ou de qualquer órgão público e sua diretoria, incluindo a presidência, é formada por voluntários que não percebem remuneração. Possui ainda atuação e opinião independente do Poder Público e sua missão primordial é supervisionar e fiscalizar a política do setor.
FÁBIO CHAGAS THEOPHILO (presidente do Conselho de Trânsito de Londrina)





