CARTAS
Georreferenciamento
Tenho lido vários pais/mães indignados com o tal georreferenciamento. Vejo leitores indignados falando sobre direito à liberdade de ir e vir, de traumas em crianças e em ''revolta pela atitude arbitrária (será?) do governo tomadas à revelia dos interessados''. Quem são esses interessados? Os pais/mães que dispõem de recursos para levar seus filhos até o ''tal colégio escolhido'', de veículo próprio ou de transporte particular? E os outros pais/mães que não têm esses recursos que residem próximos de ''tais bons colégios''? Ah! ninguém quer perder privilégios. Cada qual só pensa em ''seus direitos''. Se educação é direito do cidadão e dever do Estado, cabe a este formular as regras. O georreferenciamento deveria ter sido praticado sempre. Na coletividade, o direito de cada cidadão termina onde começa o direito do outro cidadão. A cidade conta com inúmeros colégios particulares. Cada pai/mãe descontente pode exercer livremente seu direito de escolha, e pagar por isto.
SOLANGE CRISTINA DOS REIS NUNES (bancária) Londrina
Contrabando em Foz
É um absurdo o que está ocorrendo na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, com o contrabando de pneus. As outras mercadorias podem passar normalmente. A culpa é do imposto exorbitante que é cobrado aqui no Brasil. Se fosse reduzida a tributação não era preciso tanta fiscalização. E se tivessem empregos não teriam tantos sacoleiros que são obrigados a viajar até o Paraguai arriscando ser assaltados por bandidos quando não pela Receita. Sei que os fiscais não são culpados, pois também cumprem ordens.
MARIA ELENA MARQUES DA COSTA (administradora de empresas) Londrina
Voto de cabresto
Na prestação de contas dos candidatos como é contabilizado o dinheiro que eles dão a prefeitos, vereadores e políticos influentes dos municípios para ganhar votos? Existem candidatos que ninguém nunca ouviu falar e, na época da eleição, um político do município começa a pedir voto para ele. Aí, o povo elege o cidadão sem mesmo saber de onde ele veio. Esse sim é o voto de cabresto! Será que o que eles declaram na prestação de contas é essa compra de voto? Tem cidade grande, como visto em reportagens na FOLHA, que não elegeu deputado. Como pode um candidato de fora do município ganhar uma eleição se não houver alguém da cidade ajudando na campanha?
JOÃO BATISTA CARVALHO (auxiliar de escritório) Florestópolis
TVs educativas
Após assistir ao riquíssimo ''Observatório da Imprensa'' (TV Educativa/TVE
Brasil) não podia deixar de expressar a necessidade de programas educativos. Infelizmente, a maioria das residências não tem a opção de escolher entre emissoras educativas e comerciais. Não pode desfrutar da quantidade infinita de conhecimentos transmitidos pelas TVs e rádios educativas. Seria de grande utilidade o contato com essas TVs e rádios, principalmente para as comunidades carentes que são limitadas dos bons recursos da comunicação educativa. É muito difícil sintonizar as TVs educativas, sobrando apenas as TVs comerciais que se interessam com o lucro ao invés de contribuir para educação dos telespectadores.
PAULO HENRIQUE MONTEIRO (operário) - Londrina
Consciência negra
O Instituto Afrobrasileiro do Estado do Paraná tem motivos de orgulho em representar os afrodescendentes do nosso Estado no Conselho Estadual de Saúde. Lembrando que há 311 anos morria Zumbi dos Palmares por ter lutado contra a maior atrocidade já registrada na história brasileira: a escravidão. Estaremos sempre lutando com objetivo de termos no Paraná e no Brasil uma verdadeira política nacional de atenção à saúde integral da população negra. E o cumprimento da portaria do Ministério da Saúde nº 822 de 6 de junho de 2001 que instituiu no âmbito do SUS o programa nacional de triagem neonatal que possibilita através do teste do pezinho o diagnóstico da doença falciforme nos recém-nascidos.
MANOEL RODRIGUES DO AMARAL (conselheiro estadual de Saúde) Londrina
Estímulo ao campo
A economia está estribada na produção agrícola. Daí saem os recursos para os superávits da nossa balança comercial. Houve profundo ressentimento quando as duas últimas safras sofreram com condições climáticas. A solução para os lavradores e empresários rurais seria o apoio imediato ou até preventivo contra estes fatores negativos a fim de que pudessem aguentar-se até a próxima semeadura. Os bancos teriam que se manter atentos e prontos para socorrer aqueles que estavam prestes a abandonar seus empreendimentos, vendendo ou alocando suas propriedades, seus tratores, dispensando empregados, impossibilitados de adquirir sementes, etc. Isto tudo ocorreu devido à insensibilidade da ação governamental e da burocracia.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) Londrina
Correção
- Ao contrário do que informou a coluna Oswaldo Militão, no sábado, a chapa União OAB é que vai prestar homenagem aos veteranos da advocacia, hoje, durante um café da manhã.
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





