Descaso
Há dois anos, a Prefeitura de Londrina terminou a grande reforma da Praça Marechal Floriano Peixoto. Quase ao mesmo tempo a Catedral Metropolitana trocou o velho piso, os bancos e fez nova calçada no entorno. Entretanto, na calçada da Praça Marechal Floriano Peixoto, existem dois antigos quiosques de sucos e salgados: um na esquina com Rio de Janeiro (está trancando a entrada para a praça, devido à localização mal planejada); outro na esquina com São Paulo. Quem passa por ali não deixa de ver o péssimo estado de conservação desses quiosques. Eles funcionam com licença da Prefeitura e não têm as mesmas despesas de bares e lanchonetes. É de se esperar que, no mínimo, por reconhecimento aos benefícios que a municipalidade lhes concede, devem os concessionários mantê-los em bom estado, principalmente por estarem em lugar nobre com o entorno bem cuidado.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (professor e escritor) - Londrina

CMTU e multas
Por que tanta pressa da CMTU em colocar as placas ''Proibido estacionar'', se a Prefeitura não tem pressa em terminar as obras que tanto incomodam os moradores do Centro Comercial e da Praça 1º de Maio, e sobretudo se ainda ela não se transformou em praça de uso da população? Seria para poder aplicar as multas, fazendo mais um mensalão, desta vez para a Prefeitura? Podem as multas serem legais, mas a ética, a moralidade e o respeito onde ficam? Quando se vende um produto (o Memorial e a reforma da praça) ele deve ser entregue no prazo contratado. Senão é propaganda enganosa! Por que a CMTU só aparece quando não tem mais carros da Secretaria de Cultura irregularmente estacionados?
MARIO DA CONCEIÇÃO MENEZES (aposentado) - Londrina

Amargo despertar
Dia 30 de outubro, as classes produtivas brasileiras despertaram com o amargo sabor da derrota. Não da derrota meramente eleitoral e sim a derrota do ideal, das idéias da austeridade e do verdadeiro projeto Brasil. As maquinações, o engodo, o assistencialismo esdrúxulo, o cinismo e a hipocrisia sobrepuseram-se. É melancólico constatar que a maioria do eleitorado é constituída de tolos, subservientes e ''inocentes úteis''. Acreditar nas cantilenas de Lula e Requião é passar atestado de ingenuidade. Afinal, o apreço ou a preferência que ambos proclamam manter pelos pobres e desocupados é o mesmo que o granjeiro dedica aos frangos: trata-os com migalhas, gastando bilhões de reais a fim de, no momento exato, colher o resultado, eis que o seu projeto de poder é insaciável.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix

Democracia
Agora posso falar à vontade: acabou nosso direito de ser obrigado a escolher. Sou apolítico e espero que um dia possamos alcançar a seriedade. Sabe, pararam de publicar recordes de arrecadação de impostos! Esquisito, nunca publicaram recorde em distribuição de recursos para a assistência médica, a segurança, a educação! Se quero segurança, saúde, educação, estabilidade para meus filhos com cursinhos para disputar vagas públicas tenho que pagar. O empresário se quiser ter uma mão-de-obra qualificada, aperfeiçoamento, qualidade de vida de seus colaboradores tem que pagar, se quer algo mais em busca da excelência da qualidade tem que pagar. Engraçado essa democracia. Ah, e se quisermos uma melhoria nas escolas temos que fazer mutirão? Lindo, os pais pintando o muro, capinando, trocando lâmpadas!
ARY CHIMENTÃO (advogado) - Londrina

Falsas blitze
O motorista brasileiro, além de enfrentar todos os tipos de encrenca do trânsito e de estradas malconservadas, convive com uma situação ainda muito mais difícil de enfrentar: as falsas blitze policiais. Ao avistar uma blitz à sua frente, o motorista hesita pois não sabe se é real ou se trata de bandidos prestes a lhe arrancar o couro. A vontade é não parar. Então, para não virar um caos, cadê a segurança pública?
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes

Consumismo
Bem diferente do passado, as pessoas de hoje valem pelo que aparentam ter. Ficam endividadas, mas precisam andar de carro novo e roupa de marca. Principalmente entre os jovens, acham ridículo chegar na frente de seus colégios, onde estudam, de carro que não seja do ano. Usam de uma gíria, que andar de carro velho é pagar mico. Os vizinhos, seus colegas, estão de olho em você: se está de carro novo, se está trajando roupa de marca, se está construindo uma casa nova num condomínio de luxo, etc. Até numa novela das oito criaram esse estereotipo: ''Luxus! Eu tenho você não tem''. É a pressão da sociedade pelo consumismo. É o mundo capitalista mostrando as suas várias facetas. Se isso é bom, não sei, não quero entrar no mérito. Quem viver verá.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

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