Conservadorismo
Tenho lido na FOLHA cartas e artigos de professoras que defendem a classe média e criticam os programas de transferência de renda às famílias pobres. É incrível como as opiniões de nossas educadoras beiram o senso comum. Renda é um direito e assistência social é dever do Estado, previsto na Constituição. Provavelmente, nossas docentes devem defender as bolsas de estudos para que professores e pesquisadores façam cursos de mestrado e doutorado, o que também defendo. A justificativa para a defesa das bolsas de estudo é de que essas possibilitam o desenvolvimento da educação, ciência e tecnologia. E a justificativa do bolsa-família é o investimento no futuro, reparando a maciça exclusão secular dos pobres. O que está em jogo são posicionamentos ideológicos antagônicos. O daqueles que defendem o desenvolvimento de todos no país, e daqueles que reproduzem o discurso que o bolsa-família é assistencialista mas usufruem ou defendem as bolsas de estudos, onde explicitam todo o seu conservadorismo provinciano.
MARCIO ANTUNES (assistente social) - Londrina

Sócio do Brasil 2
Muito maior que a sabedoria de 60,83% dos sócios de nossa empresa, é o espírito de fraternidade que cada um possui. Ouvindo o clamor de um de nossos candidatos, resolveram atender seu pedido. ‘‘Deixem o homem trabalhar’’. Agora que ele teve seu pedido atendido, poderia atender também o meu e o de vários sócios: deixe o povo trabalhar, faça nossa empresa avançar, contrate pessoas de bem para lhe auxiliar. Peço a todos sócios que fiscalizem nossa empresa, e aproveito para avisar: não se assustem se pelos próximos quatro anos eu me ausentar.
DOUGLAS ALBERTO DOS SANTOS (estudante de Ciências Contábeis) - Londrina

Requião de novo
Parabéns governador Requião, continue com seu jeito determinado de ser. O Brasil precisa de um presidente de seu estilo. Os poderosos não gostam de seu jeito porque você não faz os gostos deles. Continue ajudando sempre as pessoas mais necessitadas com o Luz Fraterna, Leite das Crianças, livros gratuitos para o Ensino Médio e cursos técnicos. Os pobres precisam disso.
WILLIAN RICARDO BISPO MURBAK NUNES (estudante) - Londrina

Indignação
Tivemos a chance de mudar a realidade do País. Como os políticos não fazem nada, estamos nos mostrando igual a eles: não estamos fazendo nada. Até quando vamos tapar o sol com a peneira? Tivemos um sem-número de CPIs, dinheiro em cueca, etc., e dizem que ‘‘ninguém’’ sabe de nada. Erramos mais uma vez. Será que estamos com medo do incerto e por isso vamos ficar com o circo que estão fazendo em um país riquíssimo cheio de valores? Quem tem o poder para mandar nele não sabe de nada e não faz nada para melhorar. Cadê os empregos, as indústrias, a mão-de-obra valorizada? Demos chances e ele não conseguiu. Estava na hora de cair fora, agora voltamos de novo à estaca zero: juros lá em cima, o coitado do assalariado podendo ter do bom e do melhor na sua casa, porém pagando muito caro por isso e não podendo fazer economia nenhuma.
SILVIA HELENA CHIARARIA (consultora de vendas) - Londrina

Vergonha
Ao olhar nos olhos de minha esposa e meus filhos (3), após o resultados das eleições, percebi que a frustração e o desânimo tomavam conta de seus semblantes. Nós que sempre discutimos valores morais e cristãos, como vamos poder nos orgulhar do nosso país se os poderes constituídos estão com o conceito abaixo do chão? O Congresso Nacional tem uma das piores avaliações da população e abriga elementos sobre os quais pesam as mais variadas e graves acusações. Se não bastasse isso, agora contam com o reforço de ‘‘malufes e collors’’. O Judiciário está com a credibilidade abalada, pois moroso no atendimento à população e zeloso no atendimento aos políticos envolvidos em falcatruas, tem demonstrado ser uma grande corporação em defesa de seus interesses (salários). Agora, para completar o quadro, elege-se um chefe do Executivo que passa para a população os piores exemplos que se pode esperar. Aonde vamos parar? O que dizer para os nossos filhos? Só nos restar rezar e muito!
JOSÉ SANCHES NAVARRO (administrador) - Londrina

Xadrez nas escolas
Excelente a matéria ‘‘Corpo a corpo no jogo de xadrez’’ (Folha Cidadania, 31/10). Parabéns à FOLHA DE LONDRINA por se preocupar em dar espaço para a informação que valoriza o que acontece na educação da nossa cidade. Parabéns à Escola Corveta Camaquã pela sua iniciativa de construir ‘‘pensadores’’. Isto é tudo que o nosso país precisa, desenvolver verdadeiros cidadãos pensantes.
ROSELI DA SILVA MOREIRA ROBLES DE ANDRADE (fisioterapeuta) - Londrina

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