CARTAS
Parabéns, Londrina
Embora esteja decepcionada com os resultados da última eleição, estou orgulhosa de ser londrinense. Isto se deve ao fato de que os londrinenses em vez da ''certeza'', por exemplo, de ter postos de saúde por mais de dois meses ''fechados'' ou problemas como o alto valor da passagem de ônibus, disseram através do voto que preferem o ''duvidoso'', expressaram esperança, desejaram mudanças. O londrinense tem consciência do que significou a reeleição do prefeito do PT e previu tamanho descaso em escalas maiores no governo do Estado e no País. Não quero dizer que o londrinense é ingênuo e acredita que os candidatos adversários vencidos seriam a salvação para todos os males públicos, mas que os eleitores de Londrina disseram não ao continuísmo que se instalara por todo o país.
JANAINA RODRIGUES PITAS (historiadora) - Londrina
Povo sábio
O resultado das urnas causou-me grande felicidade. Foi bom saber que o povo ainda tem noção do que é bom para o país. Basta analisarmos diversos estudos para perceber que o Governo Lula proporcionou grandes avanços ao Brasil. Basta comparar os quatro anos de governo do PT com os tristes oito anos de FHC, para termos a comprovação de que a equipe do ''operário analfabeto'' deu um verdadeiro show de governabilidade na equipe do ''sábio'' sociólogo. Com relação à corrupção, sou extremamente contra essa praga que se faz presente ao longo da História do Brasil, mas não posso ser leviano a ponto de deixar de votar num presidente que muito fez pelo seu povo, devido aos escândalos políticos, como se fosse característica exclusiva do seu governo. O que me desapontou foi o voto dos londrinenses. Falam tanto em combater os corruptos, mas não deram crédito ao governador Roberto Requião, cuja administração não teve sequer resquícios de corrupção.
JOSÉ BEZERRA DE SOUZA (comerciante) - Londrina
Imprensa x grotões
''Os Grotões'' estão na cabeça de pessoas insensíveis. Acredito que foi um momento infeliz de revolta ou desabafo de alguns membros da imprensa, contrariados pelo resultado das urnas. O que houve de errado? Não é a democracia que importa? Ou a democracia deve ser privilégio de cidades de grande porte? Afinal, elegemos o governador e o presidente da República que mal há nisso? Agora, classificar as cidades de ''menor porte'' de grotões é uma ofensa à capacidade e a inteligência de milhões de paranaenses que vivem e moram em ''cidades de menor porte''. Sugiro que os jornalistas viajem, não só para o exterior, mas venham conhecer as maravilhas que é o interior do Estado do Paraná. No lugar dos grotões, com certeza irão encontrar verdadeiros paraísos.
ADEMAR KLEIN (prefeito de Altamira do Paraná)
Pesquisas
Terminada a eleição, o país segue seu ritmo. Mas, como todo processo merece uma avaliação. Gostaria de questionar os resultados de algumas pesquisas. No Paraná, elas apontavam uma diferença de seis ou mais pontos percentuais entre os candidatos ao governo às vésperas da eleição. O resultado mostrou números bem longe da margem de erro. Como será que Osmar Dias conseguiu esta virada fantástica? A amostragem não foi fidedigna? Ou elas estão sendo utilizadas para interesses escusos? Fica uma dúvida no ar.
ROSÂNGELA FREIRE LEMOS CHAGAS (psicóloga) - Londrina
André Vargas
Sobre os ataques infundados do presidente do PT do Paraná, André Vargas, contra o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), a Juventude PSDB esclarece: Hauly não apoiou ninguém porque deixou os tucanos livres para apoiarem quem quisessem. Ele faz oposição ao Governo Nedson e ao PT, e também sempre foi contra Antonio Belinati, por isso sua neutralidade. Agora, deputado não jogue a culpa de uma administração inoperante e que não quer negociar com os servidores em cima do deputado Hauly. Por fim, Soraya Garcia não é uma cria de Hauly como o senhor vem dizendo, e sim cria do PT pois participou da campanha petista. Se ela resolveu denunciar o esquema que todos sabíamos que existia, não é culpa de Hauly.
ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (secretário-geral da Juventude PSDB) - Londrina
Itzchak Rabin
4 novembro de 2006, 11º ano do assassinato de Itzchak Rabin, primeiro-ministro de Israel, pelo radical Yigal Amir. Data que pode ser considerada como um divisor de águas onde uma barreira da diversidade foi rompida e surgiu um Oriente Médio mais feio e mais triste. É com grande tristeza que lembro desta data. Que a memória deste grande homem seja sempre abençoada e lembrada para a paz.
ABRAHAM SHAPIRO (presidente da Sociedade Israelita de Beneficência do Norte do Paraná) - Londrina





