CARTAS
Impasse
Dizem que nos idos de 1968, nos tempos da ditadura, o governo mandou o Exército fazer repressão em uma das muitas passeatas de estudantes. No meio do pelotão, estava um soldado que no período noturno também fazia faculdade. E nele instalou-se uma dúvida: o que fazer? Na hora do confronto, por não saber como agir, passou a dar cacetadas na própria cabeça. Isso lembra o impasse da greve dos servidores da Prefeitura de Londrina. De um lado, temos a lei que permite fazer greves para pedir aumentos. De outro lado, temos a Lei de Responsabilidade Fiscal que proíbe de dar aumentos. E agora prefeito? Você que é do PT, que já foi sindicalista e que também promoveu greves, está do outro lado, o lado do telhado de vidro, conte pra nós: o que vai fazer? O cacetete vai cair na cabeça do Sindserv, dos servidores, do povo ou na sua?
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina
Greve dos servidores
Há dois meses iniciou-se uma guerra contra a população londrinense. O pedido de melhores salários dos servidores públicos é a peste que atormenta aqueles que pagam seus impostos e necessitam do serviço, muitas vezes de péssima qualidade. Acredito que todos deveríamos pagar com a mesma moeda: se não encontramos os serviços pelos quais pagamos, então por que devemos continuar a pagar? Quebraríamos a Prefeitura? Não sei, acredito que ela já está suficientemente quebrada com a falta de governo, com a péssima condição do asfalto das ruas, com a falta de incentivo aos comerciantes que pagam seus impostos, com a sujeira das ruas, com a inconsequência dos servidores, etc.
ETIENNE LARISSA DUIM NARDINI (estudante) - Londrina
Direito
Na quinta-feira, estivemos em frente à casa do prefeito Nedson e, em hipótese alguma, quisemos tirar o direito de ir e vir dele, mas sim que ele viesse negociar conosco. Quem está ferindo o direito de ir e vir dos servidores é o prefeito, já que não podemos mais ir a médicos e hospitais que costumávamos ir, pois não temos mais condições de pagar pelos planos de Saúde, nem fazer passeios ou compras com a família, uma vez que, mal ganhamos para o básico. Pedimos novamente para que o prefeito reflita sobre os seus atos.
JOENICE BETTANIN DIAS (professora) - Londrina
Hormônio no ovo
A respeito da seção ''Suas Compras'' (19/10), gostaria de esclarecer a população em geral, e em especial a Poliana, que nem existe e nunca se usou ou usa hormônio (que é proibido por lei) na alimentação de frangos e galinhas. E recomendo consumir ovos que possuem o selo de inspeção, pois estes passam pelas mãos dos profissionais da saúde, que fazem inclusive exames de salmonelas. Para maiores informações sobre hormônios acessar o site www.saudeanimal.com.br/hormonio_frango_de_corte.htm.
GERALDO MASAHIRO HAYASHI (médico veterinário) - Londrina
UEL 35 anos
Fazendo parte da platéia que lotou o Teatro Ouro Verde, pude ver nos semblantes dos funcionários, professores e daqueles que estão aguardando aposentadoria, emoção e alegria ao serem chamados para receberem as homenagens da UEL das mãos do reitor Wilmar Marçal. Jamais esqueceremos esse grande momento proporcionado por um aluno que chega, por seus méritos, à reitoria de uma grande instituição de ensino superior. Agradeço às homenagens ao meu marido, professor Reynaldo Ramon.
JUSY RAMON (professora aposentada da UEL) - Londrina
Postos de combustíveis
Em relação à carta do leitor que se mostra contrariado com o Ipem pelo fato de não divulgarmos os postos de combustíveis onde encontramos algumas bombas medidoras incorretas, é importante trazer à população alguns esclarecimentos. As atividades de verificação dos instrumentos de medir (bombas e balanças, por exemplo) são feitas obrigatoriamente duas vezes ao ano. A primeira (periódica) acontece sempre no primeiro semestre e todos os instrumentos são obrigatoriamente verificados. A segunda acontece obrigatoriamente quando ocorre a reprovação do instrumento na periódica e o mesmo é consertado. Após o conserto, a equipe de fiscalização volta e revê o equipamento. Quando há reprovação de instrumento de medir (a bomba medidora, por exemplo) ele é lacrado, impedindo seu regular funcionamento, o que só volta a acontecer após a manutenção. Isto demonstra que de modo algum o consumidor corre algum risco após ser encontrado algum erro. Este fator, ao nosso ver, é o quanto basta para que se demonstre a desnecessidade de informar o estabelecimento onde encontramos bombas com erros.
MARCELO TRAUTWEIN (gerente do Instituto de Pesos em) - Londrina





