CARTAS
Alguém explica?
Solicito os bons préstimos de sociólogos, antropólogos, psicólogos, psiquiatras, matemáticos, cientistas políticos, ilusionistas, tarólogos, enfim todo aquele que puder me esclarecer e responder: 1) Por que estamos ouvindo, lendo e assistindo todos os dias, nos últimos dois anos, os mais diversos e variados casos de malversação do dinheiro público e de corrupção no governo federal e o presidente candidato não é afetado e vem subindo em todas as pesquisas?; 2) Por que bastou a correlação entre o governo FHC/privatições com a figura de Alckmin para surgirem manifestações populares em prol da Petrobras, Correio, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e candidato tucano ter despencado em todas as pesquisas? Não quero acreditar, mas o brilhante João Ubaldo Ribeiro em artigo a respeito de todo esse quadro que permeia as eleições 2006, conclui que aquilo que realmente precisa mudar em nosso País são os seus habitantes. Será?
CÉLIO JOSÉ SCHNEIDER (psicólogo) - Londrina
Ensino de 9 anos
Tenho uma filha de 5 anos, que fará 6 anos em setembro de 2007. Segundo a lei estadual, ela está fora da matrícula do ensino de 9 anos. É injusto, pois uma criança nascida até 1º de março do mesmo ano pode ser matriculada para o período de 9 anos. Ela vai ser punida em relação a suas coleguinhas de turma. Acho absurdo a Secretaria de Educação dizer às escolas para montar uma grade curricular às pressas da pré-escola e 1º ano do ensino de 9 anos, até o final de dezembro. Se nada for feito, ao invés de terminar o ensino fundamental aos 14 anos, minha filha concluirá com 15 anos.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Ipem
Por que o Ipem não divulga os nomes dos postos de combustíveis que estavam com seus produtos adulterados? Por favor, mostrem a cara desses que tentam enganar a população para que ela mesma possa julgar. Ocorrendo isso, vamos precisar de menos fiscalização porque essas empresas estarão fechadas.
LUCAS CALVI (executivo de vendas) - Londrina
Anália Franco
Nossa cidade está um caos em matéria de segurança. Os bandidos não respeitam sequer idosos quanto mais crianças. Recentemente um adulto foi preso depois de roubar um menino de 12 anos dentro de um ônibus. Agora, vejo estarrecido que ladrões assaltaram o Lar Anália Franco que cuida de cerca de 250 crianças órfãs e semi-internas. Estou chocado, a casa que me abrigou desde os três meses de idade sofreu um assalto à mão armada! Os funcionários intimidados e crianças órfãs humilhadas e com medo. Em Londrina, como no Paraná todo, a segurança é precária. Cadê o direito das crianças órfãs à segurança, respeito, carinho e alimentação?
DANIEL RIBEIRO (jornalista) - Londrina
OAB e a LRF
O estudante José Augusto Urbaneja se manifestou ontem sobre a posição da OAB em relação à paralisação de parte dos funcionários públicos municipais, opinando que as conclusões desta presidência sobre os impedimentos ao reajuste estão ''equivocadas'', pois não existe impedimento criado pela LRF. Até aí, sem problemas, é a sua opinião. Mas, ao taxar de leviana a conclusão desta presidência simplesmente por não atender os interesses dos funcionários, nos obriga a responder a, esta sim, leviandade, posto que, vê-se desde logo, não tem nenhum conhecimento do assunto que se refere. Ao concordar que os gastos com o funcionalismo público municipal já atingiram os limites fixados pela LRF, esta presidência o fez com fundamento em levantamento concluído pela Câmara Municipal. Como estudante de Direito, deve saber das consequências da violação legal para o administrador público, não se podendo, por isso, obrigá-lo a agir irresponsavelmente para atender reivindicações salariais, por mais justas que sejam. A lei, sr. José, apesar de ser ''cotidiano do advogado'', é o argumento do sr. Prefeito para o seu impedimento. Se tiver alguma outra solução, traga à discussão.
JOSÉ CARLOS DA ROCHA (presindete da subseção da OAB Londrina)
E os deficientes?
Temos observado que durante as inserções da propaganda eleitoral gratuita, os candidatos tanto a presidente quanto a governador não têm apresentado propostas referentes às pessoas com deficiência. Um alerta aos movimentos desse segmento: serão mais quatro anos e caso não haja propostas não haverá cobrança. É melhor sairmos da inércia para não ficarmos imersos no ostracismo das políticas públicas. Afinal, somos quase um milhão de pessoas no Paraná, com um universo de 600 mil eleitores!
AMINADABE MARTINS DE OLIVEIRA (vice-presidente da União dos Deficientes Físicos de Cambé)





