CARTAS
Brasil otimista
O mandato presidencial que encerrará em dezembro colhe os frutos da ação na área social assistencialista. Assim, somando a estabilidade da moeda, alimentos baratos e política social de resultados, Lula surfa na onda do sucesso, fidelizando boa parcela de brasileiros que se sentiam excluídos. O Brasil tem sim um grande trabalho a desenvolver nesta área, mas para que seja concreto e duradouro, deve ter frentes: educação, saúde e emprego. O destaque negativo absoluto desta gestão foi a corrupção. Conseguiu ofuscar Paulo Maluf, Nicolau dos Santos e outros tantos, mostrando um custo/benefício pra lá de positivo à impunidade e à mentira. Ainda que estejamos ouvindo repetidas vezes grandes mentiras, creio sim que elas não acabarão se tornando verdades recompensadoras aos que dela se utilizaram!
FABIO LUIS ANZANELLO GIOCONDO (agricultor) - Arapongas
Erro ou destino?
Ficamos chocados pelo maior acidente aéreo de nossa história que vitimou 154 passageiros do vôo 1907 da Gol. Como que em meio a um céu tão imenso, dois aviões vindos de lugares diferentes puderam se encontrar no mesmo momento em um ponto exato? Sempre depois de acidentes como este aparecem os fatalistas de plantão dizendo ''Quando tem que ser será'' ou os espiritualistas ''É Deus que determina''. Querem colocar no destino ou em Deus a responsabilidade de um erro humano - de construção ou de operação, ainda não sabemos - que fatidicamente resultou em tantas mortes. Somos responsáveis uns pelos outros, não podemos viver nossa vida sem olhar para o lado, temos responsabilidade para com o nosso próximo.
ARMANDO ALTINO DA SILVA JÚNIOR (pastor) - Luiziana
Coincidência?
Havia tempo que não ocorria nenhum acidente aéreo até que no começo de outubro ocorreu o maior acidente aéreo do Brasil com o avião da Gol. Dias depois, aconteceu outro acidente aéreo nos Estados Unidos com a colisão do avião em um prédio. Alguns dias depois, outra aeronave se espatifou no chão também nos Estados Unidos matando pessoas e chocando o mundo. Esses acidentes não seriam falhas da tecnologia, de alguma maneira inimaginável?
VINÍCIUS GONÇALVES ELIUD (estudante) - Londrina
Terrorismo
Nós estamos ainda chocados com o acidente ocorrido com o avião da Gol, mas o que mais me deixa indignado é a reação dos americanos. Um dos sobreviventes, por obra acredito que divina, escreve artigos ao jornal no qual trabalha, alegando seus 15 minutos de fama e, ao final, se descobre, como ele mesmo diz, um idiota completo. Se o acidente tivesse ocorrido em solo americano, o avião fosse da American Airlines e os pilotos não se chamassem Lepore e Paladino, e sim Silva e Souza, estaríamos ouvindo comentários ou manchetes tipo ''Novo ataque terrorista'' ou ''O novo 11 de setembro''. Fora a mobilização de toda a parafernália e equipamentos que estariam à disposição para a identificação e resgate dos corpos.
FABIO ROGÉRIO REGIOLI (professor) - Londrina
Adiantou?
Todo governo usa o poder de forma a intimidar a população: ou com planos de governo e o povo tem medo de perder ou na força mesmo como já ocorreu em épocas passadas. Acho que o povo não deve ter medo do governo e sim o governo ter medo do povo. Sei que a população do Brasil é covarde, pois ninguém quer ser o primeiro a levar o tapa. Até quando vamos votar em pessoas que já provaram que são incompetentes para exercer cargos públicos? Até quando vai existir a reeleição para todas esferas políticas? Adiantou sair de cara-pintada? Adiantou afastar prefeitos corruptos? Adiantou fazer CPIs?
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Anseios populares
É necessário que a imprensa esteja atenta. Ela é a salvaguarda das aspirações populares que são tão poucas e resumem-se em moradia digna, ruas alfaltadas, água e esgoto, segurança, remoção do lixo, limpeza das ruas, acesso fácil a transportes urbanos, bons estabelecimentos de ensino, direito ao 13º salário e salário digno para sobrevivência. Seria demasia? Com respeito às obras governamentais, precisamos de estradas duplicadas, como a do porto de Paranaguá, a fim de podermos exportar nossos produtos. Remunerar condignamente os professores e sobretudo dar ênfase para crianças a partir dos seis anos idade. Na linha das prioridades, destacar os pobres, os miseráveis que dormem nas ruas, os velhos, os doentes e os deficientes físicos.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina





