CARTAS
Pesquisas eleitorais
No primeiro turno, duas empresas de pesquisa disseram que não haveria segundo turno. Pelas suas estatísticas, tanto a eleição para presidente quanto para governador do Paraná seriam resolvidas no dia 1/10. Não foi isso que se viu. Com que autoridade, então, voltam o ''Datafalha'' e o ''IboPT'' se pronunciar agora, antes do segundo turno, cantando vitórias antes do tempo? Não adianta, a tentativa de manipulação da opinião pública vai continuar não dando certo. Nove entre dez pessoas a quem pergunto não votaram e nem votarão nos candidatos que estas empresas teimam em querer eleger. São duas empresas muito conhecidas. Por que será que estão jogando seus nomes no fogo desta forma?
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina
Usina no Tibagi
Conseguimos segurar esse megaprojeto da Copel e demais empresas do setor elétrico desde 1998 quando foi formada a comissão de ameaçados pelas barragens no rio Tibagi. É uma luta muito difícil, pois os donos do poder e do dinheiro têm mais agilidade para conseguir seus intentos. Nós temos a força de nossa união que é conseguida a duras penas. A vitória da Copel e Eletrosul sinalizam que devemos ter uma ação mais contundente em relação a esses poderosos, uma vez que argumentos ambientais, sociais e jurídicos são ignorados pela justiça dos homens burgueses, favorecendo o capital nacional e internacional.
MANOEL RONALDO CARVALHO PAIVA (biólogo) - Londrina
Reeleição
Muito oportuno o artigo da psicóloga Mary Neide Damico Feijó publicado no último domingo. Com simplicidade e clareza ela expressou a principal dificuldade em se conviver com a reeleição do nosso presidente. Como fica a ética, o que nossos filhos entenderão desse momento e como poderão lidar com a situação de perpetuação da impunidade, da corrupção e do respaldo popular a essas condutas de nossos dirigentes? As observações a respeito da primeira-dama também foram muito pertinentes, pois nos dias atuais, onde as mulheres estão dizendo a que vieram, como pode alguém ter uma postura como a assumida por Marisa? Sempre acreditei no PT e em Lula, até por sua história de vida, seu sofrimento pessoal, no entanto, ante as evidências, não há como continuar, não há como calar. Parabéns!
SALETE REGINA GALVÃO COSER (psicóloga) - Londrina
Reformas já!
Assisti ao debate dos dois candidatos à Presidência. Não vi propostas de grandes mudanças convincentes. A não ser as das reformas. Mas como fazê-las se não existe uma conciliação partidária, mas sim uma ganância de poder que acaba não cedendo? E ficamos em meio à batalha sem saber se corremos para o lado corrupto explicíto ou do camuflado. De um lado, um diz saber de tudo, mas não convence. Do outro, não sabe de nada, mas tem a preferência. Há eleitores que, não vendo esperança nem credibilidade na política, optam por aqueles que possibilitam seu sustento. É preciso expurgar essas migalhas como uma esmola que vicia e deixa submisso. Seria melhor uma política de desenvolvimento sustentável que dá emprego e possibilita ao cidadão o poder de compra.
AFONSO FEDRIGO (avicultor) -Arapongas
Paraná perdeu
Conheço o deputado estadual José Maria Ferreira há mais de 30 anos e acompanho sua trajetória política durante todo esse tempo, sem nunca ter sabido de qualquer fato que desabonasse tanto a sua conduta como cidadão ou como homem público. Com todas as pessoas que converso, ouço elogios à sua e conduta tanto ética como moral. Na segunda-feira após as eleições, fui surpreendido com a notícia de que José Maria não se reelegeu. O que está acontecendo com o nosso país? Enquanto são eleitos mensaleiros e sanguessugas, deixamos de eleger pessoas éticas e com uma ampla folha de serviços prestados ao Paraná.
GUMERCINDO DE MELO PRESTES (aposentado) - Londrina
Procon pra quê?
Em 13/9, a Folha publicou uma carta em que me queixava sobre o descaso do Procon de Londrina. Em 14/9 recebi a intimação 145/2006 que deixava claro que nem mesmo haviam lido minha reclamação. Dia 4/10 recebi nova notificação 151/2006 informando que eles suspenderam o andamento até conclusão de denúncia que fiz ao Ministério Público (MP). Depois que o MP decidir não precisarei mais de auxílio. Então, quero publicamente dispensar o Procon. Como consumidor, julgo que vocês foram preguiçosos e omissos. Este órgão figura como mais um cabide de empregos que consome o dinheiro público sem gerar contrapartida.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (produtor rural) - Londrina





