Casamento e sexo

Uma pena a reportagem ''O casamento esfria o sexo'' (Folha2, pág. 6, 8/10)
em que uma psicanalista afirma que o casamento acaba com o sexo. Esse entendimento tem um cunho - ao menos aparentemente - reducionista (como toda a teoria de Freud). Além disso, como dizia o grande filósofo João Paulo II, no casamento é que o sexo tem seu verdadeiro lugar e que encontra sua verdadeira dimensão porque constitui uma totalidade de entrega das dimensões anímica, afetiva, psicológica de cada um.

TELMA DE CARVALHO FLEURY (advogada) - Londrina


Erva cidreira

O debate dos candidatos à Presidência da República estava mais para chá de erva cidreira que propriamente um debate político. O índice de audiência que antes, pela importância do momento talvez beirasse os 100%, após o segundo bloco de perguntas deve ter caído para uns 30%. O sono despertado pelos antagonistas foi tão grande que os telespectadores não aguentaram o terceiro bloco. Aqueles que deveriam apontar soluções para melhorar o Brasil fragmentado, passaram todo o tempo do debate trocando ofensas e ironias. Quem disser que houve um vencedor no debate ou é um adepto fanático ou um ignorante político. O correto, é que houve 180 milhões de perdedores. Se no primeiro turno estava difícil escolher, agora nem se fale. Só Deus para salvar nosso Brasil.

WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (aposentado) - Londrina


Memorial e descaso

Li com atenção a reportagem sobre a paralisação das obras do Memorial dos Pioneiros (6/10). Cheguei à conclusão que não só o presidente Lula que ''não sabe de nada''. A obra começou logo após o Carnaval, por volta das 3 horas da manhã de uma segunda-feira, com o bate-estacas isolando a Praça 1º de Maio, com cerca de 15 ''postes'', sem o devido respeito aos moradores do local. Hoje as obras estão paradas mais uma vez e os tijolinhos ainda não calçaram toda a área prevista. A última chuva forte levou muito material para frente da calçada do Edifício Júlio Fuganti, passando por cima do asfalto da rua Souza Naves. Contudo, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura asseverou ''que o novo piso, em 'paver', no interior da praça possibilita o dreno natural para a passagem da água para a terra, entre os blocos colocados''. Grande mentira! Prova disso é que a água escorre mesmo dos locais onde serão feitos jardins e, hoje, em terra nua. E a água que escorre superficialmente já quase arrancando os paralelepípedos junto ao meio-fio? Uma simples vistoria pode constatar isso.

MÁRIO DA CONCEIÇÃO MENDES (empresário) - Londrina


Receita para o desastre

A carta do estudante Nathan Luis Ferreira Ruiz, de 13 anos, publicada neste Jornal (8/10) ''Isso tem de mudar'', mostra a preocupação que todos nós almejanos e sentimos. Até as crianças se preocupam com a situação política e social. Criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais - transporte, comunicações, indústria, agricultura, medicina, educação, entretenimento, proteção ao meio ambiente e até a importante instituição democrática do voto - dependendem da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia onde os políticos se apropriam com pronunciada ignorância e a torna uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir em nossa cara.

NELSON AVILA SIMÃO (professor) - Londrina


Buracos em Cambé

Em meio a tantas notícias de roubos e falcatruas políticas pelas quais há uma enorme evasão de dinheiro público, que infelizmente, sai de nossos minguados salários, é muito triste ouvir que as cidades estão tão malconservadas que chegam a causar danos à população. A reportagem ''Buracos no Calçadão infernizam londrinenses'' (Folha Cidades, 7/10) poderia referir-se, igualmente, a outras cidades que se encontram na mesma situação. Como em Cambé. Todas as semanas ouvimos falar de pessoas, na maiorias das vezes idosos, vitimadas pela situação. Semana passada tive uma vítima em minha família. O que fazer?

CLAUDETE DEBERTOLIS (professora) - Cambé

Fotos do acidente

Não vejo a mínima razão para a veiculação das fotos dos corpos do acidente da Gol na internet. Não acrescenta nada para a elucidação do acidente. Acho isso um absurdo, um completo desrespeito ao receptáculo da alma, à família, a Deus. O respeito ao corpo daquele que morreu é o que nos separa dos animais. É a degradação do conceito de solidariedade humana que deveria permear aos que chegaram no local do acidente. Estas fotos foram tiradas por alguém que foi até ao local com o intuito de ajudar. Sinto-me envergonhado que esta pessoa se diga da mesma espécie que a minha. Enquanto existirem pessoas que têm o prazer mórbido de ver corpos mutilados, pornografia infantil, violência contra o ser humano, existirão pessoas capazes de tirar fotos para alimentar este prazer. A todos que receberam estas fotos, apaguem-nas dos seus arquivos, não compactuem com este desrespeito e não as repassem.

CLAUDIO ESPIGA (avaliador de bens) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que a Folha informou ontem, em matéria da pág. 3 (Política), a ação civil pública que acusa abusividade na greve dos servidores da Prefeitura de Londrina partiu da Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais.

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