CARTAS
Indignação
Estou indignado com a ausência de critérios do eleitor na escolha de candidatos. Depois de tantas provas de corrupção, de tantos escândalos, se você escolheu um desses candidatos que, por tantas vezes, roubou parte do seu salário e em troca lhe deu o bolsa-família ou outras ''iscas'', espero que fique feliz com as migalhas que caem embaixo da mesa e que não desanime por continuar vivendo sem dignidade e sem esperança.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã
Isso tem de mudar
Eles se preocupam com torres e aviões, enquanto a fome mata multidões. Eles se preocupam com fama e dinheiro, enquanto pessoas dormem dentro de um bueiro. Eles se preocupam com petróleo e ouro, enquanto pessoas por drogas matam uns aos outros. Eles se preocupam com carrões e mansões, enquanto remédios faltam aos milhões. Eles se preocupam em fazer guerras, enquanto pessoas têm de invadir terras. Eles se preocupam com a mídia, enquanto pessoas não trabalham nem de bóia-fria. Isso tem de mudar: o governo melhorar e a pobreza acabar.
NATHAN LUIS FERREIRA RUIZ (estudante de 13 anos) - Londrina
Velho aos 40?
No Brasil a vida termina depois dos 40. Infelizmente, homens acima de 45 e mulheres acima de 40 não estão conseguindo uma colocação digna no mercado de trabalho. Procuro emprego e quando o ''entrevistador'' pergunta a idade já dá para perceber a fisionomia dele. É só dizer a idade e pronto: ficamos de fora! Infelizmente, é isso que acontece na maioria das vezes. Tem mais de 40? É velho, incapaz, improdutivo... Não sei explicar de onde vem esta mentalidade tão preconceituosa. Se o candidato acima de 40 ou 45 anos é considerado velho para trabalhar vai minha dica aos empresários, patrões ou recrutadores: vocês também, ao atingir o auge dos seus 45, por favor entreguem o cargo a seus filhos ou herdeiros, pois certamente vocês também terão consciência de que estão muito velhos para administrar uma empresa.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina
Vôo 1907
O jornalista do New York Times, passageiro do jatinho Legacy que escapou da tragédia, é o maior retrato da presunção e arrogância norte-americana. Um morador de país que viveu o maior caos no sistema de controle aéreo, quando do 11 de setembro, não tem o menor cacife nem moral para tentar criticar o controle aéreo brasileiro. Ele está simplesmente defendendo os pilotos que lhe salvaram a vida, não dando a mínima para o fato de que essa proeza custou a vida de 154 cidadãos brasileiros.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Democracia vulnerável
A grande derrota do primeiro turno da eleição não foi de Lula como alguns pensam. O maior fiasco foi dos institutos de pesquisa. Acompanhamos nestes últimos meses a exposição e a exaltação da arrogância governamental. A metodologia aplicada, a meu ver, não deve nem ao menos ser discutida, pois hoje vemos que ela tem papel claro de indução das massas que, ainda aprendizes no jogo democrático, às vezes optam pelos que têm mais chances. Esse critério leva alguns eleitores a escolher quem tem mais tempo na mídia ou dinheiro para gastar, em detrimento do candidato que surge com uma nova e boa proposta, porém ''ele'' desconhecido não tem a nossa devida atenção. É chegada a hora de abrir a caixa preta destes órgãos de pesquisa. Ou está havendo jogo escondido, ou a metodologia é absolutamente falha e deve ser alvo de investigações. Os institutos devem grandes explicações ao país.
FABIO LUIS ANZANELLO GIOCONDO (agricultor) - Arapongas





