Greve e reflexão

Passados mais de 50 dias de greve da Prefeitura de Londrina, fica claro que apesar das ruas esburacadas e a falta de alguns medicamentos, a cidade sobrevive e a vida não pára. Quais são as lições que o cidadão participativo pode tirar desta paralisação? A primeira é óbvia: a administração municipal não serve absolutamente pra nada, sua existência resume-se a criar impostos que travam o desenvolvimento da cidade. É também especialista na geração de emprego dos não-concursados, o que torna a folha de pagamento uma das mais caras do país. Ficaríamos melhor sem a administração municipal e seus servidores. A outra lição é que qualquer loja de departamento fechada em um único final de semana traria mais transtorno e aborrecimento para o cidadão do que a prefeitura fechada pelo resto do ano.

NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (Estudante de Direito) - Londrina


Obra eleitoreira

A inauguração anteontem de uma obra inacabada, a duplicação Rodovia Carlos João Strass, a 3 dias das eleições, mostra bem a pequenez moral de nossos representantes. Com fins meramente eleitorais, faz-se um carnaval para que o povo esqueça tantos anos de abandono. Alega o superintendente do DER que a liberação do tráfego era necessária e que a obra só estará pronta em fins de outubro. Ora, por que essa ridícula inauguração, então? Que falta de seriedade com o dinheiro do contribuinte. Cabe ao povo dar o troco, não votando em nenhum político que tenha participado desse abuso contra a população londrinense.

HWIDGER LOURENÇO FERREIRA (estudante de Direito) - Londrina


Contaminados

Uma avalanche de informações sobre corrupção, falta de ética e caráter, desvios de verbas, roubos, assassinatos, escutas telefônicas, vendas de dossiê, mensalão, sanguessugas, ambulâncias, Zé Dirceu, Delúbio, Marcos Valério. Tudo isso faz com que nossos jovens em formação assimilem como normais essas barbáries cometidas pelos nossos governantes. Temos que nos preocupar com a educação para conseguirmos salvar nossas crianças, pois a grande maioria dos nossos jovens já está contaminada pela banalização da moral e da ética. Precisaremos de décadas para reverter este processo.

ANTONIO CARLOS JANNINI BARTHOLOMEI (cirurgião dentista) - Santo Antonio da Platina


É preciso votar

O comodismo diante de tantos sinais evidentes e concretos de corrupção, mostra a alienação de uma pessoa que tem a mais poderosa arma para se ganhar uma eleição: a popularidade. Ainda não posso votar por ter apenas 15 anos, mas se pudesse votaria pois não me conformo em reelegermos um presidente que tem olhos somente para sua reeleição e não enxerga o alarmante momento vivido pelo país. O futuro do Brasil está no toque de seus dedos, no candidato mais apropriado que, no caso de ser eleito, não se fará de cego mediante a triste realidade de nosso país.

LUCAS DE CAMARGO VALLE (estudante) - Londrina


Força do voto

O eleitor deverá estar atento na escolha dos nomes capazes de honrar com dignidade o voto, bem como buscar uma nova ética para a política nacional, assegurando assim a lisura do processo democrático. Sabemos que o grande desafio agora é votar com consciência, na plena convicção de que estamos elegendo pessoas com uma postura ética e inatacável com compromisso social sincero. Sob este prisma, a força do voto se coloca como instrumento que ajudará superar parte dos problemas nacionais.

EDUARDO ZANIN (professor aposentado) - Arapongas


Ainda há tempo

Um cidadão que por muito tempo posou como defensor da ética e da honestidade, mostrou-nos a verdadeira face quando foi alçado ao poder por um povo esperançoso. Um presidente omisso e mentiroso, que agora nos mostra uma outra faceta: a de um covarde que a cada escândalo descoberto, depois de inúmeros desmentidos, responsabiliza terceiros sempre alegando nada saber, mas sempre se beneficiando deles. Será que se soubéssemos na eleição de 2002 o que sabemos agora, teríamos votado diferente ou agiríamos como agora, dando-lhe novamente um mandato? Ainda temos tempo para procedermos uma limpeza no meio político onde a desonestidade deixou de ser exceção para ser regra.

DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina


Heloísa Helena

O risco existe em todos os candidatos. Mas acompanhando debates e entrevistas, acredito que Heloísa foi a mais clara sobre qual forma de governo irá exercer caso seja eleita. Talvez por essa transparência em seus projetos futuros, tenha despertado tanto carisma e principalmente a ressurreição da esperança com os mais humildes, que nos governos anteriores e inclusive o atual só recebeu em troca de seus votos o despeito do esquecimento.

PAULO HENRIQUE MONTEIRO (operário) - Londrina


Carro de som

Com relação à carta ''Falta de educação'', publicada pela Folha no dia 27/9, gostaria de informar que antes de colocar minha campanha com carro de som na rua tive o cuidado de ler o que é permitido e proibido pela Justiça Eleitoral. O TSE permite a divulgação das campanhas eleitorais das 8 às 24 horas e, ponderadamente, utilizei o horário das 9 às 23 horas para divulgar minha campanha. Assim, não desrespeitei a lei como deu a entender o leitor.

RUBENS LOUREIRO (empresário e estudante de Direito) - Londrina


Correção

- Por questões técnicas, publicamos o quadro errado das palavras cruzadas na edição de hoje da Folha2

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