CARTAS
Coaf e o dossiê
Como o Coaf já anunciou que a origem dos R$ 1,7 milhões oferecidos aos Vedoin para compra do dossiê só será revelada após a eleição, a conclusão é que a fonte é muito cabeluda. Se fosse fácil mencionar que era sobra de campanha e arrumar um ''aloprado'' para jogar a culpa nas costas, isto já teria sido feito. Mas como os recursos parecem ter o DNA dentro do Palácio do Planalto, a revelação pelo Coaf será estrategicamente transferida para depois de 1º de outubro. Com o caseiro Francenildo, o Coaf teve uma agilidade impressionante, mas quando o assunto atinge o inquilino-mor do Palácio a coisa toma um ritmo de cágado, devagar quase parando.
NIVALDO ANTÔNIO PIGATTO (comerciante) - Londrina
Falta de educação
Finalmente nós, moradores da região do Cemitério São Pedro, poderemos dormir até mais tarde aos domingos. É que até agora os candidatos professor Rony e Rubens Loureiro não estavam nem aí com a população da região central e colocavam seus carros de som bem cedo fazendo o maior barulho para anunciar suas candidaturas. Loureiro foi até pior. No último domingo, às 23 horas, estava percorrendo as ruas e dizendo para os clientes dos bares para votarem nele. É a poluição sonora aliada à falta de respeito. E ainda quer voto?
PAULO HENRIQUE HERRMANN (contato publicitário) - Londrina
Patetas
Há tempo não me divertia tanto ao ler o artigo ''Os patetas e a campanha eleitoral'' (19/9) do delegado de Polícia de Nova Fátima, Claudio Marques Silva. Está provado que um delegado de Polícia não precisa ser exatamente durão, mas pode ter uma veia cômica. Expôs a verdade sem ser sarcástico. Valeu, delegado. Infelizmente, temos que exercer nosso ''direito'' de voto obrigatório e são poucas as opções de escolha. Vamos esperar que alguém se disponha e consiga dar um jeito no nosso Brasil, que está sendo achacado e vilipendiado por políticos corruptos e seus assessores.
MARIA HELENA GARCIA PEREIRA (aposentada) - Londrina
Democracia
Diferentemente da época da ditadura militar, hoje em dia temos a liberdade de expressão, isso é, falamos mal de quem está fazendo errado e até de quem não está fazendo nada, discutimos e metemos o pau no governo e nos políticos que merecem. De que adiantam denúncias e denúncias, provas e contraprovas, como sempre, se nada acontece? Se a democracia é isso, um totalitarismo burguês disfarçado, que volte a ditadura.
VINICIUS ELIUD GONÇALVES (estudante) - Londrina
Más companhias
Tem um velho ditado que diz: ''Diga com quem andas que direi quem és''. É da natureza humana procurar companhias com quem se identifica. Se Lula anda em más companhias é porque é com essas pessoas que ele se identifica e não adianta falar que foi traído. Isso é conversa pra ''boi dormir''. Mais uma vez Lula está tentando enganar o eleitor, dizendo que é ''golpismo'' o escândalo do dossiê, uma coisa que não foi a oposição que trouxe à tona, mas a Polícia Federal. É como a Heloísa Helena diz ''o banditismo está imperando no Brasil''. Este governo está parecendo o ''Ali Babá e os quarenta ladrões''. Nesta eleição o Brasil pode mergulhar na escuridão. O Brasil não merece isso!
DOMINGOS SANKITHI WATANABE (agricultor) - Ubiratã
Hauly responde
As declarações do prefeito Nedson Micheleti na matéria ''O maior problema está no conflito político'' (Folha, domingo 24/9), comprovam a prepotência do prefeito e falta de capacidade para dialogar com a população. Mais especificamente no caso da greve dos servidores, incapacidade para dialogar com outras forças políticas, pluralidade que caracteriza a democracia. Micheleti busca culpados pelo desastre de seu mandado - ruas esburacadas, funcionários insatisfeitos, mau atendimento na Saúde, etc. - mas o culpado é ele mesmo. Bastaria ele olhar e refletir sobre seus atos. O deputado Hauly tem cumprido outro papel: aprovar leis que beneficiam a sociedade, apresentar emendas com recursos para e cidade e para o Estado, fiscalizar os atos do Executivo.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY
Taxa de casamento
Referente à matéria ''Casamento na Igreja é Caro'', publicada ontem no caderno Folha Cidades, faço algumas considerações: 1. Uma igreja é construída, reformada e mantida graças à contribuição dos seus dizimistas; para estes a Arquidiocese orienta que não seja cobrada taxa alguma. Quem não é dizimista e deseja usufruir do que o templo oferece, deve sim contribuir de alguma forma. É questão de justiça com a comunidade local que a contribuição exista, certamente o menor de todos os gastos; 2. Jamais alguém deixará de se casar na igreja ou de ter qualquer atendimento que seja por falta de recursos econômicos. Porém, quem não quer se casar na própria comunidade e procura a igreja A ou B por causa de ar condicionado, beleza ou qualquer outra badalação, não deveria reclamar de taxas; 3. A fim de não haver discrepância de taxas de uma paróquia para outra ou mesmo cobranças abusivas o Conselho de Presbíteros e o Colégio de Consultores aprovaram, em 2005, para as Paróquias da Arquidiocese de Londrina, o teto máximo de 70% do salário mínimo nacional (atualmente R$ 245). 4. Em caso de dificuldades pelo não-cumprimento das orientações, qualquer pessoa pode recorrer por escrito ao Conselho de Administração da Arquidiocese de Londrina, rua Dom Bosco nº 145, Jardim Dom Bosco, 86060-340, Londrina.
PADRE ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS (ecônomo da Arquidiocese de Londrina)





