CARTAS
Greve e direito
Tenho acompanhado por este Jornal as notícias sobre a greve dos funcionários da Prefeitura de Londrina. Cheguei à conclusão que a greve é legítima e de direito. Afinal, a Prefeitura deveria ter feito uma reserva de caixa prevendo a reposição salarial ao funcionalismo. Os servidores deveriam voltar ao trabalho e permanecerem em estado de greve até conseguirem uma resposta positiva que possa beneficiar ambas as partes, atendendo também as necessidades da sociedade londrinense que está sendo prejudicada pela falta dos serviços tão essenciais ao desenvolvimento da cidade.
FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina
Vote bem
Neste período, o eleitor é alvo de políticos sem escrúpulos que vêem a oportunidade de aplicar o ''171''. Aparecem candidatos picaretas que vêm buscar voto e não voltam nem para agradecer. Fazem falsas promessas de aposentadoria à dona de casa à empregada doméstica até isenção de água, luz, esgoto, IPTU, etc. Será que diante de tanta corrupção que todos os dias aparece na imprensa o eleitor não sabe que seu voto alimenta um novo sanguessuga ou contribui para um novo valerioduto? Não vamos dar o nosso ''sagrado'' voto para quem tem como currículo uma extensa lista de processos na justiça. A qualidade do país que teremos será a qualidade de nosso voto, pense e vote bem!
CELSO IVANCHECZEN (mecânico) - Ibiporã
Revendas e monopólio
Ratifico as palavras do senhor Osvaldo Kosti Kato, proprietário de uma casa agropecuária na Rua Santa Catarina, quanto à reclamação de que as revendas e os revendedores autônomos de veículos usados ocupam quase todas as vagas disponíveis naquela rua (''Revendas monopolizam vagas públicas'', Folha Cidades, pág. 3, 22/9). Estive lá três vezes para fazer compras na loja do sr. Kato e não consegui vaga para estacionar. Algo precisa ser feito.
LESI CORREA (professora aposentada) - Londrina
Estratégria ruim
O tucano Geraldo Alkmim oferece trabalho e emprego em sua campanha à Presidência da República. Assim, jamais vai conseguir atrair os eleitores do presidente Lula.
JOSUÉ GROTTI (aposentado) - Londrina
Candidatos e patetas
A sátira quando bem feita é arte. Malfeita, consequência deformativa. Gostei muito daquela criada pelo delegado de Polícia, Cláudio Marques da Silva, (Espaço Aberto, 19/9), que soube costurar muito bem as candidaturas dos nossos presidenciáveis. Inteligente e picante, não-ofensiva, mas contundente, escancarando o delicado momento pelo qual passa o Brasil político (ou dos políticos), já sem muito gás para queimar ou estômago para digerir descalabros, roubos, manobras, etc., que temos visto levando grande ônus ao sofrido e omisso povo. Meu apoio é irrestrito para que o bacharel continue colorindo sua vocação a serviço do humor.
JOSÉ VICTOR CHIMATI (gestor de negócios em microempresa) - Londrina
Vigias da UEL
Foi com grande preocupação que li a reportagem a respeito das mudanças a serem feitas com os vigias da UEL. Será que é o melhor caminho para melhorar a segurança do campus? O reitor conversou com a categoria sobre as mudanças? Será que para conhecer a UEL na sua íntegra é necessário o revezamento? O vigia que trabalha de noite não conhece a UEL tão bem como o vigia que trabalha de dia? O reitor está ciente que alguns vigias adequaram seus horários devido a compromissos familiares? Tais mudanças vão de encontro aos anseios dos vigilantes e da comunidade universitária?
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina
UEL responde
A respeito da matéria ''Vigilantes da UEL fazem protesto'', publicada no último sábado, nesta Folha, a universidade esclarece: 1º) O horário de trabalho deve ser estabelecido pelo empregador, considerando as necessidades da instituição, no caso a melhoria da segurança no campus; 2º) O protesto foi feito por 25 profissionais do setor, que reúne 137 seguranças patrimoniais. O pequeno grupo em momento algum buscou qualquer orientação ou esclarecimento junto ao setor responsável; 3º) As modificações feitas pela administração da UEL têm o objetivo de promover um rodízio entre todos os profissionais do setor, prática comum entre corporações policiais e de segurança. Através do rodízio (tanto de horário, como de postos de trabalho) o efetivo trabalhará mais descansado e com uma visão mais ampliada do serviço como um todo; 4º) Os vigilantes que estudam terão todo o incentivo por parte da UEL, bastando comunicar à Divisão os horários de aulas; 5º) Com o novo plano de cargos e salários das universidades, a instituição busca incentivar os servidores técnico-administrativos para que possam dedicar-se ao serviço público, com entusiasmo. Tais modificações prejudicaram sobretudo casos de profissionais que tinham um segundo emprego e que, com o rodízio, terão de fazer uma escolha profissional. No caso da segurança, esta prática é condenada pelos especialistas porque a dupla jornada prejudica o trabalho, acarretando prejuízos ao serviço público; e 6º) O rodízio ainda busca evitar privilégios. Todos os que trabalharem à noite terão direito ao adicional noturno, sem favorecimento e obedecendo os critérios de impessoalidade, que devem nortear a administração pública.
COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA





