CARTAS
Voto seguro
Nossos legisladores sempre se preocuparam em dar aos juízes eleitorais instrumentos capazes de impedir desde a compra de votos até a alteração dos resultados. A Lei nº 10.408 (10/01/2002) determinava que as urnas eletrônicas fossem dotadas de dispositivo para a impressão de voto, o que possibilitaria constatar a existência de programa criado para alterar a vontade do eleitor. Este equipamento de impressão tornaria possível uma recontagem de votos. A Lei n. 10.740, de 1º de outubro de 2003, todavia, revogou a norma que autorizava o voto impresso. O resultado do processo eleitoral não geraria dúvidas se fosse permitido o uso de cédulas semelhantes aos cartões de jogo de certa instituição financeira. Estas cédulas poderiam ser depositadas em urnas de lona para posterior apuração de votos, através das velozes máquinas eletrônicas.
CARLOS ROBERTO BORBA NAVOLAR (juiz de Direito) - Londrina
Terra de ninguém
É com tristeza que vejo uma cidade que até bem pouco tempo (leia-se anterior ao PT) era sinônimo de prosperidade. Um lugar onde o prefeito encobre e auxilia delitos, como se vê nos Camelódromos e Calçadão da cidade que vendem DVDs falsificados abertamente sem o menor constrangimento na frente dos agentes da CMTU, que nestes momentos devem estar mais preocupados com a produção da indústria da multa. Ninguém, tirando algumas ações para inglês ver, toma providências. O que esperar de uma cidade onde as autoridades são coniventes com a pirataria? Em cidades menores a pirataria não acabou, mas os promotores, juízes e delegados estão mostrando serviço. As locadoras da cidade estão pedindo socorro. Por favor, alguém nos ajude ou o último a sair apague as luzes.
MILTON ALEXANDRE DOS SANTOS (representante comercial) - Cambé
Isonomia
Todos sabem que o nosso prefeito é omisso. Acontece que, nessa greve dos servidores municipais, sua omissão está sendo exagerada. E, com isso, a cidade está parcialmente parada pelos mais de 40 dias de paralisação dos servidores. A omissão, ainda maior do prefeito neste caso, se justifica, pois a greve permite dedicação integral do seu tempo para as eleições: coordenação da campanha do candidato ao governo do Estado e apoio aos candidatos à Assembléia Legislativa, à Câmara Federal, ao Senado e à Presidência do PT. Por uma questão de justiça e de isonomia, sugiro que os dias a serem descontados dos servidores que não trabalharam sejam aplicados também ao prefeito.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Política engraçada
Sempre durante as eleições, os políticos vêm com a ''mesma'' conversa, as ''mesmas'' promessas e depois as coisas também continuam do ''mesmo'' jeito. Engraçado, não é mesmo? O povo ''ainda'' vai pegar fila no SUS, o salário ''ainda'' não vai dar pra pagar as contas, ''ainda'' vai ficar desempregado por já passar da idade exigida ou não ter a tão importante experiência. Por falar nisto, cadê o emprego? Emprego que dá dignidade ao trabalhador, que evita a violência e a marginalização da sociedade. Cadê a renda do povo brasileiro? Onde está o dinheiro? Sumiu! Pelo menos para o povo. Não é de se estranhar que o comércio, os profissionais liberais, a indústria confirmem: o dinheiro sumiu! Por que os políticos não aproveitam as eleições agora e nos respondam?
JÚLIO ROMÃO GUERREIRO LEME (professor) - Londrina
Servidor responde
Quando li carta publicada no último dia 19 que nós, servidores públicos, somos desocupados e o que merecemos é borracha, tive ainda maior convicção de que meu trabalho realmente vale bem mais do que recebo, com defasagem de quase um terço, no final de cada mês. Londrina é uma cidade que possui cerca de meio milhão de habitantes e na sua maioria absoluta são atendidos pelo servidor público tanto na saúde quanto na educação. E a mim, professora da rede pública, é confiada durante 200 dias por ano a pequena ''grande'' tarefa de ensinar, cuidar, aconselhar, educar e ainda mais ''formar'' as crianças de hoje em futuros profissionais. Se tantas pessoas confiam a nós, servidores públicos, tarefas tão importantes é porque ''bagunça'', ''violência'', ''desonestidade'', ''falta de compromisso'' são coisas que não fazem parte de nossa formação e de nossas ações, pois se assim o fosse talvez nos convidassem a ser o executivo de vendas que escreveu que somos desocupados.
GISELDA MORAIS DE ALENCAR MILITÃO (professora) - Londrina-
'Frango batizado'
Com relação à matéria ''frango batizado'' (adicionam mais água para pesar mais e enganar o consumidor), Folha Economia (21/9), lembro que recentemente este jornal publicou outra reportagem informando que produtores de frango também estão interessados no combate à fraude. Se estivessem realmente empenhados nisso, eles próprios teriam proposto ações judiciais contra os abusos, não seria necessário que o Ministério Público Federal tomasse providências. Há muitas empresas envolvidas, várias no Paraná, e pelo menos três muito conhecidas dos consumidores do Brasil. Pode até haver pessoas do ramo que estejam realmente apreensivas com a situação, mas definitivamente quem detém as maiores parcelas do mercado nacional participam do esquema, conforme o Ministério da Agricultura. Sugiro à Folha que relembre seus leitores sobre matérias recém-publicadas sobre o mesmo assunto para que fiquem claras contradições entre fatos e palavras.
TÚLIO SIMÃES MARTINS PADILHA (bacharel em Direito) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





