Concha Acústica

Existem fortes indícios de que os calçadões da nova Praça 1º de Maio, mais conhecida como Concha Acústica, não vão receber os drenos, jogando nas ''bocas-de-lobo'' junto ao meio-fio toda a água da chuva. Essa água sempre corre na superfície, encharcando os sapatos dos pedestres que por ali transitavam no velho calçamento. Agora, são centenas de metros quadrados de tijolinhos que receberão a água da chuva sem possibilidade de escoamento subterrâneo. O projeto prevê esses drenos? Não percebi nenhuma obra que venha a solucionar esse problema antigo e estou antevendo um futuro problema! Com a palavra a Secretaria de Obras da Prefeitura.

MÁRIO DA CONCEIÇÃO MENDES (aposentado) - Londrina


Buracos sem fim

Com relação à reportagem sobre os buracos nas ruas de Londrina (Folha Cidades, 12/9), gostaria de lembrar que a Avenida Santos Dumont, cartão postal da cidade, também está cheia de buracos. Outras ruas do Aeroporto também, como a rua nos fundos da antiga Skol e a Avenida do Café. A cidade está simplesmente abandonada. É uma vergonha para todos nós londrinenses.

CLAUDINEI NANZOLI PINHEIRO (técnico em eletrônica) - Londrina


Dignidade

Fico admirada quando ouço os argumentos usados pelos políticos perante a imprensa. São discursos mirabolantes, compostos por um ostentoso vocabulário que nos surpreendem ao relacionarmos com a prática dos mesmos, conduzindo-nos a um descrédito político. Numa entrevista, o prefeito Nedson Micheleti justificou a impossibilidade do reajuste salarial ao declarar que ''os servidores municipais são tratados com dignidade e recebem bons salários''. No entanto, como pode haver dignidade (respeitabilidade) quando ele proporciona um aumento salarial para alguns de seus servidores e desconsidera as reivindicações justas dos demais? Ou será que o prefeito está apresentando um novo significado para a palavra dignidade?

SUSANA FRASSON RIBEIRO SANTOS (professora) - Londrina



Jogo de bicho

Fiquei constrangido frente a reação do governador e candidato à reeleição sobre o jogo do bicho durante entrevista a uma emissora de TV. Tamanha cara-de-pau ao se declarar surpreso com a displicência com que o cidadão paranaense faz sua ''fezinha'' nas casas lotéricas e as ruas. Para piorar a situação, vociferou que irá deflagrar uma operação para combater o jogo de bicho no Paraná. O senhor já foi mais criativo governador. Notei que foi pego de surpresa, mas daí afirmar e prometer uma coisa que não irá cumprir, nos faz lembrar da promessa do pedágio: ''Ou abaixa ou acaba''.

ANTONIO CARLOS JANNINI BARTHOLOMEI (cirurgião dentista) - Santo Antonio da Platina



Vida profissional

Referente à matéria publicada dia 12/9 (Folha Cidades, pág. 4), acredito não ser tão altos os salários já que para chegar lá é preciso muita dedicação e investimento e são cargos de muita responsabilidade. O que não acho justo é um trabalhador ganhar salário de R$ 350 e ter que ''se virar nos 30'' para arcar com suas despesas. Um ''próprio-otário'' ou empresário para abrir seu próprio negócio tem que ter capital, estoque, pagar aluguel, água, luz, telefone, impostos, funcionários e ficar meses sem lucro enquanto um senador ganha R$ 12.720,00, mais 13º, 14º, 15º, moradia de R$ 2,750,00, carro, motorista, correio, celular, passagem aérea e para contratar funcionários pode gastar R$ 72.400,00, mais R$ 15 mil para investir no escritório. Por que eles podem ficar com o sálário livre e nós além de pagar nossas despesas temos que pagar as deles também?

GISLAINE APARECIDA DA SILVA MARTINS (lojista) - Londrina


Pombos de Londrina

Foi publicada no dia 31/8 na Folha de S.Paulo nota informando que o Ibama autorizou a captura e abate das pombas Zenaida auriculata em 65 cidades do Paraná durante o mês de setembro. Não há limite de quantidade de aves a serem abatidas. A captura deverá ser feita, apenas, por armadilhas e mediante cadastro - de quem, do captor ou das pombas? Londrina também está enquadrada nesta autorização? Se está, a solicitação já deve ter sido feita há bastante tempo, pois sabemos que estas decisões governamentais demoram a ser tomadas. Se a solicitação já existia, por que toda a mobilização popular, quando simplesmente se aguardava uma posição do órgão competente para que fosse cumprida? Ou será que toda essa movimentação, que agora me parece inócua, tinha outra finalidade, como desviar o foco de discussão de outros assuntos mais polêmicos, como a quase total inexistência de administração municipal na cidade?

NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina


Sonho interrompido

É com muita tristeza e revolta que os estudantes de Direito da Unopar, campus Arapongas, vêem mais um conceituado coordenador do curso deixar o cargo. Motivos? Não podem trazer ou expor projetos, sonhos e/ou melhorias para o curso, devendo apenas acatar as ordens. Segunda-feira, os estudantes de Direito fizeram uma manifestação para tentar demonstrar que o problema não está nos coordenadores. Em nome de todos os estudantes de Direito, gostaria de parabenizar o magnífico trabalho realizado pelo professor e coordenador Vitor Hugo Nicastro Honesko que ao ver seus planos, projetos e sonhos sempre serem interrompidos ou frustrados optou por pedir demissão.

LARISSA MOURA (estudante de Direito) - Arapongas


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