Greve dos servidores

A greve do funcionalismo municipal está causando um grande mal a todos os habitantes de Londrina. As empresas que estão iniciando atividades não conseguem alvarás necessários ao seu funcionamento, evitando não só a criação de novos empregos que atenderiam aos desempregados, como também a geração de mais receita ao erário público municipal proporcionada pelo aumento de empresas no município. Para estancar essa greve precisamos de um mediador que seja culto e, acima de tudo, preocupado com os problemas que afligem o povo. Sugiro que essa função recaia na pessoa do nosso recém-empossado arcebispo dom Orlando Brandes. É preciso que os dirigentes das mais importantes entidades representativas, inclusive da imprensa, lhe dêem o apoio. Se assim for feito, a solução para esse impasse, que muito prejuízo está causando à população de Londrina, com certeza e com as bênçãos de Deus, será alcançada para ambas as partes.

JUVALDIR BILHÃO (corretor de imóveis) - Londrina


Greve e diálogo

Acompanho de longe a greve na Prefeitura de Londrina e fico abismado com a capacidade de luta dos servidores e de sua liderança e também com a intransigência de nosso prefeito. Chamar para o diálogo o Sindserv vem fazendo há tempos, desde antes da última greve, o novo é que a sociedade agora está pedindo, desde a classe política (Câmara dos Vereadores), até entidades de classe e as igrejas, em especial dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, mas ainda de forma tímida. Não cabe aqui deslocar o texto em favor de um ou outro, mas reforçar a urgência em abrir canais para a necessária conversação. As lideranças devem insistir e intensificar as chamadas para o diálogo, como a soberana forma de resolução de conflitos.

MARCIO LUIZ CARRERI (professor) - Londrina


Segurança jurídica

''Empresários sofrem com a falta de segurança jurídica''. Esse é o título de uma reportagem publicada domingo na Folha que me chamou a atenção. Diria que outros segmentos da sociedade sofrem do mesmo mal. Com o excesso de medidas provisórias, o governo usa e abusa para subtrair direitos e afrontar a Constituição. O servidor público é o que mais tem sofrido com essas medidas, taxando aposentados e quebrando a paridade entre ativos e inativos o governo ignora a Constituição, tripudia em cima do direito adquirido e usando de sua força consegue aprovar quase tudo que manda ao Congresso. Resta o Poder Judiciário que devido a sua morosidade, pouco se pode esperar. Tem ainda, o inconveniente de que a cúpula da justiça é indicada e nomeada pelo Poder Executivo. Não há, portanto, a independência que se deseja para obtenção de um julgamento com maior rigor. Isso ficou muito claro com a taxação dos aposentados. Nesse caso, o clamor dos empresários, é o mesmo de toda a sociedade, que juntos devem exigir regras claras e segurança jurídica.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


Delazari responde

Sobre nota divulgada na coluna de Ruth Bolognese, sob o título ''Problemas na Segurança'', na edição do último dia 6, na Folha de Londrina, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, nega veementemente que tenha declarado que ''fica estarrecido quando recebe as estatísticas de violência nos finais de semana no Paraná'', como está afirmado na nota. O discurso feito por Delazari, durante a entrega do ''Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito'', se referiu exclusivamente à violência no ''trânsito'', que, infelizmente, é o principal fator a colocar Curitiba entre as 100 cidades brasileiras com maior número de mortes violentas. De acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, Curitiba só é a 6 capital do país em número de mortes violentas por causa dos acidentes de trânsito. Caso fosse levado em consideração apenas o número de homicídios, Curitiba estaria na 66 posição do ranking. Portanto, além de não esclarecer sobre o assunto em questão (trânsito), a nota ainda tenta induzir levianamente o leitor a acreditar que o tema tratado seja a segurança pública, com foco na ação policial, já que até mesmo o nome do evento ''Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito'' é omitido e tratado apenas como ''Prêmio Volvo de Segurança''.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO PARANÁ - Curitiba


Monsanto esclarece

Com relação à matéria publicada na edição de domingo neste Jornal sobre a suposta relação entre uma proposta de autoria do deputado federal Abelardo Lupion (PFL/PF) e a venda de uma fazenda de propriedade da Sementes Agroceres S/A (Monsanto é sucessora legal por força incorporação) para empresa da família do parlamentar, a Monsanto esclarece que a empresa Sementes Agroceres S/A promoveu um processo aberto para venda, pelo melhor preço, de uma fazenda localizada em Santo Antonio da Platina. A Pecuária Seletiva Beka Ltda. (de propriedade da família Lupion) foi vencedora com a melhor oferta e, em 14 de outubro de 1999, firmou um compromisso (irrevogável) de compra e venda. Com relação à emenda à Medida Provisória 223/2004 (quando em tramitação no Congresso Nacional), para possibilitar o uso de glifosato pós-emergente na soja RR na safra 2004/2005, diversos parlamentares apresentaram emendas, entre elas apenas uma na qual o deputado Abelardo Lupion participou em conjunto com outros deputados, entretanto, referida emenda não foi adotada pelo relator da MP, portanto a mesma nunca foi contemplada no texto da Lei.

MONSANTO DO BRASIL - São Paulo


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