Politicalha

Trabalhar e respeitar. Ao final da campanha política espero não ter de mudar o significado destas palavras. Sinceramente, se falar tudo o que penso a respeito dos candidatos que ocupam cargos hoje, com certeza seria preso. Será que eles assistem o horário político? Ser político hoje nada mais é do que sinônimo de mentira e corrupção. E não é tudo o que penso a respeito, e ainda sou ''obrigado'' a votar. Candidato Lula: será que não seria mais indicado que se afaste do cargo que ocupa até que o povo julgue se volta ou não para a respectiva cadeira mesmo não sendo digno da mesma? Algum dia, tenho fé, que surgirá alguém para mudar tudo isto.

VALTER APARECIDO LANDGRAF (assistente técnico comercial) - Cornélio Procópio

Voto: nossa arma

O voto é a arma do cidadão. Este velho jargão é lugar comum em todas as campanhas. Nós fomos vítimas de uma campanha sórdida pelo desarmamento. Aliviado do peso da tua arma de fogo, você conserva só o teu voto, para a tua defesa pessoal, da tua família e para acabar com os bandidos que cada vez aumentam mais. O que o governo conseguiu com a campanha do desarmamento foi dar mais segurança aos assaltantes, aos sequestradores, aos traficantes e assassinos. Despojado das tuas armas verdadeiras, use o teu voto como arma na defesa da tua família, da tua comunidade, da tua Pátria, das instituições, da sociedade e da ética. O teu voto é, agora, a tua arma! Não dê a qualquer um, seja bem exigente! Se com o teu voto ajudas a eleger um corrupto você é cúmplice dele e por analogia um corrupto também.

PAULO BODNAR (funcionário público) - Londrina


Voto e barganha

Na iminência de mais uma eleição, gostaria de alertar todos aqueles que irão cumprir seus deveres eleitorais que não barganhassem seu voto com alguns ''políticos'' que não têm a capacidade de executar uma campanha limpa e honesta, mas ao contrário disto, constroem sua campanha em cima de bases apelativas, se esforçam ao máximo para angariar votos por troca de supostos ''benefícios''. É lógico que não resolveremos todos os problemas políticos da nação, mas essa é uma de nossas armas para lutar nessa guerra desigual. Se entregarmos essas armas nas mãos de alguns ''políticos'' que estiverem no poder, eles não serão misericordiosos na hora de nos dar um tiro à queima-roupa.

ANDERSON SOUZA DE OLIVEIRA (bacharel em Teologia) - Cambé


Impunidade

Não só as falcatruas, mas, sobretudo a impunidade, está deixando a classe política desacreditada pela opinião pública. As reformas até hoje feitas foram apenas para retirar direitos dos aposentados, e instituir a contribuição de inativos. A reforma política, tão necessária para evitar os descalabros que estão acontecendo até hoje não saiu do papel. Para coibir a corrupção e aplicar penalidades cabíveis temos que ter instituições fortes e independentes. O poder Judiciário, o ministério público, precisa agir com independência. Enquanto estiver a cargo do poder Executivo a nomeação dos dirigentes do Judiciário, não vamos ter uma instituição forte com plena liberdade para aplicação de penalidades necessárias a fim de acabar com os corruptos e os corruptores desse País. As carreiras típicas de Estado terão que ter prerrogativas próprias, para agirem em nome do Estado, e não para atender governantes de plantão. Precisamos todos, sem distinção vivermos sob o império da lei.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina



Fraude na Saúde

O triste nesta história toda de corrupção entre Planam e parlamentares - escândalo das sanguessugas - é que o povo é prejudicado duas vezes. Perdemos por saber que aqueles a quem elegemos estão usando o poder que lhes demos nas urnas para nos usurpar e enriquecer. Perdemos também porque a qualidade do atendimento na saúde pública fica seriamente comprometida pelas ambulâncias sucateadas que são compradas. É um absurdo saber que além de nos burlar com emendas fraudulentas, as ambulâncias -em sua maioria - não estão equipadas adequadamente e assim, não podem ser usadas, ou se são, precariamente. Só espero que desta vez justiça seja feita, e possamos por coerência ganhar ao invés de uma, quatro vezes: primeiro em ver os políticos corruptos perderem seus mandatos; segundo por se tornarem inelegíveis; terceiro por vermos o dinheiro desviado voltando para o fim devido; e quarto quando precisarmos de um atendimento de urgência contarmos com ambulâncias bem equipadas.

ARMANDO ALTINO DA SILVA JÚNIOR (pastor) - Luiziana


Corporativismo

Foi extremamente vergonhoso o comportamento do senador João Alberto Souza, do PMDB-MA, ao tentar arquivar o pedido de investigação de três senadores envolvidos com sanguessugas. Só não arquivou por eficiência da imprensa, que fez com o escândalo repercutisse por todo o país, antes de ser concluído. Agora, todo sem graça e com uma cara que já não consegue enganar mais ninguém, vem dizer que vai investigar. Partindo de uma pessoa do caráter demonstrado pelo senador, não dá para acreditar. Prevalecerá, para variar, o corporativismo indecente que reina no Congresso há décadas.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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