CARTAS
Crianças e política
Onde estão os defensores do Estatuto da Criança e do Adolescente quando permitem que crianças e até bebês apareçam em propagandas políticas, sejam elas disfarçadas em forma de prestação de contas da Prefeitura, seja descaradamente no palanque eleitoral ou no horário político da TV? Quem garante que diante deste lamaçal de corrupção que estes inocentes não estão fazendo propaganda de futuros e atuais saqueadores do país? Alguém pode me dizer quanto a Prefeitura e os governos do Estado e do Brasil irão gastar com ''publicidade'' até o dia 3 de outubro?
RUBEM CAUDURO (educador) - Londrina
Acesso à Rodoviária
Dia 9 de maio deste ano, neste mesmo espaço da Folha, comentei que as pessoas que se dirigem de carro para o Terminal Rodoviário de Londrina correm sério risco de assalto na Rua Potiguares, aquela que liga a Jorge Casoni à Dez de Dezembro. É uma curta rua, a única que permite a quem vem do centro ou das zonas Sul e Oeste chegar ao pátio do Terminal. Há terreno baldio à direita e alguns comércios de ferro-velho à esquerda. O semáforo da Dez de Dezembro é extremamente demorado e os condutores, principalmente à noite, ficam expostos e indefesos. Sugeri na época que se criasse uma alça de acesso exclusiva para quem vai ao Terminal, sugeri em outra ocasião que se pudesse utilizar da Rua Amadeu Mortari também para entrada ou até mesmo um viradouro na Dez de Dezembro. Como de costume, nenhuma providência foi tomada, e o perigo continua. E certamente continuará até quando algum fato grave acontecer com alguém que poderia ter dado alguma solução preventiva.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor e professor) - Londrina
Acorda Brasil!
É incompreensível e inaceitável após tantas mentiras, omissões e corrupções no atual governo, Lula estar liderando as pesquisas de intenção de voto. Com grande possibilidade, inclusive, de ser reeleito no 1º turno. O Brasil, infelizmente, está um mar de lama e os grandes responsáveis somos nós, cidadãos omissos e eleitores de memória curta. Reeleger Lula é estar sendo solidário com valerioduto, mensalão, dólar na cueca, sanguessugas e programas sociais eleitoreiros que estão acabando com a dignidade e auto-estima do cidadão carente. Sabemos que não há candidato salvador da pátria. Não podemos, entretanto, reeleger um presidente que diz não ter conhecimento dos fatos lastimáveis de corrupção ocorridos, frequentemente, em seu governo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Assistencialismo
Apesar de estar fora do Brasil em intercâmbio estudantil na Universidad Mayor de San Andre na Bolívia, acompanho a Folha pela internet e gostaria de comentar as opiniões dadas neste espaço sobre assistencialismo. Sempre leio opiniões contrárias ao assistencialismo, mas o interessante é que estas pessoas só são contra o assistencialismo que é oferecido a pessoas pobres como o Bolsa Família, cotas na universidade e a invasão da reitoria da UEL pelos estudantes mais necessitados por melhores condições de moradia. Porém, não encontro opiniões contra o assistencialismo oferecido às pessoas com condições melhores de vida como é o caso das bolsa de mestrado e doutorado. O incrível é que há estudantes contrários ao assistencialismo que estudam em universidade pública de qualidade sem pagar nada. Isso não é uma forma de assistencialismo? É dever do Estado transformar a sociedade mais justa para todos e o assistencialismo é uma ferramenta, principalmente, se tratando de ajuda aos universitários de baixa renda. Temos que lutar e exigir que o Estado cumpra seu papel.
AMILTON APARECIDO ALVES (estudante de Agronomia) - La Paz (Bolívia)
Apagão na UEL
A Divisão de Segurança da Universidade Estadual de Londrina não registrou qualquer incidente durante o apagão da última terça (29/8), segundo informou a coordenadoria de Comunicação Social da UEL. Que outro nome pode ser dado ao fato de vários rapazes terem arriado as calças e se exibirem no estacionamento durante o ocorrido? Ninguém da universidade ajudou os alunos a saírem de suas salas e chegarem às suas conduções. Que o problema não tenha sido causado pela UEL é perfeitamente compreensível, mas que não estejam preparados para contingências é imperdoável.
FERNANDA TIRICO FELIZATTI (estudante de Direito) - Londrina
Propostas decentes
Tenho observado que as propostas dos candidatos a deputado, nos programas de rádio e televisão, continuam sem nenhuma criatividade e na mesmice de sempre: mais emprego, mais recursos para a educação e saúde pública, mais segurança, etc. Falam como se tivessem tanta força para atuar nessas áreas. Se é que estão bem-intencionados, esses candidatos deveriam apresentar propostas na área na qual eles têm mais poder de decisão e que dependem quase que exclusivamente das suas vontades para aprovação das medidas, como: 1) redução do recesso parlamentar para 30 dias no ano; 2) fim do foro privilegiado para parlamentares e governantes; 3) fim do voto secreto nas votações da Câmara e Assembléias Legislativas; 4) fim das emendas orçamentárias individuais; 5) redução do número de deputados na Câmara e nas Assembléias; 6) redução a níveis honestos de todas as verbas e demais penduricalhos criados por suas excelências. Se assim agirem, demonstrarão seriedade, honestidade e darão prova que realmente pretendem moralizar o poder legislativo do país. Fica aqui o desafio.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina





