CARTAS
Reféns
Com exceção da classe política, os demais brasileiros vivem como reféns. Os ricos são sequestrados, maltratados e humilhados como objetos a serem trocados por polpudos resgastes. Os pobres são prejudicados pelas greves, que os humilham e os expõem à falta de tudo (transporte, saúde, educação), enquanto os grevistas brigam por aumento de salários. Os sindicalistas incitam as greves e impedem que os funcionários dedicados voltem ao trabalho. As criancinhas são abraçadas e beijadas por políticos corruptos visando o voto dos pais, que lhes trará vantagens pecuniárias. Os jovens são impedidos de trabalhar enquanto menores, permanecendo no ócio e sendo empurrados para a marginalidade e as drogas. Para completar um londrinense, candidato a deputado estadual, quer fazer de reféns as donas de casa prometendo aposentadoria para todas, o que não é de sua alçada e sim do governo federal. E o pior é que tem gente que acredita!
MARIA HELENA GARCIA PEREIRA (aposentada) - Londrina
Greve dos servidores
A greve dos servidores municipais já passa da quarta semana e eles devem preocupar-se, visto que parece não terem um patrão e sim um algoz. Os algozes não costumam negociar com suas vítimas, mas oprimi-las, ameaçá-las, castigá-las. Está sendo negado a esses trabalhadores algo muito comum que ocorre entre partes que têm um acordo trabalhista: diálogo. O londrinense deve acautelar-se, pois está à mercê de um administrador que não prioriza soluções para questões que afetam diretamente o cidadão que o elegeu. Quero clamar à sociedade organizada e pedir que reflita sobre essa greve e a postura que está sendo tomada em relação a ela: assistam ao filme (ou leiam o livro) ''A Revolução dos Bichos''. Para o prefeito e os que com ele governam deixo uma palavra: humildade. Para nós, que servimos com o nosso trabalho digno, muitas vezes realizado sem os recursos necessários: coragem!
MARLI MEISEN BLEINROTH (funcionária pública municipal) - Londrina
Patrulha Escolar
Tenho lido na Folha de Londrina alguns estudantes se manifestarem sobre a humilhação a que são submetidos nas revistas policiais dentro das escolas. Deve-se salientar que essas ações estão amparadas na forma legal, são de extrema necessidade e realizadas dentro do maior respeito e profissionalismo. Se a Patrulha Escolar existe deve-se às situações problemáticas envolvendo ''estudantes''. Bons tempos aqueles em que a educação vinha de casa e cabia à escola o preparo intelectual.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (funcionário público) - Cambé
Voto consciente
Quando era adolescente ouvia pessoas mais velhas dizerem: ''O povo não sabe votar''. Não entendia o que isso significava, mas hoje aprendi e vejo que a nação brasileira ainda tem muito o que aprender. Nossa memória é curta e votamos nos mesmos malandros que nos roubaram há alguns anos. Por isso, vejo como foi possível eleger um presidente como o atual. Não aceito ver o meu país ser governado por um homem que nem curso superior tem e nenhuma qualificação em administrar qualquer coisa. Trabalhei duro para pagar meu curso superior, foram 5 anos lutando e abrindo mão de muitas coisas para me formar. Deveria existir uma espécie de vestibular para ser candidato a qualquer cargo político. E a média deveria ser 8 numa escala de 1 a 10. Pense no futuro na hora de votar. Escolha o candidato não pela esmola que ele dá, mas sim pelo seu perfil, projetos e histórico profissional e político.
EMILIO GLIENKE (diretor administrativo) - Arapongas
Missão de paz?
O ditado violência gera violência já está superado ou esse negócio de Missão de Paz da ONU deveria mudar de nome. Como uma missão de paz pode intervir com guerra em um país? Como o exemplo das tropas enviadas ao Líbano pela Itália? O Hezbollah, inimigo de Israel, está sendo visto por todos como terrorista. Na verdade, ninguém sabe ao certo se esse grupo é de terroristas assim como se havia ou não armas nucleares no Iraque ou se é uma milícia de proteção que o país necessita. Mas como a violência entra em cena para assim ter a ''paz'', farão guerra em cima de guerra para defender seus interesses econômicos e, claro, o mais forte sempre vence.
VINÍCIUS ELIUD GONÇALVES (estudante) - Londrina
O que fazer?
A minha amada Londrina está abandonada, imunda e fedida de cocô das pombas, caos no trânsito, buracos nas calçadas, obras começadas e paradas, greve dos funcionários públicos e sem prefeito, pois não é que o rapaz está sendo processado e anda fugindo das suas responsabilidades? Dá vontade de sumir da cidade. Mas o meu querido Paraná se encontra na mesma situação: com um governador pinóquio que promete e não cumpre, que adora cuidar da família empregando ela em cargos do nosso Estado, que não abaixa o preço e nem acaba com os pedágios, que fala mal dos outros e faz a mesma coisa que outros faziam usando a mídia para se promover. É, por aqui também não dá! Fazer o quê? Mudar pra onde se as sem-vergonhices do presidente cego perseguido político aposentado e de seus companheiros sanguessugas, mensaleiros e mentirosos me alcançariam, como me alcança a exagerada cobrança de tributos, que tira um curso de inglês, uma aula de balé, uma academia ou uma vestimenta melhor das minhas filhas. É, está difícil, e a máxima de que ''brasileiro profissão esperança'', foi-se.
LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





