Menores e bebidas
Tendo em vista que existem bares em Londrina que não exigem comprovação de idade para a venda de bebidas alcoólicas, conforme determina a lei federal, peço às autoridades do Conselho Tutelar agirem com urgência em trabalho conjunto com a PM, visando coibir esse tipo de infração. Muitos menores de idade ficam sujeitos a distúrbios de conduta, agressividade, atos de criminalidade, podendo entrar em coma alcoólico por ingestão excessiva de bebidas, muitas vezes associado a entorpecentes. O assunto é grave e merece uma atenção especial das autoridades responsáveis.
PAULO BODNAR (servidor público) - Londrina

Pesquisas eleitorais
Todos os dias é publicada, em algum jornal, uma nova pesquisa sobre três candidatos à Presidência e dois candidatos a governador. Aqueles que estão buscando a reeleição sempre estão na frente, disparados, ganhandojá no primeiro turno. A profusão de pesquisas é tal que, a partir de um certo ponto, comecei a fazer o seguinte questionamento: alguém está, realmente, pesquisando? Em Londrina, até hoje, não vi uma única equipe de pesquisa realizando seu trabalho e temos, pelo menos, duas empresas do ramo de porte. Minha atividade profissional faz com que eu circule pelo Calçadão todos os dias e nada vejo. Jamais alguém perguntou minha opinião. Então, fica a questão: as pesquisas estão sendo feitas ou apenas os gráficos são traçados com os percentuais que, sabe-se, agradarão os que já se encontram no poder? Seria o cúmulo do abuso da manipulação da opinião pública.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Cidadania
O crescente desinteresse da sociedade em relação a esta eleição é preocupante à solidez da recente democracia brasileira. O descaso e descrédito ao trabalho do governo correspondem à ausência de cobrança e distanciamento do cidadão ao meio público. Sendo uma questão pouca discutida no Brasil, a política encontra ambiente frutífero para a corrupção e o totalitarismo. Antes, nessa época, por conta de dinheiro, camisetas, bonés, dentaduras e comícios oferecidos pelos partidos políticos, o povo mostrava um efêmero interesse no assunto. A maior exposição das práticas escusas dos nossos governantes, aliadas às restrições das campanhas eleitorais, está revelando o nosso despreparo no exercício da cidadania. Enquanto o comprometimento social ser motivado por barganhas, promessas e provocações, o sistema democrático será obsoleto em nosso Brasil.
VIVASVAN PRADO (relações públicas) - Curitiba

Última guerreira
Após mais de vinte anos de covardias e marasmo político, surgiu uma verdadeira guerreira no meio de tantos acomodados e ladrões do dinheiro publico. Ironicamente o destino escolheu uma mulher para defender o povo e os interesses da nação. De corpo franzino e voz fraca devido a sua bronquite-asmática, Heloísa Helena transforma-se numa poderosa onça pantaneira, contra corruptos espalhados pelos três poderes e principalmente contra os banqueiros que canalizam para seus bolsos toda a riqueza nacional, através da vergonhosa agiotagem, com o total aval do governo, sem nenhum remorso pelo mal que causam à população. De origem humilde, como a do Presidente, mas de inteligência, integridade e cultura invejáveis, professora universitária licenciada de epidemiologia, sem vencimentos, talvez seja a nossa última chance de tentar moralizar o Brasil. Foi expulsa do PT por não aceitar as regras do partido, consideradas por ela imorais. Agiganta-se ao criticar duramente o atual modelo econômico, que só beneficia bancos. Partido fraco com candidata forte para presidente. Merece nosso voto e todo o nosso respeito.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina

Política
Eu não entendo por que essa corrida maluca por um cargo público eletivo.
Não pode ser apenas pelo salário que irão receber durante os quatro anos de mandato, porque muitos gastam mais que isso somente na campanha. Também, não deve ser por amor à Pátria, ou por algum idealismo. O eleitor convidado a dar o seu voto consciente, analisar, pensar, não tem muita escolha, porque exigir que seus candidatos sejam heróis e idealistas é quase impossível.
ANTONIO PEREIRA (contador-auditor) - Londrina

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