Apagão na UEL

Terça-feira, por volta das 21 horas, acabou a luz na UEL deixando alunos, professores e funcionários no escuro. Com todos tentando voltar para casa, houve aglomeração, tumulto e empurra-empurra nos pontos de ônibus. Na tentativa de ajudar os colegas, liguei para o Terminal, informando a contingência. Pediram para que ligasse para a Grande Londrina. Conversei com o encarregado que disse que não poderia mandar mais ônibus (''eles têm horário''). Pedi por favor e ouvi uma grosseria. Liguei para a polícia. Perguntei se eles não poderiam fazer a gentileza de ligar na empresa de ônibus e pedir por favor também. Não podiam e desligaram na minha cara. Ninguém quis ajudar. Voltamos todos para casa no escuro. Será que o apagão foi por falta de pagamento? Será que alguma coisa estragou na UEL? Será que todo mundo conseguiu chegar em casa em segurança? Para quem vou reclamar da Polícia Militar, da Grande Londrina e da CMTU?

FERNANDA TIRICO FELIZATTI (estudante de Direito) - Londrina

Chega de enrolação

Acredito que nenhum cidadão em sã consciência crê no que os políticos estão prometendo nas campanhas eleitorais. São exatamente as mesmas promessas ditas por todos os políticos das outras eleições e que, se formos ver, nem 5% foram cumpridas. A única coisa que fizeram foi aumentar as próprias contas bancárias e bens pessoais, além de arranjarem emprego para todos os familiares. Isto já vem desde o descobrimento do Brasil. Todos os políticos prometem mundos e fundos antes das eleições, quando são eleitos ninguém sequer sabe onde se escondem. Será que os militares não seriam uma boa escolha na atual situação?

RODRIGO OTAVIO BARBOSA CAMACHO (supervisor de atendimento) - Londrina


Protesto justo

Como podemos confiar em nossos representantes no momento em que concedemos uma procuração para agir em prol da coletividade? É assim que acontece quando votamos e elegemos nossos governantes. Vejam quantas promessas fazem antes de serem eleitos. A classe dos professores é gênero de primeiríssima necessidade, todos os candidatos prometem valorizá-los e investir na educação, mas o que se vê, depois da eleição é justamente o contrário: nenhum candidato eleito no passado deu atenção merecida aos professores e à educação. Os professores estão com toda razão, têm mesmo que protestar e transformar o dia 30 de agosto num dia de mobilização nacional em favor da educação neste País. Quem sabe um dia a classe política passe a entender que sem educação nunca sairemos deste marasmo social.

JOÃO MORETTI (advogado) - Porecatu



Greve e diálogo

Não sou filiada a nenhum partido político e tão pouco ligada a algum sindicato, portanto estou isenta de qualquer intenção político-sindical. O prefeito Nedson alega não ter como conceder reajuste aos seus colaboradores, mas aumenta sistematicamente todos os anos os valores dos impostos a receber. Dois pesos, duas medidas. Senhor prefeito, aja como na época em que era líder sindical e nas suas duas campanhas para prefeito, quando ia pessoalmente ao encontro daqueles que hoje não conseguem encontrá-lo. Lembre-se que os verdadeiros líderes e administradores surgem nos momentos difíceis. Encare seus funcionários, sente à mesa, dialogue, proponha alternativas. Está somente em suas mãos a oportunidade de mudar o cenário e, por conseguinte, a sua credibilidade perante os que o elegeram.

IRACEMA MOREIRA (arquiteta) - Londrina


Segurança

As mudanças eficazes do novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina são simples e inteligentes. As duplas de soldados (''Cosme e Damião'') em serviço no Calçadão foram distanciadas. Cada soldado caminha em um lado da calçada, passando, com isso, sensação que o efetivo da Polícia Militar dobrou. E, nas pistas de caminhadas do Lago Igapó, a dupla de policiais que trabalhava a pé, nos horários de pico, passou a montar a cavalo ou a conduzir motocicletas. Dessa maneira, o seu poder de ação e a nossa condição de proteção e de segurança aumentam sensivelmente.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina



Poluição visual

Ano eleitoral e já começou a poluição. Para todos os lados que se olha (caixas de correio e jardins das residências) só se vê papel: os famosos ''santinhos'' que tomaram formatos e tamanhos diferentes, mas que continuam a incomodar o cidadão. Agora até mesmo pelo orkut somos assediados pelos candidatos. Mas o que mais me irrita é saber que isso demanda uma boa soma em dinheiro. Vocês já pararam para analisar quantos litros de leite, quanto de arroz, feijão entre outros alimentos poderiam ser comprados e doados aos orfanatos com esse dinheiro? O candidato que fizesse isso com certeza teria o meu voto. Mas isso não deveria ser feito como forma de angariar votos, mas sim tendo em seus corações a certeza de se estar fazendo a coisa certa. Então candidatos, que tal separar uma pequena porcentagem gasta com esses papéis horrorosos e fazer essa boa ação?

ELAINE PORTEL CÉSAR (eletrotécnica) - Londrina



Correção

- Por falha técnica, dois números do infográfico publicado ontem na página 5 saíram errados. No Brasil, 19.170 candidatos já foram deferidos pelos tribunais regionais eleitorais, e não 1.917. No Paraná, 28 candidatos foram indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado, e não 8.

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