Racismo na rua

Segunda-feira, estava na Avenida Bandeirantes e atravessei na faixa de pedestres com o sinal fechado para os automóveis e aberto a pedestres. De repente, uma bicicleta com dois adolescentes quase me atropelou. Sem paciência, ele foi logo me xingando de ''japonês desgraçado!, sai da frente!, abre o olho!''. Fiquei triste porque ele não tinha o direito de me ofender. Quando cheguei em casa, meditei como está nosso Brasil. Quando eles estiverem se sentindo igual a mim, vão perceber como é ruim ser discriminado. Por isso, não gosto de discriminar ou brigar com ninguém, e sim respeitar sempre a pessoa que está ao meu lado. O Brasil precisa de mais disciplina.

JACQUES HARUO FUKUSHIGUE CHIBA (estudante, 11 anos) - Londrina


UEL e cotas

Em resposta a carta ''Opinião retrógrada'' (25/8), gostaria de dizer ao autor que como ele mesmo sabe a Constituição garante a liberdade de expressão. Sou graduada pela UEL e, durante todo período que lá estudei, trabalhei muito para pode manter meu transporte, moradia e alimentação. Consegui trabalho correndo atrás e não esperando que o governo batesse em minha porta e me oferecesse uma oportunidade. Sei que o desemprego é grande, mas existem muitas oportunidades de estágio. Não sou ''bairrista'' como foi dito, apenas acredito que deveria haver cotas para os estudantes de Londrina e região que estudaram em escola pública. Fico triste de saber que um estudante de Direito concorde com o assistencialismo.

VANESSA APARECIDA PIERONE (estudante de Direito) - Londrina


Metamorfose

Estamos novamente às vésperas de uma eleição. Nessa época, os políticos cancelam suas viagens turísticas, saem dos condomínios fechados, guardam seus vários carros de luxos na garagem. São travestidos de um estereótipo de humildade/simplicidade. Apresentam-se com um discurso que os coloca em um patamar de humanitários. Entre seus discursos e suas ações existe um abismo. Deveríamos sim ouvir suas propostas, mas também observar suas ações e pesar as incoerências.

ANDERSON SOUZA DE OLIVEIRA (bacharel em Teologia) - Cambé


Exemplo do vôlei

Ao assistir aos jogos da seleção de vôlei, sob o comando sério de Bernardinho e comissão técnica, ficamos imaginando a seleção de futebol comandada por tal perfil. Teríamos, com certeza, uma equipe sem privilégios e com muita garra. Dessa maneira, sem dúvida, melhores resultados viriam nas competições por ela disputadas. Parabéns, seleção de vôlei pela dedicação e pelo título de campeã da Liga Mundial. Finalmente o hexacampeonato!

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Greve e prejuízo

Não sou contra os funcionários e muito menos contra o Sindserv, mas o povo está sofrendo com a greve na Prefeitura. Não poderiam ter paralisado só os órgãos dos quais o povo não necessite? Tinha uma consulta marcada em um Posto de Saúde, porém não me fez falta. Mas pensem nos idosos ou naqueles que necessitam de um remédio que tinham consultas agendadas e não foram atendidos? Será que não elegemos um prefeito para resolver o problema? Sinceramente, não acho justo.

EDMILSON SEBASTIÃO DA COSTA (estudante) - Londrina


Lixo em Cambé

Um fato interessante na Câmara Municipal do Município de Cambé chamou a atenção nos últimos dias: foi rejeitada pela maioria dos vereadores a proposta de ouvir a população sobre a terceirização ou não da coleta de lixo. Os vereadores são eleitos para representar o povo. Me parece que a população representada por diversos clubes de serviço, igrejas e associações quer ter o direito de opinar. Quem o Legislativo representa, o povo ou o Executivo? Enquanto a discussão vai se acirrando, o serviço de coleta de lixo ainda deve funcionar a todo o vapor depois que milhares de panfletos ''apócrifos'' foram lançados em todo o município questionando este equívoco dos vereadores.

PAULO SÉRGIO NEGRI (professor) - Cambé


Mais maracutaia

Só agora o Ministério Público Federal denuncia uma irregularidade praticada pelos deputados federais conhecida por toda a sociedade. Trata-se da contratação de 2.080 assessores especiais, sem concurso, com salários que chegam a oito mil reais, para permanecer nas bases de suas excelências sem fazer nada a não ser campanha política para a reeleição dos seus poderosos chefões. O custo anual desses inúteis aspones é de R$ 136 milhões, pagos pelo contribuinte. A colaboradora do falso beato Severino dedica-se em tempo integral à campanha do safado que, réu confesso em prática de corrupção, tem sua eleição garantida em seu antigo curral. E aí, vem o dirigente da mais desacredita das instituições nacionais, com a maior cara-de-pau dizer que não tem controle sobre essa legião de desocupados espalhados pelo país, anunciando a demissão de apenas dois, incluindo a aspone do bode Severino que, com certeza, a contratará depois de eleito.

ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina

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