CARTAS
Greve e culpa
Até quando o contribuinte dependente do serviço público vai pagar a conta? Sindicalistas intransigentes, empregadores inflexíveis, Ministério Público e direitos humanos estáticos. É o caos. Contribuinte tendo prejuízo, usuários necessitando de atendimento. Deveria ser assim: o teu direito de greve e protesto termina onde começa o meu em ter um atendimento digno e justo, que inclusive é pago (e caro) pelo mau atendimento. É preciso uma análise crítica da situação para ver quem é realmente o prejudicado e quais são as reais intenções por trás deste tipo de atitude que penaliza a população. Nem mesmo com a campanha de vacinação de crianças inocentes tiveram a sensibilidade de dar trégua à paralisação.
AUGUSTINHO BRAÇAROTO (contador) - Londrina
Cara-de-pau
A situação do povo está cada vez mais difícil. Vejo isso todos os dias: pessoas que compram mercadorias e não têm como pagar, pessoas que têm seu cadastro limpo, andam de Mercedes, têm casa em condomínio, mas sempre usam as mesmas desculpas: o cheque acabou, minha conta está bloqueada, etc. Onde está a palavra do ser humano? Acabou? Infelizmente, a mentalidade de alguns continua assim. Aonde vamos parar? Continua aquela velha lei de Gerson: levar vantagem em tudo, certo?
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Eleição
O PT após Lula poderá até desaparecer. Lula é aquilo que podemos chamar de liderança natural ou líder nato. Um mito. No Distrito Federal o PT não avança e deverá ganhar o PFL. São coisas que após essas eleições os cientistas políticos terão muito que analisar. Numa recente pesquisa mais de 50% do eleitorado não votariam se o voto não fosse obrigatório. É preciso repensar o Brasil e o que a sociedade quer e a reforma política que desejamos.
ANTONIO PEREIRA (contador-auditor) - Londrina
Futebol x política
Impressionante o patriotismo demonstrado pelo brasileiro quando o assunto é futebol. As atividades econômicas param quando a Seleção entra em campo. No entanto, a maioria não se recorda em quem votou para deputado. Se todos os brasileiros se interessassem pela política como se interessam pelo futebol, acompanhando seus representantes com o mesmo empenho, com certeza a situação política de nosso país estaria melhor.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Voto nulo
O voto em branco quer dizer: ''para mim qualquer um está bom''. O voto nulo quer dizer: ''nenhum desses me serve''. Aí vem a questão: será que os candidatos que estão se apresentando vão trabalhar sério de segunda a sexta? Ter férias no máximo 30 dias por ano como todo trabalhador? Ganhar um salário justo e não essa imoralidade que é hoje? Reduzir o número de assessores, cotas, verbas, auxílios (que mais o salário nos custam por volta de R$ 100 mil mensais cada um)? E que vão cumprir tudo o que estão dizendo? Em propaganda da Justiça Eleitoral uma das mensagens é: ''você é o patrão, você é quem contrata''. Só que nós (patrões) não podemos demiti-los por justa causa. E, ciente da impunidade, em quatro anos dá pra fazer um bom ''pé-de-meia''. Depois de refletir sobre tudo isso qual a sua decisão? Você confia em algum candidato? Se não, faça como eu: nulo neles em protesto.
CLODOALDO PADOAN (gerente de vendas) - Londrina
Concerto da Osuel
Com as dependências do Teatro Ouro Verde repletas, apresentou-se uma vez mais na última quinta-feira, a Orquestra da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) sob a regência do jovem maestro Henrique Vieira. O concerto contou com a participação da internacional soprano paranaense Marília Vargas que emocionou a todos com sua potente voz, interpretando criações de Berlioz. As obras apresentadas representaram uma novidade caracterizando o espírito de renovação do repertório da Osuel. Entretanto, essa característica surprendeu os presentes acostumados a uma seleção habitual de obras mais de cunho popular, embora uma renovação fugindo do trivial, seja uma característica certamente louvável.
ARISTIDES MAKOWICH (médico e musicólogo) - Arapongas
Cassaram Plutão
O dia 24 de agosto deixa de ser uma data histórica só no Brasil (suicídio de Getúlio Vargas) e passa a ser também no planeta. Só muda o ano. Não é que mandaram o nanico Plutão pra segundona? O fato nem serve de consolo para o Timão que também corre risco de rebaixamento (mas pode se reestruturar e voltar à elite do futebol). Já nosso querido Plutão não vai contar com essa chance. Caiu, e pronto! Qual seria o motivo? Seria, por acaso Plutão um filho da plutona? É nessas horas que faz falta o Stanislaw Ponte Preta. E como fica a cara dos astrólogos, numerólogos e outros ''logos'' que vivem adivinhando coisas? Adeus, nanico duma figa, vá procurar um lugarzinho em outra galáxia!
CÉSAR FORTUNATO RESTA NETO (representante comercial) - Curitiba





