Praças de Londrina
Não é minha intenção entrar no mérito da avaliação das condições gerais das praças de Londrina, até porque não tenho critérios para isto. Vou acreditar na avaliação feita pelo sr. Fabio Reali, diretor da CMTU, e publicada na Folha na última quarta-feira, em que ele afirma serem boas as praças de Londrina. Entretanto, não é isto o que me preocupa, mas são as praças e centros de convivência cultural e saudável que estão faltando às crianças e jovens que vivem na periferia e que, por falta de tais centros, são deixados à mercê da marginalidade, sem que os agentes sociais lhes garantam o direito a viver com dignidade. É sobre estas praças que estou perguntando. Onde estão elas? E o que dizer de espaços como cinemas e teatros? Aí, é sonhar demais.
REGINA CÉLIA ESCUDERO CÉSAR (professora) - Londrina

Greve e prejuízo
Sabemos que a greve faz parte de um mecanismo de negociação, porém coloca-lá em prática sem observar os prejuízos que isso acarreta à população mais carente e necessitada, a torna um ato irresponsável. Ambos os lados prefeitura e servidores são os únicos culpados por este impasse. No entanto, as consequências maléficas só recaem no lombo do cidadão londrinense.
ROSANGELA DA SILVA (auxiliar administrativo) - Londrina

Político
Até que ponto vai a responsabilidade pela palavra dada por político? Sim, porque é fácil prometer. Difícil é depois ter que engolir o cidadão eleito arrolado em escândalos, como mensalão, sanguessugas e todo tipo de baixaria. Fala-se em voto consciente. Qual seria este voto? É aquele prestado ao menos ruim ou aquele em branco, nulo ou até mesmo a abstenção? Estamos vendo que os escândalos ''estão cheirando a pizza''. A culpa é do eleitor. Esta situação só vai mudar o dia em que tirarmos do poder estes políticos sem palavra e mal-intencionados. Isto é possível já nesta eleição. Devemos observar o histórico do candidato e se ele foi citado em algum escândalo. O candidato eleito pode ser culpado pela ação direta ou pela omissão, pois deveria ter compromisso apenas com a competência e a ética, e não com compromissos assumidos com ''doadores de campanha''.
AUGUSTINHO BRAÇAROTO (contador) - Londrina

Salve-se quem puder
Em época de reeleição o Congresso Nacional esvazia e tudo fica parado. Medidas Provisórias que vêm do Poder Executivo são aprovadas sem nenhum critério ou análise. Ou se aprova como está ou a MP perde a validade. Assim é que se tornam leis matérias lesivas a determinados segmentos da sociedade. Resta posteriormente, aos prejudicados, impetrarem ação junto ao Judiciário, que dado a sua morosidade, as vítimas ficam mesmo é no prejuízo. Salve-se quem puder!
ANTONIO PEREIRA (contador-auditor) - Londrina

Obrigado, Brandão
Após 30 anos dedicados ao ensino de basquete, nos cursos de Educação Física da UEL, o professor Brandão está se aposentando. Nos conhecemos na UEL, no início da década de 80, e desenvolvi respeito e amizade por este grande homem. Hoje, de volta ao curso de Educação Física, fiquei triste por saber que não terei aulas com ele. Porém, em uma conversa aprendi algumas coisas que gostaria de compartilhar. Em sua avaliação destes 30 anos, disse: ''Lembra de 1980? Eu era o único professor negro do Centro de Educação Física. Sabe como é agora? Passei por muita coisa boa, mas também por todo tipo de discriminação, e de traição. Vi pessoas capazes serem desprezadas e os amigos dos chefes acumulando cargos. Sofri, passei raiva e tristeza. Mas ninguém conseguirá me arrancar a alegria e a satisfação de saber que contribuí com o meu melhor para a formação pessoal e profissional de milhares de alunos''. Professor Brandão, obrigado pela aula!
RUBEM CAUDURO (estudante de Educação Física) - Londrina

Conciliar é imoral
Fiquei estarrecido ao ler o artigo ''Conciliar é legal'' (Espaço Aberto, 23/8), assinado por dois membros da comissão Executiva do Movimento pela Conciliação do Conselho Nacional de Justiça. O direito de cada cidadão deve ser inegociável quando se ajuiza uma ação contra outra pessoa. Ou tem direito, ou não tem, e isto somente deveria ser julgado por juiz togado com amplos conhecimentos de direito e não por simples conciliadores que nem sempre têm saber para julgar ou dar palpites em ações litigiosas. No Juizado Especial não se paga nada para cobrar valores muitas vezes indevidos e aí entra a mediação dos conciliadores tentando e somente protegendo quem está cobrando, pois invariavelmente o ônus da prova cabe ao presumido devedor. As conciliações só servem para desafogar a Justiça e os juízes e prejudica uma das partes.
JOÃO CARLOS COSTA BARROSO (comerciante) - Londrina

Complemento
Com o objetivo de melhor esclarecer as posições da Sociedade Rural do Paraná faz-se necessário registrar que em sequência a minha declaração de que ''temos duas opções: criar um plano alternativo para atender a demanda por terra ou partir para o confronto'', publicada na última quinta-feira, no Caderno Economia, também afirmei que o referido confronto se daria através de ações nos ambientes político e jurídico, exclusivamente.
ALEXANDRE LOPES KIREEFF (presidente da Sociedade Rural do Paraná) - Londrina

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