Pombas

Finalmente alguém resolveu ir a fundo na questão das pombas, procurando uma saída científica. A matéria publicada pela Folha na última sexta-feira teve a profundidade necessária, mostrando um jornalismo responsável, eficiente e objetivo. Não adianta ficar falando qualquer coisa, colhendo opiniões de cidadãos que, apesar de bem-intencionados, desconhecem as opções técnicas e científicas para a resolução do problema, suas causas e efeitos. Matar ou não? A questão não é tão ''simples'' assim. É preciso consultar especialistas, estudar a fundo experiências já vividas em outras comunidades e procurar soluções viáveis já comprovadas anteriormente. Parabenizo a Folha de Londrina que deu um exemplo aos cidadãos e aos nossos dirigentes e políticos de como devem ser resolvidos todos os problemas que surgem: através de estudos, planejamento e principalmente com soluções definitivas e não soluções capengas, amadoras e eleitoreiras.

ANDRÉ EDUARDO PULLIN LAZZARINI (médico veterinário) - Londrina

Ignorância x burrice

Ignorantes somos todos um pouco porque ignorar é desconhecer e, felizmente, temos sempre muito ainda a aprender. Agora burrice vem do comportamento do burro, animal que empaca e não vai nem pra frente, nem pra trás. Por uma característica de personalidade, alguns governantes adotam a burrice como prática. Após ver publicadas na Folha de Londrina reportagens mostrando a experiência malsucedida de matança de pombos em outras cidades e a opinião de quem comandou essa operação classificada como frustrada e também os dados estatísticos de uma universidade que estudou criteriosamente a relação doença x pombos e registrou cerca de 300 casos em 14 anos, imaginei que a questão estaria, pelo bom senso, resolvida. Qual a minha surpresa ao ler no jornal dizendo que vão matar mais de 50 mil. Creio que estava certa ao afirmar que a audiência pública era uma ''balela'', pois a decisão já estava tomada. O que está por trás disso? Uma atitude infantil de birra? Uma personalidade obsessiva? Perversa? Ou ainda questões ''comuns'' em nosso horizonte político: desperdício de dinheiro público? Maneiras de se desviar verbas? Quanto vai custar essa atitude comprovadamente ineficaz, segundo os estudiosos, cuja reportagem está na Folha? Depois querem internar os ''loucos''!

MARISTELA DE MELLO KOSINSKI (psicóloga) - Londrina

Guerra às pombas

Sobre o destino das pombas que invadiram a cidade, creio que o bom senso deve predominar sobre os ambientalistas. Coexistência é impossível. Sou dos que preferem a sombra acolhedora das árvores ao esterco das pombas. Este transformado em poeira veicula doenças agravando a saúde dos alérgicos ou provocando bronquites. O certo é que doenças respiratórias estão aumentando e a bacteriologia ainda não nos alertou sobre outras enfermidades mais sérias. Insisto, guerra às pombas antes que elas nos expulsem da cidade.

JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina


Romaria da Terra

É pena que a CPT agiu apenas com a intenção de chamar a atenção da imprensa e das autoridades na 21 Romaria da Terra, domingo, em Tamarana. Padres e bispos que nem sabiam para que lado Tamarana fica, se utilizando de dados desatualizados do IBGE de quando Tamarana era recém-emancipada de Londrina, prejudicaram a cidade que tem um enorme potencial turístico, produz mais de 80% das verduras de folha que entram na Ceasa, possui vários assentamentos que deram certo e são modelos para o Brasil, etc. Aqui nem tudo é perfeito, mas também não é esta realidade miserável apresentada pela CPT. Quanto ao meu dízimo, vou repensar o seu destino.

ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Tamarana


Câmera indiscreta

Causou-me indignação a localização de uma câmera filmadora no interior de uma loja de conveniência de um grande posto de abastecimento de combustíveis, localizado na Av. Maringá, em Londrina. O motivo da indignação? A dita está posicionada no teto, bem em cima do balcão, exatamente onde efetuamos pagamentos com cartões e, obviamente, digitamos nossas senhas. Já reclamei por duas vezes com a atendente que disse que levaria a reclamação ao responsável, mas nada foi feito.

LAERTE DIAS GÔNGORA (bancário aposentado) - Cornélio Procópio


Troca de comandante

Há pouco mais de um ano fui vítima, lamentavelmente, de uma armadilha promovida por integrantes do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina. Durante uma blitz, alguns policiais ''produziram'' quatro multas. Não satisfeitos, apreenderam meu carro e, para fechar a sequência de arbitrariedades, deram voz de prisão a mim e ao meu advogado por desobediência. Após alguns dias, comparecemos à sede do 5º BPM e pedimos, por meio de IPM, uma resposta do comando que justificasse a ação desastrosa dos policiais. Até hoje a instituição não se manifestou. O único parecer foi emitido pela justiça comum: a Promotoria arquivou o termo circunstanciado de infração penal. Por essas e outras, dou as boas-vindas ao novo comandante e espero, sinceramente, como cidadão e contribuinte, que ele consiga reduzir a criminalidade em nossa cidade. Quem sabe desta vez terei a resposta - que ainda aguardo - e da maneira mais contundente: o cumprimento da lei, da ordem e da verdade por parte daqueles que têm por obrigação e por opção profissional fazê-lo.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

mockup