CARTAS
Voto nulo
Você se considera um cidadão esclarecido, capaz de discernir bem nesse emaranhado de mistificações? Revolta-se com a desfaçatez de tantos homens públicos? Não entende como Lula surfa impunemente nessa maré de lama podre e dispara nas intenções de voto? Percebe que ele, ou sabe de tudo e é igual aos outros, ou não sabe de coisa alguma e é o mais nocivo de todos? É contra mensalão e mensaleiros? Discorda do financiamento público de vândalos, invasores e saqueadores? Avalie, então, à luz disso tudo, a mensagem que não pára de ser enviada para o meu e o seu correio eletrônico: ''Anule o Voto!''. Na prática, significa dizer que um sujeito como você (esclarecido), para o bem dos safados, deve ficar tão longe quanto possível das decisões que ocorrerão no próximo mês de outubro. Ou ainda, em outras palavras, que você deixe essa coisa de eleição para os demagogos e suas vítimas, os populistas e sua clientela, os corruptos e seus corruptores. Faz todo sentido. Eles querem que você caia fora, que se mande para a praia. Já pensou nas consequências que advirão se todos os eleitores com seu perfil atenderem o que lhes está sendo solicitado?
RENILDO VICENTE QUEIROZ (consultor técnico em biotecnologia) - Ibiporã
Democracia
No manual de poder dos políticos, a lição mais importante é a de cooptar membros de partidos opostos e aumentar o número dos que só dizem sim. A constatação de que cada um tem seu ''preço'' fica cada vez mais perceptível com os inúmeros festivais de compras e barganhas ocorridos Brasil afora. A falta de argumentos idealistas e razões convincentes para atrair o adversário encontra uma linguagem mais chamativa e mais rápida, a do dinheiro. Grandes ofertas anulam compromissos assumidos com o partido, com os eleitores e o eleito passa a ser um joguete nas mãos de seu proprietário. A ignorância política, a cegueira adquirida com o poder, a ganância, o pouco respeito ao próximo, a subestimação ao adversário, não permitem o desenvolvimento da cidadania e nem deixam entender que a oposição é necessária e ajuda a fortalecer qualquer governo. Sem oposição a democracia deixa de existir, a argumentação perde o objetivo e as idéias fenecem. A democracia só se justifica pelo fato de permitir o questionamento.
VIVASVAN CAMPOS E PRADO (relações públicas) - Curitiba
Educação, base de tudo
Todo dia a mesma coisa: os políticas pensam que somos uma corja de estúpidos. Talvez, sejamos. Pergunto às pessoas e maioria diz que não vai votar no atual presidente, nem nos deputados que aí estão, mas como estão liderando as pesquisas? Alguns candidatos falam da segurança, saúde, saneamento etc., mas tudo se deriva de uma premissa só educação. Quem vota no atual comandante não são os que lêem jornais. Analisem os candidatos. Será que não está na hora de dar uma chance a outros e só permanecer aqueles que fazem alguma coisa? Não esqueçam também que em bairros, que ficaram sem esgoto por muito tempo, estão colocando agora. Mas existem políticos da região que usam tais obras para dizer que foram eles que fizeram. Pensem antes de votar!
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Bancos
Os bancos continuam cada vez mais abusando da clientela, sobretudo no atual governo, onde fazem o que bem entendem sem prestar obediência a ninguém. Não bastasse parar de receber diversas contas (tipo água e luz) no caixa, agora muitos bancos impuseram que depósitos abaixo de determinado valor devem ser efetuados pelo próprio depositante no serviço de auto-atendimento, onde o valor é colocado em um envelope para posterior averiguação. É um acinte! O cidadão tem o direito de ver seu dinheiro contado na sua presença, para depois não receber ligação informando que o valor não confere, e ser obrigado a engolir. Apesar do enorme apoio financeiro que oferecem aos políticos para as coisas continuarem assim, está passando da hora de cortar a asa dessas instituições.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Alvará
Alvará é um documento passado por autoridade oficial concedendo ou confirmando atos ou direitos pelas Prefeituras ou da área judiciária. Assim diz, atos ou direitos. Certo comércio, se estabeleceu na minha rua (centro da cidade) e não é compatível com os outros comércios ali estabelecidos, mas a Prefeitura liberou o alvará autorizando seu funcionamento. Será que ela não sabe que tem proprietários, comerciantes e famílias ali residentes? Ou não sabe que está prejudicando alguém? Faz-se-de-conta ou os outros que se danem. Cansado de ver as coisas acontecerem, você liga para aquele departamento, reclama e lhe dizem: ''Faça um abaixo-assinado, prepare e mande''. Você encaminha e fica na expectativa que seja atendido e que o problema seja resolvido, mas que nada. Joga-se o problema de um departamento a outro fora da Prefeitura que não compete julgar o mesmo. É um jogo de empurra. Será que prestamos só para pagar impostos? Aí você vê quanto é caro sermos honestos. Peço que mudem tais atitudes. Vamos resolver as coisas erradas, o contribuinte está cansado de ser enganado. Saibam senhores, somos os fiscais da nossa rua, nos respeitem, se têm competência para dar alvará façam o mesmo para cassá-lo ou está faltando alguma coisa? Onde está a moralidade e os nossos direitos?
PEDRO VICCI (aposentado) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





