Greve

Sei que para muitos a greve dos servidores municipais não é uma greve política. Entretanto, como educadora, estou em greve por defender essa bandeira, pois se queremos de fato construir uma sociedade justa e digna para todos, não podemos deixar que governantes que defenderam tanto os princípios democráticos ao menos hoje não cumpram os direitos constitucionais. O que ensinaremos aos nossos alunos sobre cidadania, além do direito ao voto, se ao serem eleitos os governantes arrumam a casa segundo o seus interesses?

JOENICE BETTANIN DIAS (professora) - Londrina


Reféns de multas

Recebi multa de trânsito referente ao seguinte fato: ''Deixar de indicar mediante gesto realização de manobra, na rua Piauí com rua João Cândido''. Valor da multa: R$ 127,69. Dois absurdos: primeiro, a prevalência absoluta da versão do agente sobre a versão do motorista, tornando o motorista refém do agente. Segundo, como é que vou fazer o excelentíssimo agente entender que, tratando-se de faixa exclusiva de quem vai virar à esquerda (como é o caso da faixa da esquerda da rua Piauí, na confluência da a João Cândido), não há necessidade de indicação nenhuma, pois eu não poderia agir de outro modo. Mas, o agente mostrou serviço e os cofres municipais vão receber R$ 127,69. Coitado dos motoristas.

JOSUÉ GROTTI (aposentado) - Londrina


Corrupção em Rondônia

Em jornalismo, fato espetacular vira notícia. É o que aconteceu com o único deputado que não se envolveu no escândalo de Rondônia, que atingiu o Executivo e o Judiciário. Ora, a surpresa maior está no fato desse deputado não ceder aos instintos da ''comercialização da alma'' como fizeram os de ''sapatos flutuantes'', ter sido o único que não meteu a mão na grana e não ter sua cara estampada pelo noticiário. É bárbaro! Esse mereceria ser reeleito. Pena existir gente de memória curta, cedendo ao discurso fácil do político profissional e sanguessuga.

ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) - Curitiba


Policiais

Como em todo segmento profissional, na polícia também temos os bons e os maus profissionais. E, neste momento delicado e vergonhoso em que dois policiais militares expuseram seus amigos de farda, é necessário frisar a importância dos policiais para a sociedade. Estamos vivendo, com certeza, um dos momentos mais inseguros de todos os tempos e os policiais dignos e éticos, sem dúvida a grande maioria, são a esperança de todos nós.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Prender e soltar

Já assistimos este filme aqui mesmo em Londrina. Alarde, prisões, algemas, Polícia Federal, notícia em horário nobre e manchete em diário de renome. E o povo com a certeza de que ''agora vai''. Assim que a poeira baixa e a memória do povo (que já é curta) muda o foco das atenções para outro escândalo: têm início os aconchavos, os apadrinhamentos, o corporativismo e os alvarás de soltura. Nada que infrinja a lei: tudo ''dentro dos conformes''. Eis que os piores bandidos, os mais repugnantes exemplares da espécie humana (aqueles que roubam o povo crédulo) são colocados em liberdade. Alguns até reassumem seus cargos, com polpudas indenizações, continuando suas ações acima da lei que só vale para ''os sem-cargo'',''os sem-privilégio'' e ''os sem-padrinho''. O caso do mensalão, dos sanguessugas e agora de Rondônia, demonstram que estamos com problemas sérios em todos os poderes. Não serão somente as eleições que mudarão a situação, mas sim uma escola de qualidade que se preocupe com a formação moral dos jovens. Cabeças erradas serão muito difíceis de mudar.

ESMERALDINO FRANCO (professor) - Londrina


Bingos

Gostaria de parabenizar o colunista Luiz Geraldo Mazza pela seguinte analogia: ''Que bom seria se a nossa polícia combatesse o crime com a mesma eficiência com que não permite abertura de bingo, mesmo apoiado em decisão judicial''. São posturas como essa que ajuda-nos a sair do campo da hipocrisia e enfrentarmos a realidade, avaliando que hoje um dos maiores problemas de nosso país é a geração de empregos. Estamos num ano de eleições e nossos candidatos, em todas as esferas, prometem lutar pelo emprego da população, porém fechando bingos não estaríamos de forma alguma contribuindo para isso. Como presidente do Sebesp (Sindicado das Empresas de Bingo do Estado de São Paulo) e vereadora em São Paulo venho lutando há anos pela ''bandeira da regulamentação''. Não desistirei que os impostos, que são milhões por mês, sejam destinados à manutenção de uma melhor qualidade de vida ao povo que tanto sofre por esse Brasil.

BILU VILLELA (vereadora e presidente do Sebesp) - São Paulo


Correção

- Diferente do que foi publicado ontem na coluna Sociedade Londrina - Folha 2, o curso na Associação Odontológica do Norte do Paraná é de pós-graduação, e não de mestrado.

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