CARTAS
Morte das pombas
Fiquei indignada ao ler e ver reportagens sobre a matança dos pombos e saber que a promotora do meio ambiente é a favor de matar as aves. Pensei que ela estivessse ali, ganhando salário pago pelo povo, para defender a qualquer custo. Chega a ser ridículo quando o SOS Animal pede alguns trocados para o poder público e a resposta sempre é a mesma: não há recurso! Mas para matar as aves arrumaram R$ 120 mil ''rapidinho''. A alegação de doenças não tem fundamento. Acho que é porque elas sujam alguns belos carros nas avenidas. O pior é que parece que a decisão já foi tomada. Deveríamos fazer como aquele menino de Altonia que ofereceu a sua cidade para abrigar as pombas na reserva de Ilha Grande. Que Deus tenha piedade de nós.
MARIA DE LURDES COGO MORENO (dona de casa) - Londrina
Greve dos servidores
O movimento grevista dos servidores municipais de Londrina continua firme com um forte componente: a insatisfação com a irresponsabilidade da administração petista. O prefeito, em sua queda de braço com a direção do sindicato da categoria, não tem a sensibilidade e humildade necessária a um administrador público para dialogar com a categoria através do sindicato. E agora, no alto da sua prepotência, não quer saber de nenhum diálogo com a categoria. Algumas poucas manifestações de eleitores neste espaço têm criticado a postura dos servidores com a justificativa de ser o serviço público uma atividade essencial, por isto não passível de greve. Para os críticos que acreditam que os servidores prestam um bom serviço à comunidade e não têm qualquer correção das perdas salariais há pelo menos dois anos, sugiro que prestem concurso público e trabalhem voluntariamente para o município. Quem sabe aí, vão sobrar mais recursos para a administração contratar novos ''cupinchas'' em cargos comissionados e mais ''assistentes sociais'' para ampliar as reuniões com os beneficiários de algum dos programas eleitoreiros e continuar sutilmente ameaçando se o candidato tal não for eleito ou reeleito o benefício poderá ser cancelado.
LOURIVAL BARBOSA (militar aposentado) - Londrina
Roupas infantis
Referente à matéria ''Roupas infantis: por que elas custam caro?'' publicado quinta-feira, no Caderno Folha Economia (pág. 1), concordo com as entrevistadas e acrescento que se tornou ainda mais caro levando em consideração que as crianças crescem tão rápido que, às vezes, uma peça dá para usar uma vez tornando a roupa quase descartável. Acho que as fábricas deveriam se contentar em ganhar pela quantidade e não explorar os sentimentos das mães. Elas exploram porque sabem que uma mãe não mede esforços e compra, mesmo achando que está caro. Outro motivo é que são obrigadas a comprar porque as crianças perdem as roupas muito rápido, não é como adulto que se quiser passa anos sem comprar.
GISLAINE APARECIDA DA SILVA MARTINS (lojista) - Londrina
Corrida maluca
É dada a largada para a ''Corrida maluca''! Os competidores são antigos, mas continuam concorrendo a cada quatro anos. Este ano parece que os Dicks Vigaristas vão conseguir a tão sonhada vitória. É verdade que está bem desbalanceado pelo excesso de Dicks Vigaristas, mas se prestar atenção a essência é a mesma da Quadrilha da Morte. Há ainda o glamour da doce Penélope Charmosa. Até outubro acompanharemos essa ''engraçada'' corrida à procura do menos desastrado, pois a princípio todos estão com cara do Peter Perfeito. Em mais alguns dias já visualizaremos o Sargento Bombada atirando em tudo, o Rufus Lenhador derrubando os limites de qualquer plano, e o Professor Aéreo com suas idéias mirabolantes. O Cupê Mal-Assombrado e os Irmãos Rocha com suas idéias da idade da pedra, certamente só aparecerão na reta final, em outubro, e com muita dificuldade veremos o Tio Thomas e o Chorão, uma vez que tamanha simplicidade está querendo distância da corrida. Enquanto isso, vamos acompanhando os pequenos vôos do Barão Vermelho no sobe e desce das pesquisas. Infelizmente, a classe política virou uma grande gozação. Tenho esperança que logo mudaremos essa obscura visão ou então faremos como o cachorro Mutley, sorriremos até mesmo da desgraça.
DANIEL PEREIRA COELHO (bacharel em Administração de Comércio Exterior) - Rolândia
Sapos engasgados
Depois de muita luta o Brasil deu um grande salto em sua literatura com a Semana de Arte Moderna de 1922, cujos autores são coroados com louros pelas idéias e iniciativas de ''descolonizar a literatura brasileira''. Porém, quase 85 anos se passaram e depois deste salto não demos mais muitos passos. Estamos meio que estagnados. Vivemos numa época em que somos estimulados a ler e ter opinião, mas não a escrevê-las. Aqueles poucos animados acabam encontrando inúmeras barreiras começando pela falta de valor dado a nossos contemporâneos autores. Hoje, as livrarias podem não estar repletas de parnasianismos perfeitos na forma, é fácil, até, encontrarmos versos livres e brancos, mas parecem ter passado por uma fôrma de idéias para agradar o paladar de editoras e críticos. Somos todos tão diferentes em nossos modos de agir, quanto mais em nossas idéias, mas o tempo não vai nos esperar, as próximas gerações só terão acesso àquelas idéias que lhe forem confiadas. Já é 2006, precisamos trabalhar, contar, nossas ilusões, dúvidas, sonhos, desafios, romances, utopias, indignações, lutas, problemas, vitórias. Só assim nos tornaremos eternos como aqueles primeiros disseminadores da tão diversificada língua brasileira.
JULIANNE MEYER SOARES (estudante do Ensino Médio) - Mauá da Serra
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





