CMTU responde

Com relação à carta publicada na edição de ontem sobre os serviços de capina e roçagem em Londrina, a CMTU informa: o lote 08, na quadra 40, do Portal de Versalhes II, foi roçado uma vez em 2002, duas vezes em 2003, três vezes em 2004 e uma vez em 2006, porque o proprietário, sr. Walter Campos, descumpriu a lei 4.607/90, artigos 106 e 107, do Código de Posturas do Município. As roçagens foram feitas após vencido o prazo de 15 dias dado aos donos de terrenos, por meio de notificação pública em jornais, para procederem a limpeza de seus imóveis. Todas as roçagens feitas pela CMTU no terreno do sr. Walter Campos estão documentadas com fotografias que mostram a situação do imóvel antes e depois da limpeza. Encaminhamos fotos à Folha de Londrina, e temos à disposição cópias para quem quiser comprovar como se encontrava o referido terreno. A cobrança das roçagens feitas pela CMTU está prevista na mesma lei 4.607/90, artigo 2º, portanto, a CMTU age dentro da legalidade.

FRANCISCO MORENO (presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização - CMTU) - Londrina

Exceções na PM

As imagens de bandidos infiltrados na Polícia Militar roubando o toca-CDs de um carro em Curitiba nos leva a fazer algumas perguntas. Quem é a regra e quem é a exceção? Até onde cada um de nós é responsável por isto? Conhecendo a Polícia Militar do Paraná há mais de 20 anos, garanto que a regra é a maioria absoluta de homens e mulheres honestos e competentes. Muitos idealistas e verdadeiros heróis que colocam suas vidas em risco todos os dias para proteger as nossas. Muitos que poderiam fazer muito mais pela segurança pública não fossem os entraves e obstáculos gerados pelos interesses políticos de governo após governo. A exceção são aqueles mostrados na TV, manchando a imagem de uma instituição com mais de 150 anos de existência. A exceção é o pior tipo de bandido: aquele que se esconde atrás da farda. A nossa responsabilidade é a de denunciar os bandidos sejam eles fardados ou engravatados, é exigir a prisão e a punição. Mas, nossa responsabilidade também é a de defender, apoiar e reconhecer o bom trabalho que, apesar das dificuldades, é feito todos os dias. É exigir que o governo e o Poder Judiciário dêem condições e fiscalizem para que a polícia trabalhe corretamente. Não fique no bar contando casos de um guarda lhe exigiu dinheiro (suborno), seja cidadão útil à sociedade e o denuncie para que seja preso.


RUBEM CAUDURO (professor) - Londrina


Segurança em Londrina

Sobre as questões de segurança pública em Londrina, julgo necessário reafirmar: 1- que os problemas de segurança pública têm inúmeras causas e a busca de solução deve envolver várias instituições (dentre as quais, mas não unicamente, a Polícia Militar), além da própria sociedade; 2- que o major Altivir Cieslak, enquanto esteve interinamente no comando do 5º Batalhão da Polícia Militar procurou, conforme suas possibilidades, obter o máximo de resultados no combate à criminalidade em nossa cidade e região.

LEONIR BATISTI (promotor de Justiça) - Londrina



Major Cieslak

O secretário estadual de Segurança Pública anunciou a vinda de até 150 PMs para Londrina, a criação de uma companhia na região norte e a instalação de um distrito policial na zona sul. Por que só agora isso foi anunciado? Não somos bobos não, secretário. O senhor nos diz que o subcomandante major Altivir Cieslak, que interinamente esteve no comando do 5ºBPM, não respondeu durante esse período e que o rendimento dele caiu, mas não houve queda na qualidade do serviço. Nada mais contraditório. Posso atestar que todas as vezes que nossa comunidade recorreu ao major Cieslak, fomos prontamente atendidos. Nós é que vamos promover um rodízio do senhor e de seu antecessor, o governador-secretário: vamos oxigenar este Estado. Tenente-coronel Joacir José da Silva, seja bem-vindo! Major Altivir Cieslak, muito obrigado!

LIDMAR JOSÉ ARAÚJO (presidente da Associação de Moradores do Jardim Shangri-lá B) - Londrina


Trabalhador rural

Ao ler a reportagem ''Vida nova e iluminada'' publicada no Caderno Folha Rural (5/8), refleti sobre a situação em que se encontram diversos moradores da zona rural. É de chocar ver um produtor de leite tendo que conservar o resultado de um dia inteiro de trabalho, no caso o leite no latão, numa represa. Mas, como poderíamos ficar sabendo disso, se não fosse alguém fotografar a cena e produzir uma matéria? E como causar polêmica e pressionar os governantes que fingem serem cegos aos problemas agropecuários, senão através da imprensa? É impressionante como uma vida mais confortável pode resultar em tantos benefícios para pessoas que simplesmente querem uma vida melhor. Hoje a terra já não é mais vista como sagrada e sinônimo de riqueza, e sim apenas um elemento da natureza que suja os sapatos dos políticos que de vez em quando vão beijar as criancinhas cheias de fome e desesperança.

WILAME DO PRADO ELIAS (estudante de Jornalismo) - Maringá


Educação desprezada

Fiquei indignado e triste ao ler reportagem ''Infra-estrutura das escolas expõe contraste'' (Folha Cidades, pág. 3, 10/8). Apesar de frequentemente estar dentro das escolas, não sabia qual era o valor do fundo rotativo (verba que serve para manutenção das escolas). Perto do tanto arrecadado, os governos estadual e federal não devem ter escrúpulos. Por que se gasta R$ 1.800 com um preso e apenas R$ 1,80 com cada estudante? A verba federal é de menos de R$ 0,50 por aluno! Será que assim teremos uma educação de qualidade?

EDMILSON SEBASTIÃO DA COSTA (estudante) - Londrina

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