Greve

Sou da opinião que se existe alguém que não está contente com o que faz, peça a conta e vá fazer o que gosta para não prejudicar ninguém nem a si próprio. Como cidadão londrinense, peço ao senhor Marcelo Urbaneja que arrume outro emprego porque com suas atitudes somente prejudica Londrina. E sugiro aos que o acompanham que façam o mesmo: peçam a conta e vão fazer o que gostam com os salários que lhe são oferecidos.

LUCAS CALVI (executivo de vendas) - Londrina


Susto no avião

Com um humor negro, os comissários de bordo do vôo JJ 3040 explicaram aos passageiros que não havia risco de queda do Fokker 100 da TAM anteontem em São Paulo. Apesar da porta ter caído, quem não passou apuros e não teve medo de ser sugado? Em terra, com o impacto da porta no solo, as pessoas pensaram que era um ataque do PCC pelo ar. Moral da história: pânico na terra e no ar. O povo de São Paulo não merece isso. A TAM deveria aposentar os Fokkers que já causaram alguns acidentes, como o de 1996 com 99 mortos em São Paulo.

JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) - Curitiba


Extermínio das pombas

Se cogita exterminar as inocentes mas problemáticas pombinhas. Tenho comigo que o problema não será resolvido. Agindo assim, necessário seria ver as causas e não os efeitos. A ganância do ser humano, sequioso de fortuna é a culpada maior de tudo isso que está acontecendo em Londrina com referência às aves. Depredaram a natureza, sumiram-se as matas, poluíram os rios, sufocaram o próprio ar, deixando a atmosfera irrespirável. Com isso, faltam os predadores naturais, além de outras maneiras que determinam a proliferação dessas aves, como os inseticidas. O próprio estrume delas, que serviria de adubo às lavouras, hoje é perigoso contaminante no chão negro do asfalto. Se elas aqui estão, estão em busca de sua própria sobrevivência.

PAULO CESAR JORGE (cirurgião dentista) - Londrina


Falso moralismo

De tempos em tempos o falso moralismo fica evidente. Ridícula a reação das pessoas quanto aos assuntos mais polêmicos. A indignação frente a um depoimento sincero de uma senhora na terceira idade, maravilhada com a magia de um orgasmo, é de chocar. Por que a indignação? Pela idade? Pelas palavras que ela usou? Ora, são as mesmas que usamos no dia-a-dia! E nenhuma outra se encaixaria tão bem! Deveríamos corar o rosto cada vez que uma denúncia de corrupção fosse anunciada! E defender com entusiasmo que providências fossem tomadas. As coisas boas da vida também merecem ser discutidas.

MAIARA ALEXANDRE (estudante de Direito) Cambé


Política e futebol

Interessantes as soluções para os problemas no Brasil. No futebol, bastou demitir o Parreira, extinguir a comissão técnica e ''solucionaram'' o vexame da seleção. Em Londrina, falta mobilização pela segurança e faltam leitos nos hospitais, saneamento. Há indústria de multas e a preocupação são os pombos. E na política? Temos um presidente da República ausente, existe corrupção, mensalão; um homem de 75 anos é ignorado (Itamar Franco), os aposentados tiveram negado o aumento nos benefícios, o aumento foi considerado ''politicagem''. Será que Lula não gosta dos velhos? Ora ''companheiro'', basta morrer antes e jamais será um velho. Para estes problemas, a solução será a reeleição? Não basta o desastre que está sendo em Londrina? A solução não estaria no exemplo da CBF?

MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina


Inclusão nas escolas

Interessante a matéria ''Inclusão nas escolas esbarra no despreparo de professores''. Porém, discordamos quanto à desculpa dos profissionais da educação quando se dizem ''despreparados''. Alunos com necessidades educacionais especiais sempre estiveram presentes nas salas de aulas do ensino regular, com exceção dos que apresentam comprometimento. Portanto, não se trata de algo novo que o professor não tenha tido a oportunidade ou interesse em buscar novas formas de conhecimento que contemplem o direito à flexibilização curricular a todos os alunos e não apenas aos tratados como ''deficientes''. Afinal, quem de nós não precisa de uma atenção em uma determinada área, como língua portuguesa, matemática? Reforçamos a idéia de que nossas salas de aula estão repletas de pessoas diversamente hábeis. Em se tratando do professor, só nos resta dizer que a partir do momento em que optamos por esta profissão, temos que estar dispostos a um eterno aprendizado, pois não é apenas no ensino regular ou especial que acontecem mudanças, mas na informática, recursos tecnológicos, enfim, mudanças no mundo e temos que utilizar no nosso dia-a-dia. Será que reclamar tanto da inclusão e de despreparo não é preconceito?

CLÁUDIA VERONE DE OLIVEIRA e MÁRCIA DE SOUZA ÁVILA (professoras de Língua Portuguesa) - Santa Cruz do Monte Castelo

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