Ratos em depósito

Referente à matéria ''Rato circula por alimentos de depósito da prefeitura'' publicada sábado no Caderno Folha Cidades (pág. 1), ficou provado que em casa de ferreiro o espeto é de pau. Se a Vigilância Sanitária tivesse agido com rigor conforme age com os pobres mortais quando resolve abrir um comércio, com certeza isso não estaria acontecendo. É uma vergonha! Como dizem: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

GISLAINE APARECIDA DA SILVA MARTINS (lojista) - Londrina


Impunidade

A respeito da matéria ''População resiste em denunciar corruptos'', publicada na edição de domingo da Folha (Política, pág. 4), acredito que o motivo pelo qual o cidadão resiste em denunciar corrupção no processo eleitoral e na administração pública é a certeza da impunidade. O promotor Cláudio Esteves deve saber disso, pois foi um dos que denunciaram o famigerado esquema AMA/Comurb, no qual uma verdadeira quadrilha formada para desviar dinheiro público da Prefeitura de Londrina e que era chefiada pelo então prefeito Antonio Belinati. Decorridos 6 longos anos, nenhum de seus integrantes foi condenado até agora. O ex-prefeito e seu filho Antonio Carlos Belinati são candidatos a cargos legislativos nas próximas eleições e com grandes chances de serem mais uma vez eleitos. De que adianta então denunciar? Acredito que só teremos maior participação dos cidadãos quando houver uma legislação mais rigorosa e com penalidades severas para quem burlar as leis.

JOSÉ EDMUNDO MOURA (bancário aposentado) - Ribeirão do Pinhal


Justiça Eleitoral

Como eleitor, gostaria de fazer uma pergunta à Justiça Eleitoral: para qual finalidade foi criada esta instituição? Sim, porque estão nos passando a informação na mídia que somos os responsáveis como ''patrões'' desses políticos e nos cabe o direito de ''contratar ou não''. A Justiça Eleitoral é quem deveria escolher os candidatos e aí apresentá-los à sociedade. Simplesmente estão aceitando a candidatura de qualquer porcaria e jogando em cima dos eleitores a culpa pela sujeira que se alastra em todo o país. A Justiça Eleitoral deveria banir da lista de candidatos aqueles que respondem a alguma ação na Justiça até que sejam julgados. Muita sujeira seria evitada e não faria como Pilatos lavar as mãos depois de tudo perdido. A população, que não aceita ''esmola'' deste governinho do PT, já começa a se irritar com toda esta patifaria. Não sejam coniventes, sejam rigorosos em sua seleção, é o mínimo que podemos esperar .

VALTER APARECIDO LANDGRAF (assistente técnico comercial) - Cornélio Procópio


Aposentadoria

Como não há limites para aposentados ''especiais'' como políticos, desembargadores, juízes e outros privilegiados, creio que só existe uma saída: os Estados pagarem estes aposentados do setor público. Aí, quero ver aprovação de aposentadorias tão altas! O resto fica como está! Quero ver o Distrito Federal pagar seus briosos do alto escalão. Aí, vão parar para fazer as contas do rombo.

JOÃO CARLOS WANSOVICZ (vendedor) - Maringá


Segurança

Li na Folha a nota do secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, esclarecendo que suas palavras foram mal-interpretadas e que o atual governo é o que mais contratou policiais, o que é verdade. No entanto, ainda há um déficit muito grande de PMs nas ruas que poderia ser minorado se PMs que prestam serviço em fóruns e outros órgãos fossem para as ruas. Tomemos como exemplo Apucarana, onde na Vara do Trabalho há dois seguranças privados para cuidar das agências da Caixa e Banco do Brasil e um PM. No Fórum da mesma cidade há 2 PMs. A segurança destes órgãos públicos deveria ser feita por empresa privada, não tirando PMs das ruas.

GISELE CORDEIRO (secretária) - Jandaia do Sul



Telecheque

Sábado à noite fui numa fármacia comprar medicamentos para meu filho de seis meses que está com pneumonia. Paguei com cheque a conta de mais ou menos R$ 150. Fiquei surpreso quando o rapaz do caixa disse que não aceitava meu cheque por um tal de ''código 319'' fornecido pelo Telecheque. O rapaz não soube explicar o motivo e forneceu um telefone (0800) e um cartão. Liguei pro tal Telecheque e uma atendente chamada Rosângela disse que ''eles'' como avalistas não autorizaram a minha compra porque eu tinha feito há três dias uma outra compra de R$ 700. Com que direito estes telecheques autorizam ou não uma compra sem ter acesso a minha conta bancária e sem saber quanto dinheiro tenho? Consegui pagar a conta com o meu cartão de crédito, mas e se eu não tivesse cartão como poderia comprar os remédios pro meu filho sem o ''aval'' do Telecheque? O código de defesa do consumidor deveria proibir estes telecheques.

RICARDO LUIS MENA VARGAS-PRADA (médico) - Londrina



Luz no campo

Quero cumprimentar a Folha pela reportagem sobre a instalação da energia elétrica em Sapopema publicada sábado na Folha Rural. A Folha de Londrina cada vez mais se aprimora, se preocupa com os problemas dos habitantes, chamando a atenção para as coisas que se fazem realmente necessárias. Se não fosse isso, as autoridades não tomariam conhecimento, pois ''não têm tempo nem olhos para enxergá-los''. Achei linda essa reportagem que propiciou a ligação da luz para aquela gente tão sofrida, vivendo tão próxima à cidade como se estivesse numa selva. Que vocês, repórteres e jornalistas, levem sempre a luz aos caminhos sombrios para que todos possam viver com dignidade.

IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina

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