Civismo envergonhado

O brasileiro, como diz Chico Buarque, ''anda olhando pro chão'' depois da 5 colocação do Brasil na Copa. E assim continua, envergonhado dos escândalos políticos que se alastram mais que catapora. O Carnaval se foi, a Copa também, as eleições demoram, mas temos pela frente logo a Semana da Pátria. É o momento de carrear a alegria, civismo para homenagear esta Pátria tão espezinhada. É o momento de erguer a cabeça, olhar a Bandeira tremulando e cantar o Hino Nacional. E sentir aquele nó na garganta de tanta emoção. Em Londrina, as comemorações da Semana da Pátria se recolheram para a Praça dos Três Poderes, talvez para que o ''povão'' não tenha acesso aos administradores da coisa pública e (sabe-se lá) nem pense em tirar satisfações por tantos desmandos. Nosso altar da Pátria está aqui ao lado da Catedral, na Praça Marechal Floriano, reurbanizada. Poucos sabem que o altar foi moldado em pedra bruta e não merecia ter sido pintado, mas solenemente polido para realçar sua beleza e receber com dignidade a Bandeira. Como hastear a Bandeira se até os cabos e roldanas do mastro estão destruídos?

REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor e professor) - Londrina


Cargos de confiança

O problema da funcionalidade de um órgão público é para ser resolvido com o seu único objeto: o pessoal. É aqui que reside o nó, pois o funcionário ao completar 2 anos torna-se estável e reduz o ritmo de trabalho. Não é mais o mesmo Se houver algo de urgente a ser feito, é preciso mandar o estagiário. 1) A primeira hipótese, pagar produtividade não funciona, porque torna-se parte da remuneração do servidor - legalmente é difícil retirá-la e é difícil fazer justiça na distribuição desse incentivo; 2) Demitir funcionário de carreira: tente e assuma as consequências; 3) Uma alteração no trâmite dos serviços: esbarra no comodismo e no medo em mexer com funcionários protegidos; 4) Cursos de motivação: é uma iniciativa a ser tentada; 5) Uma premiação, desde que não seja o pagamento em valor; 6) Outra hipótese para os serviços temporários seria o remanejamento de modo que o mesmo profissional pudessse atuar em departamentos diferentes, usando legislação já existente, mas contando com a boa-vontade dos superiores.

LUZIA MAGDALENA (funcionária pública) - Londrina


Fidel Castro

O ditador de Cuba, Fidel Castro, felizmente é um dos últimos tiranos do planeta. Prova de sua prepotência e arrogância está em passar o poder de subjugar os cubanos ao seu irmão Raul Castro. Outro bandido que está para morrer em razão da idade avançada é o desprezível Augusto Pinochet, do Chile, que mandou matar pessoas, roubou milhões de dólares e fez uma lei para se beneficiar com dinheiro público. Teremos este ano eleições no Brasil para deputados, senadores, governadores e presidente da República. Devemos valorizar nosso voto!

FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão


Leitura para a vida

Recebo muito bem a informação de que a Secretaria Estadual de Educação irá inserir no currículo escolar diversos temas da cidadania. Importante destacar que esta prática é uma constante na sala de aula. Como professora de Geografia estou sempre pautada criando debates de temas sociais. A disciplina de Geografia trabalha com leituras do mundo contemporâneo nas questões políticas, econômicas, culturais e humana. Tendo sempre o livro didático como indicador, procuro lançar mão de outro instrumento muito valioso: os jornais para complementar meu trabalho. No bimestre passado meus alunos da 8º série tiveram a oportunidade de ler mais para ter subsídios: foram em busca do aprender sobre a prática da cidadania. Com isso, a disciplina de Geografia vem proporcionando aos alunos maior compreensão do seu cotidiano e contribuindo para a inserção do aluno à nova leitura do mundo. Oportuno, portanto, salientar sempre: ler é viver!

NEIDE SPANGUEMBERG MELLO (professora de Geografia) - Rolândia


Heloísa Helena

Temos alguns candidatos a presidente, já escolhi em quem não vou votar: na senadora Heloísa Helena. Ela representa todo retrocesso de esquerda. Não a esquerda como opção ideológica, mas como ranço de algo que não deu certo, como muleta panfletária, como uma estagnação de desenvolvimento. Heloísa é preconceituosa: em 1996 processou Kátia Born por sua ''vida sexual atípica''. Ambas disputavam a prefeitura de Maceió. Kátia Born é homossexual assumida. Agora Heloísa participa de passeatas gays. Ela é católica assumida, mas em época de eleição o que vale é a aparência, o cumprimento efusivo, declarações bombásticas, então lá está ela no meio da passeata. Heloísa ainda defende a intervenção do Estado em tudo. Por quê? Existem no Brasil 22 mil cargos públicos indicados através de conluios políticos. Heloísa está pronta a regatear estes cargos em troca de apoio. Resultado: inépcia. Uma pena que a primeira mulher com reais possibilidades de chegar à Presidência seja uma cópia fiel do macho medíocre da América do Sul. Ainda bem que Chico Mendes não está vivo, ele ficaria constrangido.

MÁRCIO AMÉRICO ALVES (escritor) - Londrina



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