CARTAS
Zona Azul
Vejam só como consideram os pagadores de impostos neste país. A Zona Azul foi criada, segundo me foi informado, para retirar os menores da rua e iniciá-los num trabalho, dando-lhes ainda educação. Depois, menor de 14 anos não pôde mais trabalhar, segundo o ECA. É só olhar a estatística dos crimes cometidos pelos denominados ''menores''. Menor de idade não pode trabalhar, mas pode roubar, assaltar, matar, sequestrar, enfim, cometer toda sorte de mazelas que ficará por isso mesmo, graças ao famigerado ECA. Copiaram o ECA de países europeus onde a educação é primeiríssima prioridade. Aqui, os menores não podem trabalhar, mas podem votar e eleger essa cambada de parasitas que se denominam políticos que nada fazem em benefício do povo. Nós que pagamos IPVA, temos o direito de ter um lugar para estacionar o veículo, o que não acontece em Londrina. Se não se está proporcionando trabalho aos menores, não vejo razão alguma (a não ser meter a mão no bolso de quem paga imposto) para continuar com a Zona Azul.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Combate ao voto nulo
O TSE vai gastar R$ 3,8 milhões para tentar diminuir o voto nulo. O voto nulo é legítimo. É um direito do povo de mostrar insatisfação contra esse sistema político que favorece bandidos. É disso que os políticos têm medo. Do voto nulo mostrar o tamanho da insatisfação do povo. Se fosse proibido, ele seria bloqueado na urna eletrônica. O TSE deveria combater o voto branco. Esse sim, não vale nada, é um voto covarde. Quem vota branco é um omisso está pouco importando se o eleito é um corrupto safado ou um ladrão mentiroso. Melhor ainda se o TSE usasse toda essa grana para divulgar a foto dos safados que roubam o dinheiro público. É tanto ladrão que desafio qualquer cidadão a fazer uma lista de todos os escândalos só desse governo, sem consultar a internet e os jornais. Duvido que consiga. Só no caso dos ''chupadores de sangue'', mais de um terço dos políticos meteu a mão na cumbuca. Se você não quer ser cúmplice e nem covarde (votando em branco), vote nulo. O voto nulo é um protesto contra essa quadrilha que se instalou no poder. Na eleição de 2004, para deputados, já fomos bem longe. Na contagem dos votos, 41% eram brancos ou nulo. Podemos melhorar.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana
Luz no fim do túnel
Alguém já teve vontade de ir reclamar alguma coisa sobre segurança para o delegado ou comandante da Polícia Militar? Ou reclamar algo para o prefeito ou para o bispo? É difícil, não é? Primeiro porque não temos acesso, depois eles não têm tempo para ouvir reclamações de um simples cidadão. Porém, existe um Conselho de Segurança de Londrina que ouve todas as queixas das associações citadas, e encaminha e cobra nossas necessidades e apelos às autoridades competentes. Dias atrás foi eleito como novo presidente do Conselho, Jorge Zeve Coimbra Neto. Sabemos que ele é daqueles homens que não foram desmamados com garapa e que quando quer faz acontecer! Estamos confiantes de que ele conseguirá realizar um ótimo trabalho nessa área tão sofrida. Desejo sucesso a ele, pois todas nossas esperanças estão depositadas nas mãos dele.
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina
Delazari esclarece
Quero expor minha indignação com matérias divulgadas na terça-feira (25/7), página 8, sob os títulos ''Secretário evita falar sobre facção criminosa'' e ''Efetivo é pequeno, admite Delazari''. A SESP foi procurada pela Folha com a proposta de fazer um balanço das ações do governo para a segurança. E não foi esta a matéria publicada. O material foi usado levianamente para rebater argumentações de um advogado que eu, gozando do direito de livre expressão, informei à repórter que não rebateria. Acredito que este direito seria de pronto resguardado pelo veículo de comunicação. Não foi isso que aconteceu. Quero registrar que em momento algum disse que o efetivo do Paraná era ''pequeno'', como aparece afirmado de maneira equivocada. Disse sim que o efetivo é menor que o de São Paulo. Outra informação divulgada equivocadamente se refere às contratações. Ao todo, são quase 4 mil agentes - a maior contratação de um só governo - que reforçaram os efetivos das polícias no PR. A matéria se restringe a trazer pouco mais da metade deste número. Toda a indignação aumentou quando em contato com a repórter soube que a matéria escrita por ela foi modificada durante a edição em Londrina. Ela nos enviou o texto original repassado aos editores. Infelizmente, o material publicado em nada reflete os investimentos deste governo que são os maiores da história do Paraná e muito menos se refere ao teor da entrevista que foi concedida à Folha.
LUIZ FERNANDO DELAZARI (secretário da Segurança Pública do Paraná) - Curitiba
Resposta da Folha: Gostaríamos de apresentar nossas escusas porque a intenção do Jornal não é a de causar transtorno à autoridade, mas elucidar os fatos. Diante dessa premissa queremos ponderar: 1) Se o objetivo da pauta foi, como cita em sua carta, fazer ''um balanço sobre segurança pública'', tal objetivo foi cumprido uma vez que há um bom espaço dedicado às realizações do governo. 2) É natural que a repórter, diante da autoridade - e principal fonte para informações sobre segurança - aproveite a oportunidade para abordar assuntos do interesse da comunidade. À autoridade cabe a prerrogativa de conceder ou não a entrevista. 3) Quanto aos títulos ''Secretário evita falar sobre facção criminosa'' e ''Efetivo é pequeno, admite Delazari'', não houve a intenção de distorcer suas informações. Em nosso entendimento, as declarações não foram alteradas.





