Preço da ignorância

Em nosso país reina a hipocrisia. Temos governantes omissos e mentirosos. Ouvimos o presidente discursar para seus companheiros, dizendo que não poderiam deixar o ''filé mignon'' para seus adversários. Qual será esse ''filé''? Seriam nossos impostos, que alimentam esses famintos miseráveis? Vivemos num país sem educação e, principalmente, com a saúde doente (vivi essa doença de perto). Esmolas são distribuídas e presídios, construídos. Temos de questionar o porquê disso: aumentaram os pobres e os marginais? Tenho nojo de ouvir esses políticos falando mentiras, prometendo e não cumprindo. Participei de um evento onde um deputado disse que a política precisa de homens de bem. Como isso pode acontecer, se aqueles que estão no poder montaram um esquema que os homens de bem não conseguem quebrar? Infelizmente, somos um povo sem memória política. Estamos pagando o preço da nossa ignorância.

ALZIRA RODRIGUES INÁCIO (escriturária) - Londrina

Todos iguais

Será que algum brasileiro ainda confia nos nossos políticos? Com certeza, não, e com toda razão. Foram tantos roubos e traições, que nem o mais inocente dos eleitores botaria a mão no fogo por algum deles. São farinha do mesmo saco. Roubaram milhões, deixaram roubar ou acomodaram-se com seus salários e verbas imoralmente agregadas, o que também não deixa de ser outro assalto ao nosso bolso. Nada devemos esperar da Justiça, porque ela já deu todas as provas de sua incompetência ou algo pior. Só nos resta julgá-los por nossa conta nas próximas eleições, não reelegendo nenhum deles e ninguém por eles apoiado. Vamos tentar melhorar o país, mudando radicalmente toda essa vergonhosa classe política que está acabando conosco e com o Brasil.

JASON BELTRÃO DOS SANTOS (letrista) - Londrina


Parlamentarismo

Comparei as mordomias do Congresso Nacional brasileiro com as do parlamento inglês e constatei que, na mãe dos parlamentos, os deputados ingleses não têm escritórios, secretárias, automóveis, residência, passagem de avião gratuita (salvo quando a serviço) e salário equiparado ao de um chefe de seção de qualquer repartição. No Brasil, nossos ilustres deputados têm auxílio moradia de R$ 3 mil, recebem R$ 12,847,00 de ajuda de custo para transporte, mais R$ 15 mil de verba indenizatória (cobrir gastos com viagens e gasolina), têm verba para despesas de gabinete, no valor de R$ 50.815,63 (pagar salários de assessores), quatro passagens aéreas mensais ida e volta para o aeroporto mais próximo onde reside, R$ 4.268,55 de cota postal e telefones, engraxate, barbeiro e cabelereiro grátis e, se trabalhar durante o recesso, recebe R$ 25.400. Se tudo isso não saciasse a sede do ter, tomamos conhecimento de escândalos, dos mais variados, praticados por nossos ''representantes'' nas casas legislativas. Vamos adotar o sistema parlamentarista, nos moldes dos ingleses e, no bojo dessa reforma, não seria pirataria se ''copiássemos'' toda a legislação inglesa. Creio que a Rainha não se aborreceria.

EDMILSON SEBASTIÃO DA COSTA (estudante) - Londrina

Aposentadoria

Interessante o artigo ''Aposentadoria seria o fim?'', publicado na edição do dia 26/7 da Folha. No final, o missivista conclui dizendo: ''Não tenha medo de se aposentar, é uma fase maravilhosa!'' Que bom que ainda existam pessoas otimistas por estarem aposentadas. Aposentadoria neste país virou pesadelo, dadas as incertezas que rondam o setor. Primeiro, porque as leis não são respeitadas e, segundo, porque a desculpa é sempre a falta de recursos. No caso do servidor público, está sendo muito pior, porque essa classe tem a sua aposentadoria reajustada pela lei da paridade, ou seja, o direito de receber como se na ativa estivesse. Ocorre que isso está sendo descumprido pelos governos, e a paridade que está prevista na Constituição Federal, passou a ser letra morta. Por conseguinte, o servidor público aposentado ficou sem uma lei que o proteja e dê o devido reajuste para recompor o seu poder de compra, de acordo com a inflação anual. Por vezes, muitos servidores ficam anos após anos sem nenhum reajuste, o que tem levado os vencimentos dessas categorias a uma defasagem muito grande. Além do que, estão sendo taxados em 11%, pela contribuição de inativos, que não irá gerar nenhum outro benefício futuro. Trata-se na verdade de um confisco. Esse é naturalmente um outro ângulo da questão que o missivista, possivelmente, desconheça.

ANTONIO PEREIRA (contador-auditor) - Londrina

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