Promotores ou artistas?
É inacreditável a maneira como o caso do assassinato brutal dos pais de Suzane Von Richtofen se transformou num grande palco onde promotores de Justiça abusaram do fato de informar a sociedade. Até deu a impressão de que o Judiciário e Ministério Público (MP) tinham somente este caso a tratar. Estes órgãos dizem ser sobrecarregados pelo fato de não haver efetivo profissional necessário, mas é impressionante o tempo que os promotores Roberto Tardelli e Nadir de Campos Junior encontraram para estar há mais de um mês em todos os programas de TV, tanto de manhã como à tarde e, às vezes, a aparição se estendeu aos programas da noite, inclusive durante o julgamento. Sem contar a troca de possíveis ''bombas'' em juízo. De um lado, o advogado cheio de artimanhas Mauro Otávio Nacif e, do outro, o MP representado pelos promotores que diziam também ter as tais ''bombas''. Num caso como esse não há nem que se falar em novidades, pois o mais grave aconteceu: a morte dos pais por uma filha, namorado e irmão do namorado. Aos promotores de Justiça que estão sempre se utilizando da mídia para ''massagear o ego'' fica um manifesto: a sociedade não precisa de artistas, no Brasil temos muitos e da melhor qualidade, precisamos que marginais não saiam impunes de seus crimes por falta de providências do MP, órgão que exerce função essencial à Justiça segundo a Constituição Federal.
PAULA NATALEN FARIAS DE MORAES MLLER (estudante de Direito) - Londrina

Londrina insegura
Quem será o próximo cidadão a ser assaltado, sequestrado, baleado ou assassinado em nossa cidade? Eu, você, ele? Isso não se sabe, mas, com certeza, será um de nós. A cada dia Londrina se torna mais insegura. Quanto mais elevado é o índice de criminalidade na cidade, mais bandidos vêm para cá. O bandido é bem informado: acessa a internet e acompanha jornais, rádios e televisão, sendo que, com isso, estamos cada vez mais expostos. Temos que dar um basta nisso tudo, fazendo a nossa parte. A omissão da sociedade só não é maior do que a ousadia dos bandidos. Temos sido uma maioria dominada por uma minoria e isso é inaceitável. Vamos inverter esta situação?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Povo sem memória
Dias atrás fiquei sabendo pela imprensa sobre o indicativo de greve dos professores universitários. Fiquei sabendo ainda que o salário de um professor era de R$ 980. Fiquei pasmo. Que seriedade pode haver num país onde um professor universitário ganha a merreca de R$ 980, enquanto um vereador semi-analfabeto ganha R$ 6 mil fora as mordomias? Como podemos compreender a seriedade política se um partido prefere não lançar candidato próprio a troco de cargos no Executivo? Foi graças a esses mesmos cargos que veio à tona um montão de roubalheiras. O mais engraçado é que o nosso probo presidente devolveu a mina ao mesmo dono que dela havia feito mal uso. Com isso, ele deixou bem claro o seguinte: podem roubar à vontade. O povo é burro e não tem memória. Está mais do que na hora de mandarmos esses pseudos salvadores da pátria cantar noutra freguesia.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina

Bosque da perversão
Nas imediações do Parque Barigui, trecho compreendido entre as ruas Cândido Hartmam e Manoel Ribas, há um bosque de mata fechada. Este local público de lazer e caminhadas tornou-se ponto de prostituição masculina. Neste bosque há dezenas de trilhas de chão batido onde rapazes praticam programas sexuais e atos criminosos de atentado violento ao pudor. Ainda descartam ao longo das trilhas milhares de preservativos usados e depredam árvores nativas. Estas barbáries ocorrem diariamente do meio-dia ao anoitecer sem nunca serem abordados pela guarda municipal que não faz policiamento repressivo para combater a prostituição. A prefeitura precisa orientar a guarda municipal para que realize trabalhos de prevenção, enquadramento e punição. Será que o Barigui não é patrimônio público e os frequentadores de bem são obrigados a depararem-se com atos de sexo entre homens em suas caminhadas e passeios?
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

Aposentadorias
Na semana passada, vi na TV um cidadão dizer que estava se aposentando com um salário mínimo, mas que essa quantia não dava nem mesmo para comprar os medicamentos que ele necessitava. Temos aí uma visão equivocada do que seja aposentadoria, visto que todos a confundem com assistencialismo. Se o segurado recebe, ao aposentar-se, um ou mais salários mínimos, é porque contribuiu para receber aquele valor. Nos últimos doze anos tivemos uma inflação acumulada em 197,32%. O reajuste do salário mínimo foi de 400%, ou seja, de R$ 70,00 em 1995 para os atuais R$ 350,00. Para os aposentados acima do mínimo, o reajuste acumulado nesse mesmo período, foi de 237,38%. Tecnicamente, eu queria recomendar à sociedade e ao governo que todo reajuste excedente à inflação fosse jogado para uma outra fonte de custeio que não o caixa da Previdência Social, pois aí se trata de um ganho real que a rigor não poderia onerar o plano previdenciário, e sim o assistencialismo. O segurado deve receber como aposentado exatamente sobre o aquilo que contribuiu, quando em atividade. Esse seria o princípio básico de todas as aposentadorias, que ao longo do tempo foi desvirtuando da sua finalidade. A raiz do problema está no poder aquisitivo do povo que, por consequência, não consegue manter suas contribuições ao longo de suas atividades. Sem contar que hoje estamos com mais de 22 milhões de pessoas na informalidade que nada contribuem, mas que no futuro irão bater às portas do poder público exigindo alguma assistência.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

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