Jogo político

Passado o alvoroço futebolístico que excita a maioria nacional, acredito que agora o Brasil poderá dar início ao ano de 2006. Um ano decisivo como este não se acaba com o fim do sonho do hexa, mas deve ser bem aproveitado visto que nos próximos meses o ''quadrado mágico'' (televisão) continuará a atacar. É hora de acordar para analisar as possibilidades que o verdadeiro Brasil apresentará. Os políticos não deixarão a bola cair, continuarão no ataque, na defensiva, enrrolando o meio-de-campo, mas a decisão de quem correrá para o abraço está em nossas mãos! Agora é a hora de retomar nossas anotações, rever todos os cartões amarelos atribuídos a cada candidato e ter a segurança e o bom senso na hora de excluir e/ou incluir opções. O jogo ainda não acabou para brasileiros e o time governamental quem escolhe, somos nós. Um bom time deve ser convocado, pois lembrem-se, não teremos quatro anos para preparo e sim quatro anos para atuação. Vista a camisa e boa escolha!

ETIENNE LARISSA DUIM NARDINI (estudante) - Londrina


Mensalão e sanguessugas

A CPI dos Sanguessugas agiu com bom senso e respeito aos eleitores ao divulgar os nomes dos investigados no mais novo escândalo do governo. É lamentável a posição do STF na questão de desvio de recursos destinados à saúde da população carente. Esta lista traz nomes dos mesmos partidos e praticamente com participação semelhante ao escândalo do mensalão, ou seja, PP, PTB e PL têm o maior número de denunciados. Foram 10 partidos envolvidos e o que é mais grave 6 são da base do governo no Congresso. Outro fato que chama atenção é que 19 são integrantes de entidades religiosas, que devem primar pela ética profissional. Estes bandidos, na certeza da impunição e de contar com a ''benevolência'' dos colegas de profissão e das vistas grossas do alto escalão do governo, continuarão a aplicar seus golpes e a planejar falcatruas mil, uma vez que trabalham pouco e ganham muito. Brasil está na hora de dar um basta. Vote certo.

ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina


Indulto x juízes

O que leva um juiz a conceder indulto a marginais de alta periculosidade? Quais os critérios que eles utilizam para por estes bandidos em liberdade? Como chegam à conclusão que um facínora possa retornar à sociedade antes do término de sua pena e não irá cometer um novo delito? No último final de semana, na minha cidade, um indultado ao chegar em casa, a primeira coisa que fez foi dar 10 facadas na esposa. Como ela sobreviveu e ele continuou em liberdade, voltou e terminou o serviço dando mais 12 facadas e cortando-lhe a orelha. E agora, quem irá terminar de sustentar os 4 filhos desta mulher? O juiz que o colocou em liberdade não tem responsabilidade nenhuma pelo seu ato? Não seria o magistrado co-autor deste crime? Não caberia a ele indenizar e terminar de sustentar estas crianças para que elas também não se tornem marginais ou sejam jogadas na rua, agora sem a mãe e com o pai foragido? Está tudo errado.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê


Máfia dos combustíveis

Estive há uma semana em São Paulo e o preço do litro do álcool estava em R$ 1,22 o litro. Dois dias depois, estive em Curitiba o mesmo litro custava R$ 1,39. Em Maringá, R$ 1,22. Em Cambé, R$ 1,40. Há alguns meses o preço do álcool não baixa dos R$ 1,68 em Londrina. Conclamo a todo londrinense que preze o seu bolso, a boicotar os postos daqui e abastecer em Cambé até que os postos de Londrina, por falta de clientes, diminuam os preços. Disposto a colaborar pela educação para o exercício da cidadania e a democracia neste país, como única forma de sair do caos instalado, conclamo também a mídia a auxiliar os consumidores nesta ação popular pacífica para unir forças com as entidades e associações civis de profissionais e de moradores de bairros a fundar uma associação de cidadãos consumidores para reagir de forma articulada com as autoridades públicas (MP e Polícia) contra as organizações político-econômicas que tanto os exploram, como a máfia dos combustíveis, a máfia da alta carga tributária e tarifas e preços públicos (água, energia, telefonia, pedágio, transporte, combustíveis, etc.), bem como lutar por serviços públicos de qualidade e sem roubalheira.

GERSON MACHADO (servidor público federal) - Londrina

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