Greve sem princípios

Onde vamos parar? Bem, no que depender da falta de bom senso encenada pelos grevistas do transporte coletivo, literalmente, em lugar algum. Transporte é serviço básico. Imagine se o mau exemplo pega? Se o desvario atinge aqueles que concedem a nós o direito de uma boa ducha quente após um dia todo de árduo trabalho? Não uso o transporte público, mas em respeito a meus pares, sensibilizo-me com tamanha irresponsabilidade. Tirar o direito de ir e vir, prejudicar empresas, constranger empregados e empregadores, diante da falta estupidamente justificável, isso tudo é um absurdo. É certo também que a maioria almeja aumento e afins trabalhistas. Mas há maneiras mais respeitosas de exigir mudanças. Estou de olho e não hesitarei em responder ao questionamento ''Como estou dirigindo''. Afinal, quem reivindica deve fazer por merecer. Cumprir deveres como respeitar as leis de trânsito e conduzir o passageiro com respeito é um bom começo.

WALKIRIA DOS SANTOS (dona de casa) - Londrina


Greve e transtorno

A greve no setor de transportes causou transtorno principalmente à classe de baixa renda que recebe o vale-transporte. Minha preocupação é saber se as pessoas refletiram sobre o que são direitos e deveres de um cidadão. A greve é um direito de todos, mas não podemos esquecer dos nossos deveres para com nossas empresas e os serviços ao público. Imaginem se todos os setores essenciais ao desenvolvimento parassem, como o transporte coletivo, seria o caos! Os dirigentes de sindicatos, empresários, a classe política e a promotoria pública deveriam buscar solução para atender as revindicações e direitos, mas também assegurar à população os direitos aos serviços públicos. Se o meu direito for maior do que o direito de uma sociedade, alguma coisa esta errada.

FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina


Triste realidade

Para quem é londrinense de coração, é muito triste ouvir comentários negativos sobre a nossa cidade. Foi exatamente como me senti ao presenciar na fila do supermercado uma conversa entre dois amigos. Um deles, de passagem por Londrina, afirmava que viajava por todo o Sul do Brasil e que nunca havia visto uma cidade tão esburacada e com tantas pedras soltas sobre o que resta do asfalto todo mal remendado. Fui obrigada a admitir e ouvir calada essa crítica, que é a mais pura verdade. Nossa revolta deve ser com o prefeito Nedson que está transformando Londrina numa cidade de 5º categoria, medíocre, esburacada, suja e favelada. Talvez, a mentalidade PT esteja tão acostumada a conviver com o espírito pobre dos assentamentos do MST que ache tudo isso normal sem notar as diferenças. PT nunca mais!

PATRÍCIA CHUBACI (designer) - Londrina


Força, Zidane!

Qualquer ''peladeiro'' ou alguém que tenha disputado um campeonato, ainda que de várzea, sabe o que aconteceu naquele momento da cabeçada de Zidane. É o ''brucutu'' querendo caçar o ''gênio'', é o ''cintura dura'' buscando através de pontapés criminosos e catimba sacar de campo aquele que por ''pura magia'' enche os estádios, os álbuns de figurinhas e os cofres das Nikes, CBFs e Fifas da vida: o craque! A única culpa de Zidane é a de nos ter feito chorar, ter mostrado o lugar de incompetentes que se perpetuam no poder, culpado por ter ''cortado'' o efeito deste remédio milagroso que mascara realidades, une ricos, mendigos e eleva auto-estima do brasileiro: o futebol! Este bálsamo potente, que nos faz cantar o hino pátrio, atenua as dores causadas pela exclusão social, racismo e, principalmente, pelo desgoverno, MPs, autoritarismo, corrupção, peculato e impunidade, fórmulas malignas que têm superlotado as cadeias e afastado o povo da cidadania, palavra que estômagos vazios, crianças sem sonhos jamais entenderão! É culpa de Zidane não ser brasileiro, pois aquela cabeçada serviria muito bem nos pleitos eleitorais que se aproximam: quem sabe nocauteando ''vampiros'', ''mensalistas'', ''sanguessugas'' e outras criaturas que provocam a miséria, ignorância e desespero de um povo de Deus.

ELOY MACHADO DE MORAIS FILHO (autônomo) - Palotina


Controle de pombos

Hoje é dia de informar a população. Nós, da Secretaria do Meio Ambiente, já nos posicionamos e a população precisa fazer o mesmo. Temos um problema que aflige a todos : ''a superpopulação de pombos'' causadores de problemas ambientais e da saúde humana. Juntos devemos tomar atitudes conscientes para reduzir a população das aves. São mais de 170 mil pombos. A Columbia livia (doméstica) e a Zenaida auriculata (amargozinha) se reproduzem rapidamente se encontrarem alimentos. Portanto, não devemos alimentá-los nem propiciar abrigos alternativos, isso é contra o ciclo natural dos mesmos. Por esses e outros motivos (como a imigração) essa população tem aumentado consideravelmente. Temos que unir forças para solucionarmos o problema e contamos com a sua participação. Não forneça água, alimentos e nem abrigo às aves.

CÉLIO CAMILO (gerente de Educação Ambiental) - Londrina

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