Aposenta Lula!

Enviei carta ao presidente Lula pelo veto dado por ele ao reajuste de 16,67% aos aposentados e pensionistas do INSS que recebem acima de um salário mínimo. São 7,7 milhões de brasileiros que deixam de receber este aumento e cujos benefícios valiam em março R$ 301,00, R$ 302,00 ou R$ 310,00. O reajuste geraria aumento de cerca de R$ 7 milhões por ano ao governo. Lula diz que a medida aprovada pelo Congresso é ''politiqueira e irresponsável'' e que não há respaldo para o gasto. No entanto, há R$ 7,7 bilhões anuais para o aumento do funcionalismo público, também uma reserva de R$ 207 bilhões para pagar juros da dívida pública e ainda para o repasse de R$ 8,7 bilhões para conveniados sem nenhum controle. Somos 7,7 milhões de aposentados que teimam em permanecer vivos, apesar de todos os esforços deste governo para nos liquidar. E podemos nos transformar em 77 milhões pela influência que temos sobre familiares e amigos. Já imaginaram? São 77 milhões de votos que Lula vai perder. Começo, hoje mesmo, uma campanha pela aposentadoria de Lula. A partir de 2007, ele será um de nós, se Deus quiser. E Ele vai querer!

NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (aposentada) - Londrina


Veto injusto

Fiquei sabendo ontem do veto ao ''fabuloso'' aumento de 16,67% que seria dado aos aposentados. A desculpa, mais uma vez, foi não haver verba. Eu e muitos outros aposentados recolhemos o INSS durante 20, 30 ou 35 anos sobre 20 salários mínimos. O sr. FHC achou por bem dar-nos uma garfada e ninguém recebe estes tão almejados 20 salários mínimos. Cobraram, não pagaram e não devolveram nosso dinheiro e, o pior, não temos a quem reclamar. Essa desculpa de quebrar a Previdência não cola mais. O que acontece é que o governo usa o dinheiro da Previdência para outros fins. Para dar aumento aos políticos (parasitas em sua grande maioria) não há rombos, não falta dinheiro, sai num piscar de olhos e não é pouca coisa: é da ordem de 50% para cima. Para criar 3 mil empregos comissionados (apenas para o PT receber o dízimo) também não falta dinheiro. Dinheiro só falta quando é para reparar uma injustiça aos aposentados?

EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina


Custo de campanha

Nunca parei para pensar sobre os gastos de uma campanha política. Sou como milhões de brasileiros que, pouco depois das eleições, esqueço-me em quem votei. A preocupação, a luta pela sobrevivência, nesse mundo competitivo em que vivemos não sobrava tempo para pensar no Brasil. Contudo, se o Brasil for mal e não progredir vai sobrar para cada um de nós. Temos que nos interessar por política e exigir de nossos representantes. Por exemplo: quanto deveria custar uma campanha para presidente da República? Os registros do TSE dão conta de uma estimativa em torno de R$ 85 milhões. De onde sairá esse dinheiro? É muito dinheiro para os padrões de vida de nossa gente.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina



Salários da Justiça

Gostaria de parabenizar a posição clara e destemida da Folha (''Os elevados ganhos da toga'', Opinião, 11/7), em relação aos estapafúrdios salários de magistrados e promotores. As aposentadorias são também escandalosas frente aos ganhos dos que pagam os impostos. Enquanto a média de aposentadoria dos que recebem pelo INSS, eu incluso, é R$ 362,00, a média dos aposentados do Judiciário é de R$ 7.308,00, segundo dados oficiais citados pelo jornal ''O Estado de São Paulo'' em 2002. Nosso Judiciário é infinitamente mais incompetente e disfuncional que a classe médica, que apresenta severos problemas de eficiência e competência. Entretanto, o paciente goza de um privilégio que é poder procurar outro profissional e até recorrer ao Conselho Regional de Medicina que, bem ou mal, age com o rigor e é não o ninho de complacência que tanto se suspeita. Já a Justiça, não é nunca. É tarda, lenta e incompetente.

LINCOLN BRAZIL E SILVA (médico) - Londrina


Copel responde

Em vista das informações divulgadas pela Folha no Editorial da edição de 8 de julho, a Copel esclarece que a ação realizada na última semana no Jardim União da Vitória visou o recolhimento de medidores de energia em unidades consumidoras regulares desligadas há mais de 120 dias. Neste período, os proprietários não procuraram a Copel para retomar o fornecimento ou renegociar débitos. Tal atitude configura desinteresse do consumidor em continuar a contar com o serviço da concessionária, que recolhe seus equipamentos para, após as devidas avaliações de calibração, reaproveitá-los em novas ligações. A Copel também esclarece que já adota uma abordagem diferenciada para os consumidores de baixa renda, seja com a aplicação de tarifas reduzidas, seja com a adoção de programas especiais de inclusão. No primeiro caso, fora os descontos instituídos na regulamentação da Aneel segundo a faixa de consumo, o Paraná já conta com uma média de 250 mil famílias que têm suas faturas mensais quitadas integralmente pelo governo do Estado no Programa Luz Fraterna. Impõe destacar que a Copel também é sensível à grave situação vivida por pessoas que moram em áreas invadidas, donde o esforço empreendido nos últimos dois anos para regularizar o atendimento a mais de 3 mil famílias residentes em áreas de invasão em todo o Paraná. Trata-se de um investimento da ordem de R$ 2,2 milhões, com implantação feita em parceria com as companhias municipais de habitação. Apenas em Londrina, 600 famílias em situação de risco foram atendidas por este programa em 2005, sendo 120 delas no Jardim União da Vitória.

DÉCIO LUIZ MANTINE (superintendende regional de Distribuição Norte) - Londrina

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