Manipulados

A respeito da coluna ''Suas Compras'' sobre medicamentos manipulados publicada ontem, gostaria de esclarecer que a publicitária Francoise Quintanilha está mal informada sobre medicamentos manipulados. Os medicamentos manipulados têm na sua grande maioria os mesmos princípios ativos dos medicamentos industrializados e, portanto, têm as mesmas contra-indicações e efeitos colaterais de qualquer outro medicamento. A diferença é que como vem na maioria das vezes sem bula, o paciente toma o medicamento baseado na informação do médico e do farmacêutico. Por isso não é mais ou menos saudável, a diferença está na personalização do medicamento na dose e quantidade prescrita.

HÉLLEN DE CÁSSIA TORESAN MOREIRA (farmacêutica) - Sertanópolis



Mercenários

Há muito tempo que no Brasil não sabemos o que é futebol. Sabemos sim, o que são mercenários que mandam no futebol. É assim na CBF, na Federação Paranaense, no Londrina e em todos os clubes do Brasil. O que vimos no jogo Brasil x França, é o resumo do que temos no nosso futebol há muitos anos. Para mim não foi nenhuma novidade a desclassificação do Brasil. Acho que a nossa seleção (?) foi longe demais. O que o nosso selecionado esperava de um Zagallo gagá sentado no banco junto com o Parreira, inerte e sem sequer mexer os lábios para falar alguma coisa? Muita coisa vai ter que mudar ou continuaremos a ser escravos dos milhões de dólares da Nike. Deveríamos ser mais patriotas por causas mais nobres e para solução de problemas mais graves que afligem o país. E antes disso, devolver o futebol ao povo e não deixá-lo na mão de meia dúzia de aproveitadores. Quem deveria começar esta campanha é a própria imprensa.

SILVINO BERTOLDI (representante comercial) - Londrina


Vergonha

Mais uma Copa se encerra para nós e mais cedo. Creio que 75% da responsabilidade deve ser encaminhada ao técnico da seleção. Não adianta ele dizer que ''se o Brasil fosse campeão, seria pelo talento do jogador e se perdeu é culpa do técnico''. Em 1994, Parreira sabia o que buscava na Copa, tinha definido realmente um esquema tático e o seu ''futebol de resultados''. Tinha dois atacantes leves na frente (Bebeto e Romário), boa marcação no meio-campo (Dunga e Mauro Silva), bons laterais, meias de ligação e um bom goleiro. Mas não tinha um banco de reservas como a seleção desta Copa de 2006. Quem escala não é o técnico? Será que ele estava acompanhando jogo diferente daquele que nós assistíamos? Faltou a família Scolari. Faltou seguir a frase estampada no ônibus da seleção: ''Veículo movido pelos corações de 180 milhões de brasileiros''. Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno deveriam se envergonhar mais da derrota do que os demais.

ANDRÉ ROSSATO (professor) - Andirá



Culpa do hino

Não foi Parreira, nem Cafu, muito menos Roberto Carlos os responsáveis pela eliminação precoce da seleção brasileira na Copa. O verdadeiro culpado é invisível: o Hino Nacional. Com uma letra rebuscada, ordens de sujeito e predicado alternados, além das palavras eruditas, o hino não conseguiu penetrar no âmago dos jogadores. Aliás, o resultado do jogo contra a França remete-nos à comprovação. Desde o primário a ''tia'' obriga os alunos a decorarem a letra do hino, para que assim não façam feio durante a semana da pátria. Ela consegue transformá-lo em tabuada. Diante desta encruzilhada recomendo duas soluções: a tradução do hino e sua real significação no primário ou a criação de um hino mais estereotipado para os jogadores nos dias de jogos.

NATAN RAMOS DE CARVALHO (estudante) - Londrina



Multas

Ao ler carta do sr. Erico Tomasetti publicada pela Folha (1/7), decidi relatar fato idêntico ocorrido comigo na mesma data (18/6) e na mesma rodovia (BR-369), porém sentido Ponta Grossa-Londrina, na Serra do Cadeado. As placas indicam em 90% da rodovia velocidade máxima de 110 km/horários. Segundo o policial rodoviário, o radar acusou que eu estava a 104 km/h. O policial alegou que eu ultrapassei o limite, pois naquele trecho a velocidade teria que ser menor. Perguntei onde estava a placa indicativa. Ele disse que estava logo atrás. Porém, não existe placa alguma. O mais curioso é que o ''guarda rodoviário'' viu que eu estava com minha filha recém-nascida de 5 meses e não poderia estar correndo acima do limite. Qualquer agente, no máximo, alertaria ou aplicaria uma pena leve, mas como o intuito é tentar faturar, ele aplicou multa gravíssima. Julgo que era represália por ele estar trabalhando em um domingo de Copa do Mundo em que o Brasil jogava ou a determinação era faturar ou, então, é muita coincidência.

CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (pecuarista) - Londrina



Correção

- Duas fotos foram trocadas no infográfico sobre os candidatos ao governo do Estado, publicado ontem na página 4: estão trocadas as fotos de Antonio Roberto Forte (PSL) e Ivo Souza (PCO).

- A Junta Comercial do Paraná contesta a informação de que para abrir uma empresa o órgão tem um prazo médio de dez dias, conforme publicado na reportagem ''A Via Sacra do Setor Produtivo'', quinta-feira, na Folha Economia. Segundo a Junta, o prazo normal em Londrina varia de 12 a 48 horas e somente os casos de S/A, cisões, incorporações, ou mesmo de homônimos (que representam 1,5% do total), o prazo do trâmite pode chegar a dez dias.

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