CARTAS
O lado bom da derrota
Todos gostamos de ver a seleção ganhar. Mas, já que perdeu, vamos ver se não tem um lado positivo? Claro que tem. Pelo menos ninguém vai usar o futebol para manter as mentes das pessoas embriagada de ''civismo''. O civismo agora é ver o que estão fazendo com esse país. Estudantes, acordem!
CARLOS AUGUSTO H.P. DA SILVA, universitário - Londrina
Arma do voto
O voto é a arma do cidadão. Este velho jargão é lugar comum em todas as campanhas. Fomos vítimas de uma campanha sórdida pelo desarmamento. Aliviado do peso da tua arma de fogo, você conserva só o seu voto para a sua defesa pessoal e da sua família. O que o governo conseguiu com a campanha idiota do desarmamento foi dar mais segurança aos assaltantes e assassinos. Despojado das suas armas verdadeiras, use o seu voto como arma na defesa da sua família, da sua comunidade, da sociedade e da ética. As estatísticas mostram os efeitos negativos daquela campanha. O seu voto é, agora, a sua arma! Não desperdice! Não dê a qualquer um, seja bem exigente! Se com o seu voto ajudar a eleger um corrupto você é cúmplice. Pense bem! Não seja um palhaço ou um inocente útil aos corruptos. Se a lei te obriga a votar, e não tem candidato de sua confiança, vote em branco. Não faça como na última eleição para prefeito: votar por falta de opção, pois tínhamos o voto em branco a nosso favor que teria sido sem dúvida a melhor opção. Veja aí o resultado. Assim você não estará colaborando para o continuísmo deste grande festival de corrupção.
PAULO BODNAR (servidor público) - Londrina
Sem alguma coisa?
A maioria dos brasileiros é sem alguma coisa. Mas nem por isso formam movimentos, realizam saques ou têm atitudes de bandidos para conseguir esta coisa. Porém, diante da complacência do governo, o MST tem usado e abusado: são invasões de propriedades produtivas, saques e vandalismos (como a destruição de laboratórios de pesquisas e plantações). Dias atrás, o presidente Lula, em um discurso-comício, criticou os fazendeiros - a quem chamou de caloteiros - e estimulou as ''reivindicações'' por parte dos movimentos sociais: ''Aproveitem e reivindiquem no meu governo!'', conclamou. Diante de tamanho absurdo, entendo que teríamos que ter outros movimentos de mais importância do que o citado anteriormente e que possuíssem o mesmo apoio do presidente, como: o MSS - Movimento dos Sem Saúde -, que deveria reivindicar atendimento digno, e o MSE - Movimentodos Sem Emprego -, que teria o objetivo de reivindicar emprego. Esse estímulo do governo ao MST, que tem como objetivo conseguir votos, poderá provocar muitas vítimas.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Saúde e o SUS
Assistência médico-hospitalar nos governos militares foi dada através do antigo INPS. O dinheiro que se destinava às aposentadorias foi usado em grande parte para pagar hospitais e médicos. Falava-se na sonhada privatização do setor que acabou acontecendo nos planos de saúde. A medicina é um saco sem fundo, não há recursos que aguentam financiá-la. Ao governo coube a indigência do SUS, e aos planos de saúde a dificuldade de se ajustarem ao poder aquisitivo da população. À medida que esses planos privados de saúde vão majorando seus preços, sem outra alternativa, leva seus usuários para a fila do SUS. O sonho da privatização vai se desvanecendo, pois o que brasileiro precisa é melhorar a sua auto-estima e conquistar melhor renda capaz de fazer face às suas necessidades de saúde. Hospitais sucateados resistem, e sobrevivem. Santas Casas de Misericórdia, sem o auxílio do povo, quase não conseguem dar manutenção. Contudo, temos em Londrina, uma unidade ''Mater-Dei'' atendendo planos de saúde, cujo ambulatório facilita a vida do usuário desses planos, pois os exames saem na hora, enquanto o paciente vai sendo medicado, sem dúvida é um passo à frente. Nas clínicas especializadas, exames de rotina demoram até uma semana para ficarem prontos.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Futebol social
Com tanta onda de violência, urge a real necessidade dos dirigentes do esporte mais popular do país trabalharem pelo social de nossa juventude perdida em comunhão com os jogadores (ídolos desta moçada) para o trabalho social-esportivo, saudável, pela paz, a tolerância. Isto nas favelas e periferias. Chega de futebol ser sinônimo de renda e lucro para cartolas e jogadores. Vamos salvar em primeira jogada nossos adolescentes.
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba
Patriotismo
Os governantes são corruptos. O ideal seria que fosse exigido dos políticos escolaridade e lhes fossem ensinado civismo! No Brasil a lei permite que qualquer cidadão, sem nenhuma escolaridade, seja eleito prefeito, deputado, senador e presidente da República. Assumem o poder sem noção de civismo, de patriotismo. Passam o poder para seus parentes e apaniguados. Para sanar esta barbaridade, basta que se crie uma lei exigindo escolaridade. Lamentavelmente, está faltando escolaridade e vergonha aos ''representantes do povo''.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão





