CARTAS
Voto nulo
Vez ou outra escuto falar sobre o voto nulo. Sei que, caso uma eleição tenha mais de 50% dos votos nulos, os candidatos que concorreram perdem os direitos políticos por um determinado tempo e novas eleições são convocadas. Até concordo que esse fato seria uma lição interessante para a classe política, mas não entendo a lógica da campanha pelo voto nulo. Se a eleição não der em nada, uma nova será convocada. Teríamos melhores candidatos nesse novo pleito? Teríamos de votar nulo novamente? Até quando o ciclo se repetiria? Tem de haver alguém para dirigir o país. Votaremos nulo até quando? Até aparecer um Messias que agrade toda a população? Ou até algum grupo resolver o problema pela força e dar um golpe de Estado?
ANDRÉ REINALDO ACORSI (jornalista) - Londrina
Trânsito em Londrina
Recentemente estive em Goiânia e voltei maravilhado com aquela cidade: avenidas largas, trânsito fluindo com segurança e rapidez e policiamento de trânsito bem discreto. Lá não deve existir indústria de multas. Agora aqui, em Londrina, temos tudo diferente: trânsito truncado, ruas tortuosas e mal sinalizadas, um verdadeiro caos e, para completar a bagunça, agora temos os agentes de trânsito municipais, arrogantes e mal-intencionados. Na última quarta-feira, tive a comprovação disto. Trafegando pela Rua Goiás sentido centro, ao cruzar a Rua Hugo Cabral deparei com cones impedindo uma parte da rua. Como estava mal sinalizada, o carro que estava na minha frente avançou e eu acompanhei, só que a rua estava impedida por obras da Sanepar. Aí vem o despreparo do agente de trânsito que deveria cuidar e ajudar o trânsito: a ''guardinha'' nos abordou de forma grosseira ameaçando pegar o talão de multas de uma forma totalmente despropositada. Gostaria de saber se existe orientação para que estes agentes municipais ajam desta forma ou se se trata de casos isolados de educação doméstica.
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Vida de bandido
Bandido adora cadeia. Se não gostasse tanto não estaria voltando sempre. Como não consegue viver em liberdade, arruma sempre um jeito de roubar ou traficar ''mixarias'' para voltar logo para o xadrez. Então, o bandido adora mesmo cadeia ou é muito burro. Talvez ele goste das acomodações, da comida, do calor humano, da superlotação, do bafo na nuca, das aulas de criminalidade, da cordialidade da carceragem ou, principalmente, dos afagos carinhosos do batalhão de choque durante suas animadas rebeliões. Com certeza esse conjunto de requisitos forma exatamente o estilo de vida escolhido pelo bandido e essa situação nos presídios nunca deverá ser mudada, respeitando-se assim os direitos humanos do feliz interno, que escolheu esse destino. Existe outro tipo de bandido, mais refinado e representado pela maioria de nossos políticos. Esses estão livres, roubam milhões, não gostam e não vão para a cadeia, vivem em mansões, andam de carro importado, são perfumados, só comem em restaurantes caros e convivem com suas esposas fúteis, seus filhos parasitas, suas prostitutas de luxo e seus namorados do mesmo sexo.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
Casa&Conforto
Sou londrinense radicada em Curitiba e, vez por outra, leio a Folha de Londrina. Em uma das últimas quarta-feiras (sou apenas leitora domingueira), fui surpreendida com o excelente caderno da Casa&Conforto, cujo conteúdo estava à altura das revistas especializadas. Quero parabenizá-los pela feliz iniciativa que comprova a visão contemporânea dos londrinenses e mostra a qualidade e o potencial da cidade na prestação de serviços.
VERA GRACE PARANAGUÁ CUNHA (advogada) - Curitiba





