CARTAS
Indústria das multas
A indústria das multas da CMTU voltou com força total. Se já não bastassem os azulões estarem sempre preocupados em multar e jamais em orientar, eles agora estão multando quando os motoristas não param onde existem as placas de pare. Sabemos que, segundo o Código Brasileiro de Trânsito, a placa de pare obriga o condutor a deter o seu veículo antes de entrar em uma via. Entretanto, pela primeira vez, fiquei sabendo, por intermédio da Folha de Londrina no espaço ''O leitor questiona'', de uma condutora autuada por não ter parado em uma dessas placas. Isso tem que ser coisa da CMTU, do PT! Quando não é o mensalão, os dólares na cueca e tantos outros escândalos há de se inventar formas de usurpar o nosso dinheiro. Analogamente a essa nova situação de multas, pode-se observar nas pistas de caminhadas dos lagos Igapó 1 e 2 placas que proíbem o nado, a presença de cachorros, de bicicletas, etc., e ninguém jamais foi multado por desobedecê-las. Até mesmo no Calçadão da UEL, onde há inúmeras placas alertando da exclusividade para pedestres, não são necessários mais de cinco minutos para que se vejam bicicletas, motos, carros ou até mesmo caminhões trafegando por lá! A CMTU está querendo complicar o já caótico e congestionado trânsito de Londrina. Se começarmos a parar nossos veículos em todas as sinalizações, o número de acidentes por abalroamento traseiro e congestionamento, sem dúvida alguma, aumentará geometricamente prejudicando ainda mais o tráfego.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Cartilha do Maxi
Caro sr. Gerson Machado, sou apenas uma ex-aluna satisfeita com o serviço prestado pelo Colégio Maxi. Mesmo não sendo procuradora desta instituição, não posso deixar de fazer algumas ressalvas sobre seus comentários. Para mim, e creio que para a maioria das pessoas que leram a cartilha, está claro que o convite foi feito para toda a sociedade e não somente para alunos e professores. A prova disso está na distribuição deste material, que foi feita inclusive por esta Folha e outros veículos de comunicação, todos estes em parceria com o Colégio Maxi. Convido o senhor a uma leitura mais atenta da cartilha, pois é desarmado e desprovido de rancor que começará a integração entre pais, alunos e sociedade que o senhor tanto cita e a qual todos desejamos. Foi graças ao pontapé inicial do Maxi que daremos início a uma sociedade sem mágoas, sem ódio e sem vingança. Não entendi muito bem a referência que o senhor faz aos seguranças privados na porta do colégio. O que posso afirmar em relação a isso, é que em todos os anos que estudei lá nunca fui assaltada ou atropelada. Entretanto, se tal tarefa estivesse única e exclusivamente a cargo das autoridades públicas, talvez eu não tivesse a honra responder sua carta.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina
Verba extra
Nos últimos dias a imprensa vem noticiando que alguns deputados, numa sórdida estratégia eleitoreira, anunciam aos quatro ventos estar doando a entidades beneficentes parte daquela malfadada verba da convocação extraordinária de dezembro de 2005, ao invés de simplesmente recusarem-se a recebê-la, deixando-a nos cofres do erário de onde nunca deveria sair para fins tãos escusos. Sentencia um secular adágio que ''é muito fácil fazer cortesia com chapéu alheio'', além do mais senhores demagogos a verdadeira caridade, aquela que é dada com a mão direita sem que saiba a esquerda, forma com a fé e a esperança a sagrada trilogia que assegura ao benfeitor a recompensa celeste. Espero e almejo que vossas excelências, depois de meditarem sobre uma das mais nobres ações do ser humano, a caridade, passem a praticá-la em profusão, porém, sem alarde, e dispondo daquilo que realmente vos pertença, pois esse ato cristão por excelência ameniza o sofrimento de quem recebe e proporciona o doce refrigério à bondosa alma de quem dá.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina
Reage Londrina!
Londrina, cujo progresso sempre foi o orgulho do seu povo, hoje está estagnada. A causa está na sua administração que ainda deve uma explicação convincente pela atuação infeliz em relação ao terreno do Colossinho. Incapaz e sem visão, desprezou as forças existentes nas universidades, dos empresários, através da ACIL, na comunidade representada pelos pés-vermelhos e tantas outras, para optar por uma linha de ação eleitoreira e equivocada. É a atual política da esmola, sem perspectivas, pois impõe a miséria e a ignorância como cláusula pétrea aos seus pobres assistidos. É fácil imaginar o que poderia acontecer, se convocadas as lideranças locais, disponibilizando um orçamento de quase R$ 4 milhões mensais, dinheiro de impostos diga-se, hoje aplicados sem prever nenhuma contrapartida. O milagre dos empregos surgiriam nos tanques com peixes, nas hortas comunitárias produzindo verduras, legumes para atender a merenda escolar até o ensino médio, numa ostensiva ação sobre os recicláveis, frentes de trabalho e resolvendo os inúmeros problemas da cidade como habitação, pavimentação e saneamento básico. Tudo é possível e ainda dá tempo para mobilizações salvadoras e progressistas visando não somente nossa cidade, mas também honrar os milhares de votos recebidos por conta de um candidato que se proclamava honesto e competente.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (administrador) - Londrina





