CARTAS
Diploma de burro
O povo não vai mais aceitar ''diploma de burro'' votando e elegendo os mesmos políticos que hoje estão no poder. Chega de enganação! Não vamos acreditar em pesquisas eleitorais porque elas também podem ser compradas com nosso próprio dinheiro, roubado por esses degenerados que continuam nos assaltando. Nenhum desses corruptos merece nosso voto. São ladrões, deixaram roubar ou se omitiram não denunciando seus comparsas, acomodando-se confortavelmente em seus salários imorais e suas verbas agregadas. Acabaram com o Brasil e com a classe média, transformando a população em pobres (miseráveis) e ricos (políticos e banqueiros). Vamos nos vingar dessa cambada nas urnas não reelegendo nenhum deles, de presidente a deputados estaduais, ninguém merece nosso voto. Vamos começar a faxina por nossa conta, já que as CPIs são inúteis e a Justiça ineficiente.
PATRÍCIA CHUBACI (designer) - Londrina
Renovar é preciso
Na edição da Folha de 16/6, uma reportagem informa que na eleição de outubro haverá renovação 62% na Câmara dos Deputados, sendo o PT o mais punido. Por muito menos do que está ocorrendo, os caras-pintadas derrubaram o Collor e cassaram seus direitos políticos. A renovação desses 62% é porque a grande maioria não lê jornais, não acompanha noticiários, só fica sabendo de rodas de bate-papo e não procura se inteirar do que acontece na política. Tanto é verdade que Lula, conforme pesquisas, hoje se reelege no primeiro turno. Em outra matéria da Folha, deputados federais do Paraná dizem vão doar verba extras a entidades. Não vi nenhum recibo ou mesmo uma prestação de contas de parlamentares aos eleitores. Portanto, discordo que a renovação seja de 62% e digo mais, a renovação não será somente na Câmara dos Deputados e sim em todos os cargos eletivos. Serão punidos pelo voto popular. Se isto não ocorrer teremos uma revolução no país, principalmente, dos eleitores que pagam os salários dos eleitos. Vote certo, não venda seu voto. Quem vende o voto está alimentando a corrupção.
RUBENS VERPA (agricultor) - Londrina
Sinalização
Qual o critério adotado para a pintura das faixas nas ruas de Londrina? No começo do ano foram feitas as pinturas nas ruas próximas do Colégio Canadá, mas na frente do colégio nada de faixa de pedestre. Ali tem uma praça que é uma nojeira. Agora, foi feita a pintura na Rua Souza Naves inteira até mesmo atrás da prefeitura e nos arredores da Arel, que fica a 50 metros de um cruzamento perigoso. No entanto, não chegaram no Colégio Maxi e no Hospital do Câncer. Que critério de trabalho é esse? Vai aí uma idéia: quando se fizer esse tipo de trabalho, façam no sentido bairro-centro que o trabalho tem começo, meio e fim, além de parecer um serviço bem feito e com um menor custo.
LUCAS CALVI (executivo de vendas) - Londrina
Não faltam bandeiras
Discordo da opinião do representante do DCE e presidente do CA do curso de Economia da UEL, Marco Ferreira Calumbi, (Folha Cidades, 20/6), segundo o qual não há de causas para a mobilização dos alunos. Será mesmo? E a corrupção vergonhosa dos políticos, verdadeiras aves de rapina que dilapidam os cofres públicos fazendo com que não sobrem recursos sequer para o Estado cumprir suas funções primárias, com saúde, segurança e educação? Não é bem falta de bandeira que tem norteado a apatia dos estudantes em Londrina. Os apáticos acadêmicos londrinenses tiveram atuação importante no protesto contra a ação da polícia para acabar com uma festinha barulhenta. Tais festas têm sido promovidas sistematicamente por animados grupos de alunos em áreas residenciais, inclusive interditando vias públicas sem o cumprimento de nenhuma formalidade ou licença do poder público.
LOURIVAL BARBOSA (militar aposentado) - Londrina
Humor de luto
Sábado foi um dia triste para o Brasil ou pelo menos para aqueles que têm bom humor. Às vésperas do segundo jogo do Brasil na Copa, a seleção perdeu um grande torcedor: morreu Bussunda. Morreu a irreverência em pessoa. Um cara que sabia como ninguém ironizar de uma forma anárquica tudo e todos. Ninguém escapava de seu humor ácido, nem mesmo o presidente Lula. As noites de terças-feiras não serão mais as mesmas, pois faltará o craque do Tabajara: o Marrentinho, fala sério! O Tabajara perdeu sua maior estrela, Lula perdeu seu sósia, Sherek perdeu a voz e a TV perdeu um pouco da graça. E o povo que se via representado nas críticas bem-humoradas de Bussunda, principalmente aquelas dirigidas aos maus políticos, ficou um pouquinho órfão. Adeus Bussunda, descanse em paz.
ANTONIO JOSÉ SANTIAGO (funcionário público) - Londrina
Câmbio
Antes de 1994 o Brasil caminhava para uma inflação descontrolada, a moeda desvalorizada e a auto-estima do povo em baixa. O Plano Real veio para ficar, com o câmbio ao par, a princípio até mais valorizado, a população aplaudiu. Somente em 1999 foi liberado e tornou-se flutuante. Essa flutuação foi criticada como tardia e agravada com as eleições de 2002, sendo que o partido favorito, dito de esquerda, causou dúvidas no mercado. Após as eleições, ficou provado que o partido de esquerda, não era tão de esquerda assim e o dólar voltou a níveis mais baixos. O que nos causa espanto é que a mesma sociedade que aplaudiu o dólar baixo no início do Plano Real, agora quer que ele suba, argumentando que precisa obter lucro na exportação de seus produtos. Não é fácil para nós, leigos, entendermos essa economia maluca que não é capaz de equacionar os nossos problemas de conformidade com os interesses do país e da sociedade.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





